a n o v a m e n t e

…pela Paz, com Amor, Gratidão por Ser Aquele que Sou, que É e Existirmos…

Confiança (Osho Zen Tarot)

Este é o momento de ser aquele “ioiô humano”, capaz de se atirar no vazio sem a proteção do cabo elástico amarrado aos pés! E é esta postura de confiança absoluta, sem reservas nem redes de segurança escondidas, que o Cavaleiro da Água exige de nós.

Uma grande euforia nos invade quando conseguimos dar o salto para o desconhecido, ainda que essa simples ideia nos apavore. E quando adquirimos confiança ao nível do salto quântico, deixamos de fazer quaisquer planos elaborados, ou preparativos. Não dizemos: “Muito bem, confio que sei o que fazer agora: vou pôr em dia meus negócios, preparar minhas malas e levá-las comigo”. Não; nós simplesmente saltamos, sem pensar muito no que virá depois. O importante é o salto, e o arrepio que ele nos provoca à medida que caímos em queda livre pelo vazio do céu.

A carta nos dá, entretanto, uma “deixa” a respeito do que nos espera no outro extremo – um delicado, convidativo, um delicioso rosado… pétalas de rosa, um suculento… “Venha!”

Fonte: http://www.osho.com/pt/iosho/zen-tarot/paradox/

Sobre a “Crença” e o “Conhecer” (Osho)

Um homem procurou Sri Aurobindo e perguntou: “Você acredita em Deus?”

Aurobindo disse: “Não!”

O homem não podia acreditar no que ouvia, pois tinha vindo de um país muito distante para questionar esse homem e achava que ele tinha de acreditar em Deus — e Sri Aurobindo disse ‘Não’.

O homem disse: “O que você está dizendo? Não posso acreditar no que estou ouvindo e vim de tão longe só para ouvir um homem que conhece.”

Aurobindo disse: “Mas eu não disse nada sobre conhecer. Eu não acredito — eu conheço.”

“A crença é um substituto pobre para o conhecimento; na verdade, não é absolutamente um substituto. Você não acredita no sol — você o conhece. Eu estou aqui — você não acredita em mim, você me conhece. Você está sentado aí — você não acredita que está sentado, você conhece o fato. Você acredita em Deus, você não O conhece. A ignorância pode se tornar uma crença ou uma descrença, mas a ignorância continua sendo ignorância. O conhecer é necessário. E saiba desta sutil distinção: não uso a palavra ‘conhecimento’, uso a palavra ‘conhecer’ pois conhecer é um processo e conhecimento é algo já terminado.

O conhecimento é como uma coisa — acabada; pode-se possuí-lo, pode-se tê-lo nas mãos, pode-se manipulá-lo, está completo. Conhecer é um processo, é um rio; está sempre acontecendo; nunca se pode possuí-lo; não se pode dizer que está acabado. A existência é eterna, como pode acabar? Como é possível chegar a um ponto onde se possa dizer: “Agora já conheço tudo”? Esse ponto não chega nunca.

Quanto mais você conhece, mais as portas se abrem. Quanto mais você flui, mais os mistérios estão prontos para lhe serem revelados. Quanto mais você conhece, mais se torna capaz de conhecer — e isso não tem fim. “ Osho

E-Book: Osho – A Harmonia Oculta

Conto Sufi: A Escola da Vida

Mulla Nasrudin trabalhava como maquinista dirigindo uma balsa. Um dia, um padre estava atravessando para a outra margem. Exatamente na metade do caminho, perguntou a Nasrudin:

– Você chegou a aprender alguma coisa, Nasrudin?

E ele respondeu:

– Sou ignorante, não sei nada – nunca estive numa escola.

O padre disse:

– Então metade da sua vida foi praticamente desperdiçada, pois o que é um homem sem instrução?

Nasrudin não disse nada. Veio então uma tempestade e a balsa começou a afundar. Ele disse:

– Oh, grande pândita (sábio), você aprendeu a nadar?

O homem disse:

– Não, nunca. Eu não sei nadar.

Mulla disse:

– Então toda a sua vida foi desperdiçada, pois eu já estou indo!

Possibilidades (Osho Zen Tarot)

A águia tem uma visão panorâmica de todas as possibilidades existentes na paisagem lá embaixo, enquanto voa livremente pelo céu, com naturalidade e sem qualquer esforço. Ela está realmente no seu domínio, majestosa e senhora de si.

Esta carta indica que você se encontra num ponto em que um mundo de possibilidades lhe é oferecido. Por ter desenvolvido mais amor para consigo mesmo, por estar mais pleno de si mesmo, você consegue trabalhar facilmente com os outros. Por estar relaxado e à vontade, você é capaz de reconhecer possibilidades à medida que elas se apresentam, algumas vezes até antes que outros as consigam perceber. Por estar em sintonia com a sua própria natureza, você compreende que a existência lhe está proporcionando exatamente aquilo de que você precisa.

Aproveite o voo! E celebre todas as variadas maravilhas da paisagem aberta diante de seus olhos.

Fonte: http://www.osho.com/pt/iosho/zen-tarot/paradox/

Conto Sufi: Mendigos e Moedas

Certa vez Nasrudin saiu da mesquita e perguntou a um mendigo sentado a rua:

– Você é preguiçoso?

– Sim, Mulá.

– Gosta de sentar-se ai e fumar à toa?

–Gosto.

– Aprecia beber com os amigos?

– Sim, Mulá.

– Bem, chega, – disse o sábio, e deu lhe uma moeda de ouro.

Alguns passos diante, Nasrudin foi abordado por outro mendigo, que havia assistido à cena e que pediu-lhe uma esmola.

– Você é preguiçoso? – perguntou o Mulá.

– Não, mestre – respondeu o mendigo.

– Gosta de sentar-se por aí e fumar à toa ?

– Não, Mulá.

– Provavelmente gosta de beber com os amigos…

– Não, mestre, só quero viver modestamente e rezar.

O Mulá deu-lhe então uma pequena moeda de cobre.

Inconformado o mendigo queixou-se:

– Porque você um tostão a mim, um homem místico, que leva uma vida simples, enquanto deu uma moeda de ouro àquele preguiçoso e indolente?

– Ah, – respondeu o Mulá– as necessidade dele são muito maiores do que as suas.

 

Fotografia: “Um mendigo baluque, ‘Dato Obolum Belisario'” em Biblioteca Digital Mundial

Guia, Águia, Mensageiro… estamos juntos.

As borboletas ainda me chamam

Beija-flores, libélulas me lembram

Os pássaros, seres alados

Do céu apontam o caminho…

Pois é isso que eles fazem quando encontram

Um ser a procura de seu próprio voo

Se transformando, criando asas ao longo do caminho…

A bússola está guardada no peito… estamos viajando num barco a vela, ao vento… neste oceano de multidimensão… nunca estamos sozinhos, somos todos um.

“Nós somos uma maneira do Cosmos conhecer a si mesmo”. Carl Sagan

Conto Sufi: Vivo ou Morto

Mulla Nasrudin estava pensando em voz alta:

— Como saberei se estou morto ou vivo?

— Não seja bobo! — disse-lhe a esposa — se você estivesse morto, seus membros estariam frios.

Pouco depois, na floresta, Nasrudin pôs-se a cortar lenha. Era pleno inverno. De repente, percebeu que suas mãos e seus pés estavam frios.

— Estou indubitavelmente morto, — pensou — por isso preciso parar de trabalhar, porque defuntos não trabalham.

E porque defuntos não andam de um lado para outro, deitou-se na relva.

Logo depois, uma matilha de lobos apareceu e pularam em cima do burro de Nasrudin, que estava amarrado a uma árvore.

— Muito bem, continuem, aproveitem-se de um morto — disse Nasrudin deitado de barriga para cima — se eu estivesse vivo não lhes permitiria que devorassem o meu burro.

Seguir em frente é enfrentar-se.

ego self

é possível voar sem sair do chão?

é possível mergulhar sem sair da superfície?

é possível caminhar sem sair do lugar?

é possível crescer sem a forma mudar?

por mais óbvio que se pareça, nada é o que parece ser…

pois tudo se parece, tudo parece ser verdade

quando tememos a nossa verdadeira vontade

quando tememos a responsabilidade por nossa liberdade

quando tememos a nossa própria verdade.

a ilusão parece que protege mas aprisiona

a ilusão parece que dá garantias mas só promete

a ilusão é exatamente a certeza de que só há uma verdade.

“a impermanência é a única constante que permanece.”

Conto Sufi: O Burro Perdido

– Perdi meu burro, perdi meu burro, estou desesperado, não posso continuar assim. Não poderei viver se não encontrar meu burro – lamentava-se Nasrudin percorrendo o povoado em busca do animal perdido.

Ele anunciava:

– Quem encontrá-lo vai ganhar uma grande recompensa: Meu burro.

As pessoas, sem entender aquilo, lhe perguntavam:

– Você está louco? Perdeu o burro e o está oferecendo como recompensa a quem o encontrar?

Nasrudin respondia:

– Sim, porque me incomoda não possuí-lo, mas me incomoda muito mais tê-lo perdido.

Mente (Osho Zen Tarot)

“Isto é o que acontece quando nos esquecemos de que a mente foi feita para servir, e começamos a permitir que ela dirija a nossa vida. A cabeça está cheia de mecanismos, a boca não pára de censurar, e toda a atmosfera em volta fica poluída por essa fábrica de argumentos e de opiniões.

“Mas, espere aí!”, você talvez diga. “A mente é o que nos torna humanos, é a fonte de todo progresso, de todas as grandes verdades!” Se você acredita nisso, faça uma experiência: entre no seu quarto, feche a porta, ligue um gravador, e passe a falar sem restrições o que quer que lhe venha “à mente”. Se de fato você deixar que saia tudo, sem nenhuma censura ou retificação, ficará espantado de ver a quantidade de tolices que você dirá.

O Valete das Nuvens está lhe dizendo que alguém, em algum lugar, está preso em uma “viagem da cabeça”. Dê uma olhada, e assegure-se de que não é você.”