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T O D O S O U ‚ôĺ UM : OM E S M O U T R O

Mês: agosto, 2017

√© Caso e Caos

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Por acaso, o acaso n√£o h√°.

No caso, ocaso não é.

 

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Poema “O Tigre” – William Blake

O Tigre

Tigre! Tigre! clar√£o feroz
nas florestas da noite atroz,
que m√£o, que olho imortal teria
forjado a tua simetria?

Em que funduras, em que céus
o fogo ardeu dos olhos teus?
Em que asa ousou ele aspirar?
Que m√£o ousou o fogo atear?

Que ombro, que arte deu tal torção
às fibras do teu coração?
E, o teu coração já batendo,
que horrenda mão? que pé horrendo?

E qual martelo? E qual corrente?
Em que forja esteve tua mente?
Qual bigorna? Que ousado ater
seus terrores ousou conter?

Quando os astros se desarmaram
e o céu de lágrimas rociaram,
riu-se ao ver sua obra talvez?
Fez o Cordeiro quem te fez?

Tigre! Tigre! clar√£o feroz
nas florestas da noite atroz,
que m√£o, que olho imortal teria
forjado a tua simetria?

Tradução de Renato Suttana

PS.: Link do Blog Escamandro¬†com diferentes tradu√ß√Ķes para o poema “O Tigre”.

“Abandone suas respostas” Osho

‚ÄúA vida √© um mist√©rio, n√£o uma pergunta. N√£o √© um quebra cabe√ßas a ser resolvido, nem uma pergunta a ser respondida, mas um mist√©rio a ser vivido, um mist√©rio para amar e com ele dan√ßar.‚ÄĚ

Você precisa abandonar suas respostas.

Abandonando suas respostas você destruirá suas perguntas.

No dia em que n√£o houver perguntas nem respostas dentro de voc√™ e que voc√™ estiver simplesmente vazio… Voc√™ chegou em casa.

Sempre que houver alternativas, tome cuidado, n√£o escolha o conveniente, o confort√°vel, o respeit√°vel, o socialmente aceito.

Escolha algo que fa√ßa o seu cora√ß√£o vibrar. Escolha algo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseq√ľ√™ncias.

O covarde pensa nas conseq√ľ√™ncias: ‚ÄúSe eu fizer isso, o que acontecer√°? Qual ser√° o resultado?‚ÄĚ O covarde √© mais preocupado com o resultado.

O ser humano real nunca pensa nas conseq√ľ√™ncias. Ele pensa apenas no ato, neste momento.

Um ser humano real nunca se arrepende, ele jamais se lamenta, pois jamais fez algo contra si mesmo.

Vocês precisam se transformar em indivíduos autênticos, integrados, com imenso auto-respeito.

Personalidade √© uma m√°scara muito t√™nue dada ao indiv√≠duo pela sociedade ‚Äď ela foi dada a voc√™ pelos outros.

Individualidade é aquilo com o qual você nasceu Рsua natureza Рninguém pode dá-la a você e ninguém pode tirá-la de você.

A personalidade pode ser dada e tirada. Daí, quando você se identifica com ela você começa a ficar com medo de perdê-la.

Foi lhe dito pelos seus pais, professores, vizinhos e amigos que voc√™ era assim ‚Äď todos eles moldaram sua personalidade, dando uma forma a ela.

E eles fizeram de você algo que você não é e jamais poderá ser. Daí você se sentir infeliz, confinado em sua personalidade Рessa é sua prisão.

Mas você também tem medo de sair dela, pois não sabe que possui algo mais.

√Č mais ou menos assim: voc√™ pensa que suas roupas s√£o voc√™. Ent√£o naturalmente voc√™ ter√° medo de ficar despido.

Não é uma questão apenas do medo de abandonar as roupas, mas do medo de que, se você as abandonar, não haverá ninguém e todos verão que há o vazio, que você é oco por dentro.

A personalidade está com medo, e é muito natural que deva ter medo.

No momento em que você se liberta, você pode abrir suas asas na vasta existência que há muito o espera.

Trecho do Livro: “Palavras de um homem de Sil√™ncio” – Osho.

“Sobre o Devir”

(…) A vida n√£o pode ser avaliada integralmente sob o ponto de vista da moral ‚Äď pois a vida, enquanto cria√ß√£o e destrui√ß√£o, √© a constata√ß√£o do ser como devir, como pensa a filosofia heracliteana ‚Äď da exist√™ncia como m√ļltiplo √© compreendida como afirma√ß√£o. O Um √© o m√ļltiplo e o m√ļltiplo √© o Um. Nada h√° al√©m desta constata√ß√£o ‚Äď n√£o h√° como julgar a vida atribuindo-lhe valores morais. A exist√™ncia √© inocente e apreciada ‚Äď gerada do Uno, afirma a vida, deve estar isenta de valores morais, pois n√£o h√° ser al√©m do devir, ou melhor, o Ser √© o devir. O Ser (Uno) se afirma no m√ļltiplo e continua a sair dele na eternidade do tempo.

“Her√°clito olhou profundamente, n√£o viu nenhum castigo do m√ļltiplo, nenhuma expia√ß√£o do devir, nenhuma culpa da exist√™ncia. Nada viu de negativo no devir, ao contr√°rio, viu uma dupla afirma√ß√£o do devir e do ser como devir, em suma, uma justifica√ß√£o do ser.‚ÄĚ Deleuze

Fonte: Revista Pandora Brasil. Artigo de √āngela Zamora:¬†¬†Ideias sobre arte e moral a partir da “√ďtica da Vida” em Nietzsche

Poemas de Nietzsche

Ecce homo

Sim, bem sei donde provenho
Insatisfeito, como chama em seco lenho,
Vou ardendo e me consumo,
Tudo o que toco faz-se luz e fumo,
Fica em carv√£o o que foi minha presa:
Sim, sou chama com certeza.

Canção da embriaguez

√ď HOMEM! ATEN√á√ÉO!
QUE DIZ A FUNDA MEIA-NOITE?
‚ÄėESTAVA A DORMIR, A DORMIR -,
DE UM SONHO FUNDO ACORDEI: –
O MUNDO √Č FUNDO,
E MAIS FUNDO DO QUE O DIA PENSAVA
FUNDA √Č A SUA DOR ‚Äď
A ALEGRIA ‚Äď MAIS FUNDA AINDA QUE O PESAR:
A DOR DIZ: PASSA E MORRE!
TODA A ALEGRIA, POR√ČM, QUER ETERNIDADE -,
QUER FUNDA, FUNDA ETERNIDADE.‚ÄĚ

Para quem souber dançar

GELO LISO,
UM PARA√ćSO
PARA QUEM SOUBER DANÇAR.

 

Fonte: Revista Pandora Brasil –¬†¬†Edif√≠cios e Nuvens: Filosofia e Poesia de Friedrich Nietzsche

 

Enraizar é Elevar

a nega√ß√£o de si mesmo… √© sempre dizer sim, n√£o saber dizer n√£o ao outro.

negar a si mesmo… √© sempre dizer n√£o, n√£o saber dizer sim para voc√™.

a aceita√ß√£o de si mesmo… √© dizer sim, dizer n√£o, coerente com o seu cora√ß√£o… assumir-se com autorresponsabilidade… a¬†lei do amor √© indubitavelmente¬†a lei da reciprocidade…

√© respeitando a si mesmo¬†que se respeita o pr√≥ximo. o princ√≠pio √© em si, enfim, o todo…

Conto Zen: Baso e a Medita√ß√£o

Quando jovem, Baso praticava incessantemente a Meditação. Certa ocasião, seu Mestre Nangaku aproximou-se dele e perguntou-lhe:

РPor que praticas tanta Meditação?

– Para me tornar um Buda.

O Mestre tomou de uma telha e começou a esfregá-la com um pedra.

Intrigado, Baso perguntou:

– O que fazeis com essa telha?

– Pretendo transform√°-la num espelho.

– Mas por mais que a esfregueis, ela jamais se transformar√° num espelho! Ser√° sempre uma pedra.

РO mesmo posso dizer de ti. Por mais que pratiques Meditação, não te tornarás Buda.

– Ent√£o o que fazer?

– √Č como fazer um boi andar.

– N√£o entendo.

– Quando queres fazer um carro de bois andar, bates no boi ou no carro?

Baso n√£o soube o que responder e ent√£o o Mestre continuou:

РBuscar o Estado de Buda fazendo apenas Meditação é matar o Buda.

E-feito Causa

ao ser

o meio

se é

inteiro

princípio.

Mestre Aprendiz

aprendendo, ao mesmo tempo, desaprendendo.

estar sendo, sendo estar.

o sábio impermanente, permanece inocente.

Conto Zen: A Bola e o Zen

Certa vez, enquanto o velho mestre Seppo Gisen jogava bola, Gessha aproximou-se e perguntou:

“Por que √© que a bola rola?”

Seppo respondeu:

“A bola √© livre. √Č a verdadeira liberdade.”

“Por qu√™?”

“Porque √© redonda. Rola em toda parte, seja qual for a dire√ß√£o,¬†livremente. Inconsciente, natural, automaticamente.”