“Quando o discípulo está pronto, o mestre desaparece”

por EM SI: LUGAR DE GRAÇA

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“O relacionamento mestre/discípulo é a relação entre uma lagarta e uma borboleta, amizade entre a borboleta e a lagarta. A borboleta não consegue provar logicamente que a lagarta é capaz de transformar-se em borboleta. Mas a borboleta, com seu próprio exemplo, pode provocar um anseio na lagarta, de que é possível transformar-se e iniciá-la nos princípios que sinalizam para o seu próprio caminho.”

Na existência, há muitos e diferentes mestres… nossos pais, familiares, professores, amigos, pessoas que encontramos, filhos, os sagrados livros. Há também gurus, mestres espirituais, líderes religiosos, sábios, acadêmicos, terapeutas… os espíritos humanos, espíritos da natureza, os seres de luz, mensageiros de deus, os seres intra e extraterrestres… os animais, os insetos, árvores, pedras, plantas, flores… e o invisível, indizível, incognoscível.

Sabemos que a vida é uma mestra em si, das lições que nos propõe no dia a dia, em nossas rotinas, por meio de sincronicidades – as coincidências significativas – ou ainda pelos acasos da vida… sejam prazerosos ou dolorosos, difíceis ou fáceis, cômicos ou trágicos. E claro, aprende-se com o mestre interior, aquela voz do coração, a voz interior, aquele que é em nós, que floresce da intuição… quando abertos, sensíveis para o portal de multi-dimensão, quando acontece o despertar da consciência.

“A inteligência é imparcial: ninguém é teu inimigo; ninguém é teu amigo. Todos são teus instrutores.” Mabel Collins (Luz no Caminho)

Em verdade, tudo na vida é aprendizado… tudo o que é vivo tem sabedoria… a tal escola da vida, está no detalhe, no incerto, no inesperado e também no deslumbrante, colossal, arrebatador… no imenso oceano e na gota d’água cristalina, no som que ecoa da revoada e no silêncio da gruta… no olhar inocente da criança e no movimento frenético das ruas… em qualquer momento, em todo lugar, no vazio, aqui e lá no agora… quando se abre o coração com sinceridade e a mente com humildade… os olhos veem e os ouvidos ouvem. Os aprendizados são inerentes, mas podem ser transcendentes.

Cada momento é uma valiosa e rara oportunidade… de aprendermos e crescermos, de sermos um com o todo, de nos encontrarmos na relação consigo e com o outro… e estamos em níveis e etapas diferentes desta jornada, mas num mesmo propósito unificador… nesta incrível diversidade de seres e passageiras miragens que constituem este mundo, este sonho… em cada uma das relativas realidades… num certo tempo do eterno, num certo espaço do infinito… vivendo, convivendo, sendo, mestre e aprendiz.

“O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta.” Richard Bach