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EM PAZ. POR AMOR. TUDO ACABA DE ACONTECER.

Sabe-se aprendendo a ser aprendiz.

O sábio, não sabe tudo, sabe aprender…

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dê o exemplo e…

saiba o que o sábio

aprende ensinando.

 

O trabalho de cada humano é aprender a Ser… transformar os impasses, os becos em caminho… Assumindo-se, conhecendo-se, se reconhecendo… Enfrentando com coragem, amando com humildade e assim, transformando-se em Ser humano… No caminho consigo, no caminho convivo… Caminho de volta pra casa…

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Teu tino. Teu Destino.

Harmonizando-se… Abre-se e Recebe-se… Intuitivamente…

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Não há necessidade de sermos perfeitos…

Mas há necessidade de assumirmos nossas imperfeições…

E caminhar perseverantemente no aperfeiçoamento…

 

A bússola está no centro de ti… O caminho é agora e aqui, oriente-se… Silencie e testemunhe-se…

Tudo passa. Passa a limpo.

“A cada dia, nas situações que se apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a graça.”

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Absurdo e Graça.

Sombra e Luz.

Estar e Ser.

Viver e Despertar pra vida.

 

“Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados. Dizer que “tudo é absurdo” ou dizer que “tudo é graça” é igualmente mentir ou trapacear… Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda.”

“Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado, não mais estranhos, mas estranhamente amigos.”

* Citações de Jean-Yves Leloup

 

O Poder da Unidade

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Se duas pessoas fazem a paz na mesma casa, dirão a uma montanha: “afasta-te” e ela afastar-se-á, disse Jesus.

Eis o poder da paz, da unidade!

Que se pode fazer contra um homem tranquilo, unificado?

Que se pode fazer contra duas ou três pessoas bem harmonizadas?

As montanhas, as dificuldades, afastam-se. É como se tivessem o apoio de toda Natureza, do Uno que se manifesta em sua harmonia.

Antes de desejar levar a paz para a casa dos outros, é necessário começar em sua “casa”, fazer a paz com as partes “inimigas” de si mesmo, seja o instinto, a emoção ou o intelecto. Enquanto houver divisão em nós mesmos, não será que os obstáculos que encontramos são a expressão de nosso próprio caos?

Encontra a paz interior, dizia São Serafim de Sarov, e uma multidão será salva ao teu lado. Um homem tranquilo, um homem feliz é fonte de paz e de felicidade para toda a humanidade. O que não fariam dois ou três?

Para Clemente de Alexandria, “transportar” montanhas significa nivelar as desigualdades entre os homens, tornar possível o encontro. A Paz permite que a Unidade de todos os seres se manifeste no momento em que o temor ou a cobiça erguem montanhas entre eles.

A “fé que transporta montanhas”. Ora o que é a fé senão a Unidade da inteligência com o coração? A paz realizada entre esses “dois” que, muitas vezes, se opõem na mesma casa: o discernimento e a afetividade?

A fé é indissociavelmente, um movimento da inteligência para a Verdade e um ato de confiança. A fé é aderir com todo o seu ser ao que é reconhecido como verdadeiro e justo. Essa adesão íntima e total implica uma grande potência assim como uma grande lucidez: vai além da razão, mas não contra a razão. E o que tinha a aparência de montanha revela-se à luz dessa força clarividente e viva como um simples ninho de toupeira.

Jean-Yves Leloup

Tomando o destino. Tomando tino.

“A vida é uma ponte, não fixe nela a tua morada, mas atravesse-a.”

Retornando ao centro, a casa, ao silêncio…

Reconciliando com a fonte cristalina, com a consciência limpa…

Desfazendo os mal-entendidos… Resgatando-me… Refazendo as pazes comigo…

Recarregando as energias… Reiniciando as travessias… Reabastecendo a existência com vida…

“Eternidade Reencontrada” – Jean-Yves Leloup

Entrevista com Jean-Yves Leloup ao jornal Diário do Nordeste, em 09/09/2002.

Para você, o que significa a fé?

Jean Yves Leloup – A fé é o que os antigos chamam uma virtude teologal, ou seja, um poder de ordem divina, uma inteligência maior do que minha inteligência. Em certos momentos, sou mais inteligente do que a inteligência que tenho…! E nesses momentos eu sei o que é a fé. Os latinos insistem, sobretudo, na noção de ‘confiança, de nos confiarmos a …’, enquanto que os gregos chamam a atenção para ‘a abertura de nossa inteligência para uma maior’. A proclamação eu creio em Deus significa literalmente ‘conheço a Deus como Deus se conhece; deixo Deus conhecer-se em mim’.

Você pensa que, na educação cristã, a noção de perdão é bem explicada?

Jean Yves Leloup – É verdade que não se pode dizer a alguém que ‘é necessário perdoar’, assim como não é possível dizer que ‘é necessário amar’; a fórmula é necessário é algo supérfluo. No entanto, podemos aceitar o que é, procurar compreender, até mesmo exigir compreender o que se passa. Com efeito, exigir é também uma forma de respeitar o outro, é exigir dele que se dê conta do que fez. Em seguida, no âmago do enfrentamento que reclama justiça, há um momento em que somos como que lavados de nossas memórias. Neste instante, intervém alguma coisa que está para além do eu, para além do dom: é isso o que se pode chamar perdão.

Você diz que o orgulho é pura estupidez. Não poderíamos dizer o mesmo do medo: o medo do julgamento dos outros, o medo de nossos próprios limites, de nossas fraquezas?

Jean-Yves Leloup – É verdade que o orgulho é, muitas vezes, alguém fraco, frágil; ele tenta preencher sua carência com vaidade. É por isso que devemos ter compaixão pelos orgulhosos: na maior parte das vezes , eles são miseráveis. Com alguém que reconhece sua fraqueza, sua carência, é possível crescer. Trata-se de devolver-lhe seu amor próprio, sua dignidade. Pelo contrário, não é possível devolver ao orgulhoso seu amor próprio, sua dignidade, porque ele julga que já é detentor de tudo isso!

Será possível que alguém que tenha vivenciado experiências afetivas decepcionantes, traumatizantes, conserve a confiança no ser humano?

Jean-Yves Leloup – Não. Estou pensando no versículo que diz: ‘Infeliz do homem que confia no homem’. A confiança deve ser depositada não no homem, mas na vida que está nele: depositar confiança no que há de melhor nele; caso contrário, depositar confiança em uma pessoa é dedicar-se a uma grande decepção.

Será que podemos reencontrar o sentido profundo da palavra felicidade?

Jean-Yves Leloup – A etimologia da palavra felicidade é muito significativa. É a ‘boa hora’, de estarmos presente onde estamos! Seria necessário devolver à palavra felicidade sua dimensão feminina (a boa hora) que é uma forma de esposar o instante. A felicidade é reencontrarmos em nós a capacidade para amar, porque tudo o que fazemos sem amor é tempo perdido, é feito em má hora, é uma infelicidade… Enquanto tudo o que fazemos com amor é a eternidade reencontrada. Desse modo, a felicidade nos é dada por acréscimo.

Conto Zen: Joshu e o Grande Caminho

Certa vez, um homem encontrou Joshu, que estava atarefado em limpar o pátio do mosteiro. Feliz com a oportunidade de falar com um grande Mestre, o homem, imaginando conseguir de Joshu respostas para a questão metafísica que lhe estava atormentando, lhe perguntou:

“Oh, Mestre! Diga-me: onde está o Caminho?”

Joshu, sem parar de varrer, respondeu solícito:

“O caminho passa ali fora, depois da cerca.”

“Mas,” replicou o homem meio confuso, “eu não me refiro a esse caminho.”

Parando seu trabalho, o Mestre olhou-o e disse:

“Então de que caminho se trata?”

O outro disse, em tom místico:

“Falo, mestre, do Grande Caminho!”

“Ahhh, esse!” sorriu Joshu. “O grande caminho segue por ali até a Capital.”

E continuou a sua tarefa.

 

Meu insight do momento: O “Grande Caminho” do qual buscamos encontra-se em cada passo que damos conscientes de Si.

Labirinto Existencial

Caminho de casa. Caminho de volta.

A saída é por dentro.

O aberto é no centro.

Aquele um todo é em si.

 

No Labirinto da existência… Encontra-se o Caminho da Autoconsciência… Ao cair em Si e Adentrar-se… 

 

* Imagem: Labirinto da catedral de Amiens, França.

 

Conto Zen: O Médico e o Zen

Kenso Kusuda, diretor de um hospital em Nihonbashi, Tóquio, recebeu um dia a visita de um velho amigo, também médico, que não via há sete anos.

“Como vai?”, perguntou Kusuda.

“Deixei a medicina”, respondeu o amigo.

“Ah, sim?”

“Na verdade, agora eu pratico o Zen.”

“E o que é o Zen?”– quis saber Kusuda.

“É difícil explicar…” — hesitou o amigo.

“E como é possível entendê-lo, então?”

“Bem, deve-se praticá-lo.”

“E como faço isso?”

“Em Koishikawa, há uma sala de meditação dirigida pelo Mestre Nan-In. Se quiser experimentar, vá até lá.”

No dia seguinte Kusuda dirigiu-se à sala de meditação do Mestre Nan-In.

Ao chegar, gritou:

“Com licença!”

“Quem é?” responderam lá de dentro. Um velho de aspecto miserável, que se aquecia junto a um fogareiro próximo ao vestíbulo, dirigiu-se a ele. Kusuda entregou-lhe seu cartão e o velho, após dar uma olhada, disse sorrindo:

“Olá!!! Faz tempo que o senhor não aparece!”

“Mas… é a primeira vez que venho aqui!” – disse Kusuda, surpreso.

“Ah, sim? É a primeira vez? Como está escrito ‘Diretor de hospital’, pensei que fosse o Sasaki. O que o senhor deseja?”

“Quero falar com o Mestre Nan-in.”

“Já está falando com ele!” disse o velho, abrindo um largo sorriso.

“Então o Mestre Nan-in é o senhor?”, disse Kusuda meio desconfiado. Esperava alguém mais “venerável”.

“Eu mesmo”, respondeu o velho, sem dar mostras de resolver a mandar seu visitante entrar. Já meio desanimado e um tanto desdenhoso, Kusuda decidiu falar ali mesmo, de pé, no vestíbulo:

“Eu gostaria que o senhor me ensinasse a praticar o Zen.”

O velho olhou para ele e disse:

“Praticar o Zen? O senhor é um médico não? Deve então tratar bem de seus doentes e se esforçar para o bem de sua família, o Zen é isso. Agora, pode ir embora.”

Kusuda voltou para casa, sem entender nada. Intrigado com as palavras de Nan-In, três dias depois resolveu visitar novamente o velho Mestre. Nan-In atendeu-o novamente no Vestíbulo.

“Novamente o senhor aqui? O que deseja?”

“Insisto para que o senhor me ensine a praticar o Zen!” – disse Kusuda petulantemente.

“Ora, nada tenho a acrescentar ao que já disse outro dia. Vá embora e seja um bom médico”. E fechou a porta.

Dois ou três dias depois, Kusuda novamente voltou a ver o Mestre, pois absolutamente não conseguira entender suas palavras.

“Outra vez aqui?”

“Eu vim porque não consegui entender suas palavras, por mais que pensasse sobre elas.”

“Pensando nas palavras é que o senhor não vai entender coisa nenhuma mesmo!” – disse o velho monge.

“Então o que eu devo fazer?” – disse Kusuda, já quase desesperado.

“Procure perceber por si, ora essa! Agora, vá embora.”

Mas Kusuda desta vez zangou-se muito e respondeu:

“Por três vezes, embora tenha muitos afazeres, larguei tudo e vim até aqui pedir-lhe para me ensinar o Zen e sempre o senhor me manda embora sem me dar o mínimo esclarecimento! Que espécie de mestre é o senhor, afinal!?!”

“Ah! Finalmente ele zangou-se!”, exclamou o Mestre.

“Mas é EVIDENTE!”, desabafou o médico.

“Então agora chega de palavreado e seja educado! Faça-me uma saudação.”

Encarando fixamente o velho monge, Kusuda reprimiu sua vontade de dar-lhe um soco na cara e inclinou-se em reverência. O Mestre então conduziu-o à sala de meditação e o ensinou a praticar zazen.

Anos depois, Kusuda finalmente entendeu porque o Zen também é cuidar bem dos doentes e esforçar-se para o bem de sua família.

Meu insight do momento: Enquanto ignoramos como é, reprimimos o que há, enquanto dissimulamos o que nos consome… Não há caminho, mas apego ao sofrimento…

AtualMente, Sempre.

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Tudo isso para nada disso…

A vida como é. Como nós somos.

Um todo atualizando-se…

 

“O crescimento começa quando começamos a aceitar nossa própria fraqueza.” Jean Vanier