“Quando me aceito como sou, então, eu mudo.”

por a n➐w ame n t e

Quando eu cair feito folhas no outono e o inverno me invadir… que eu lembre que a primavera virá e ainda haverá verão… mas enquanto é frio, úmido e seco, que eu esteja firme e flexível ao mesmo tempo… para que se renovem as energias… e eu venha a renascer com o soprar dos ventos… que imutavelmente mudam a estação… girando e se realinhando… a harmonia se estabelece… prevalece… amanhece o meu ser misteriosamente e inesperadamente de novo…

Toda estação é essencial… a depressão é o atoleiro onde a consciência pesada se afundou… é a água parada em águas passadas… o fluxo interrompido… o ralo entupido… é o conflito dos mal entendidos, os registros de sentimentos mal compreendidos… os traumas, aversões, medos e apegos… berrando para serem digeridos, incinerados, aceitos e dissolvidos…

Eis o chamado para a transformação, renovação, renascimento… é agora todo e qualquer momento… onde se vive e dá vida ao ser vívido… o mesmo amor que adoece, cura… é a sua verdade, parece loucura… o mistério é a fonte em si… sim, conheça a ti mesmo… reconheça o ponto onde encontram-se o princípio com o fim… o céu coração… o caminho do meio…

É preciso que eu esteja em si…. e resista flexivelmente ao processo de transformação… para que enfim, seja eu uma legítima e livre borboleta…

“Só aquilo que realmente somos tem o poder de curar-nos.” Carl G. Jung.

*O título é uma citação de Carl Rogers

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