Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Mês: abril, 2017

Flores c e r…

“Tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes.”

“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o silêncio.”

“O bem que se faz num dia, é semente de felicidade para o dia seguinte.”

“Jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”

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Conto Zen: O Arroz e a Rosa

Conta uma lenda que, na antiga China, um homem teve a sorte de encontrar duas moedas com as quais poderia satisfazer suas necessidades básicas.

Para surpresa do amigo que o acompanhava, com uma das moedas o homem comprou um punhado de arroz e, com a outra, uma rosa.

O amigo perguntou: “Para que a rosa, se estás com tanta fome?”

Mirando-o com os olhos brilhantes de esperança, o místico homem respondeu: “Comprei o arroz para ter do que viver; e a rosa, para ter porque viver.”

Conto: Simplesmente Respeito

A filha com medo do que viria a acontecer, preocupada em não repetir o que havia feito, perguntou ao pai, sempre silencioso e pragmático:

– Pai, o que eu faço agora?

– Filha, escute a voz do seu coração…

– Mas pai, coração fala?

– Aja com o coração e saberá…

A filha, inquieta e insegura, retrucou:

– Pai, preciso primeiro ter certeza, vou pensar nisso.

Paciente e enfático o pai disse:

– Primeiro ouça a voz e depois aja.

– Nunca fiz isso antes, sinto que não vou conseguir.

– O coração sente o que pensamos.

– Pai, não posso, não é o momento.

– Filha, agora é sempre o momento.

– Pai, não consigo fazer isso, não estou escutando, vou desistir.

– Se não ouve a voz agora, não aja… e isso não quer dizer que você desistiu.

– Mas pai, como você pode ter tanta segurança e confiança no que está me dizendo?

– Simplesmente respeito a vida… ou seja, me respeito.

por Adriano Anovamente

“Aprenda com o silêncio a respeitar a sua vida…” Paulo Roberto Gaefke

Ilustração: Snezhana Soosh

Conto Sufi: O tolo que era sábio

Todos os dias o Mullá Nasrudin ia até o mercado público. As pessoas adoravam vê-lo fazendo o papel de tolo, com o seguinte truque: mostravam duas moedas, uma valendo dez vezes mais que a outra. Nasrudin coçava a cabeça e depois de um tempo, sempre escolhia a de menor valor.

A história correu pelas cercanias.

Todos os dias, algumas pessoas mostravam as duas moedas e todos da pequena multidão em volta riam e faziam pilhérias. Nasrudin sempre ficava com a de menor valor. Um dia, uma pessoa de aspecto muito sério, cansado de ver Nasrudin sendo ridicularizado daquela maneira, chamou-o a um canto, e disse:

– Sempre que lhe oferecerem duas moedas, escolha a de maior valor, que sempre é a maior. Assim você bancará o esperto, terá mais dinheiro e os outros não o considerarão um idiota.

Nasrudin lhe respondeu:

– Você tem razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais idiota que elas. Você não faz idéia de quanto dinheiro já ganhei, aproveitando-me deste truque – e acrescentou:

– Não há nada de errado em se passar por tolo, se na verdade o que você está fazendo é inteligente.

Conto Sufi: O Bilhete

Nasrudin e a mulher estavam brigados e sem se falar há uns três dias.

Antes de dormir, Nasrudin se lembrou que no dia seguinte teria que estar muito cedo no mercado pois tinha um encontro com um comerciante.

Para poder chegar lá na hora marcada ele deveria levantar também bem cedo.

Então ele resolveu pedir à mulher para acordá-lo. Mas não querendo dar o braço a torcer ele escreveu um bilhete num papel:

— Acorde-me às 5 horas da manhã!

Quando Nasrudin levantou no outro dia, olhou no relógio e viu que já eram 9 horas da manhã. Ele ficou desesperado, quase teve um ataque, mas se controlou e pensou:

— Que desgraça! Que absurdo! Que falta de consideração! Ela não me acordou!

Nisto, ele olhou para a mesinha ao lado da cama e reparou que lá tinha um outro bilhete no qual estava escrito:

— São cinco horas, levanta!!!

s)im

im)possível…

digo, sim)possível.

fluEnte

Me pego pensando…

…Aí desapego.

Quem te dirige, piloto ou copiloto?

o copiloto ego diz:

“pense em você, faça primeiro por você… antes de fazer pelo outro… porque isso é bom, como fazer bem ao outro se não faz a você?”… mas por fim, o outro nunca tem vez.  

ou o copiloto ego nos diz:

“pense primeiro no outro, faça pelo outro… antes de fazer por você…  porque isso é bom, como fazer o bem a você se não faz ao outro?”… e por fim, você nunca tem vez.

o copiloto ego (“eu estou”) serve ao piloto self (“eu sou”):

“pense a partir da fonte em si, o si mesmo, faça por você o que faria pelo outro… faça por nós, pelo todo… porque todos somos umTodo… isso é confluir, ser aquele que é (aquele que somos), ser legítimo… como ser consciente sem ser autoconsciente?”… enfim, não há fim, é eterno agora… sempre outra vez.

Conto Sufi: Mais que Deus

Nasrudin foi trabalhar como faxineiro no palácio real.

Logo no primeiro dia de trabalho, cansado, viu uma poltrona e resolveu sentar-se para descansar um pouco.

Quando o administrador do palácio entrou no salão e viu Nasrudin descansando no trono do rei, ficou indignado e lhe perguntou:

– Quem você pensa que é para ficar aí sentado? Por acaso você é o rei?

– Não! – respondeu Nasrudin – sou mais que isso!

– Ah! Mais que rei! Então você deve ser um santo. Será? – perguntou o administrador.

– Não! Sou mais que isso! – respondeu Nasrudin.

– Bem, então você pensa que é Deus? – questionou o homem.

– Não! Sou mais que isso – tornou a responder Nasrudin.

O administrador, indignado, disse:

– Seu infiel! Nada é mais que Deus.

– Isso! É isso que eu sou, nada! – encerrou Nasrudin.

“Sobre a Entrega” – O Poder do Agora (Eckhart Tolle)

Eu tenho certeza de que posso estar consciente da minha infelicidade.

Você escolheria a infelicidade? Se não escolheu, como ela apareceu? Qual é o propósito dela? Quem a está mantendo viva? Você diz que está consciente da sua infelicidade, mas a verdade é que você está identificado com ela e mantém vivo esse processo de identificação, através de um pensamento compulsivo. Tudo isso é inconsciência. Se você estivesse consciente, quer dizer, totalmente presente no Agora, toda a negatividade iria se dissolver quase instantaneamente. Ela não conseguiria sobreviver na sua presença. Só consegue sobreviver na sua ausência. Nem mesmo o sofrimento consegue sobreviver muito tempo diante da presença. Você mantém a infelicidade viva quando dá tempo a ela. Esse é o sangue dela. Remova o tempo, concentrando uma percepção intensa no momento presente, e ela morre. Mas você quer mesmo que ela morra? Você já teve mesmo o bastante dela? Quem você seria sem ela?

Até que você pratique a entrega, a dimensão espiritual é algo a respeito do que você já leu, ouviu falar, escreveu, pensou, acreditou ou não. Não faz diferença. Não até que a entrega tenha se tornado uma realidade em sua vida. No momento da entrega, a energia que você desprende e que passa a governar sua vida é de uma freqüência vibracional muito maior do que a energia da mente, que ainda governa as estruturas sociais, políticas e econômicas da nossa civilização e que se perpetua através da propaganda e dos sistemas educacionais. Através da entrega, a energia espiritual penetra nesse mundo. Ela não gera sofrimento para você, para outros seres humanos ou para qualquer outra forma de vida no planeta. Ao contrário da energia da mente, ela não polui a terra e não está sujeita à lei das polaridades, que diz que nada pode existir sem o seu oposto e que não pode haver o bem sem o mal. Aqueles que continuam dominados pela mente – a grande maioria da população – não percebem a existência da energia espiritual. Ela pertence a uma outra ordem e vai criar um mundo diferente quando um número suficiente de seres humanos entrar no estado de entrega e se tornar totalmente livre da negatividade. Se a Terra sobreviver, essa será a energia daqueles que a habitarem.

Jesus se referiu a essa energia quando proferiu seu famoso e profético Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os mansos porque herdarão a Terra”. É uma presença silenciosa mas intensa, que dissolve os padrões inconscientes da mente. Eles podem até permanecer ativos por um tempo, mas não vão mais governar a sua vida. As condições externas, que apresentavam uma resistência, também tendem a mudar ou a se dissolver através da entrega. Essa energia é um poderoso agente transformador de situações e de pessoas. Caso as condições não mudem imediatamente, a sua aceitação do Agora permite que você se coloque acima delas. De qualquer forma, você está livre.

Trecho do livro “O Poder do Agora” – Eckhart Tolle