Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Desilusão ou Salvação!?

para o distraído

a desilusão o traiu…

para o desperto

a desilusão abriu

novos caminhos…

 

É a tua sombra que te assombra.

Silencie e escute-se…

Feche os olhos e veja-se…

Dê luz ao sombrio, ao oculto em ti…

Tome consciência do seu mistério…

Teus segredos mais secretos são a tua sombra…

Vê-la, aceitá-la e compreendê-la…

É iluminar-se… Ser aquele que É…

 

“A sombra nos deixa doentes, o encontro com a sombra nos faz sarar. A doença é o caminho que nos leva à cura e à perfeição.” Thorwald Dethlefsen –  A doença como caminho

“Somos dominados por tudo aquilo com que nosso eu se identifica. Podemos dominar e controlar tudo aquilo de que nos desidentificamos.” Roberto Assagioli

Eclodir no Eclipse

 

Impossível? Somente o impossível.

eclip se

Que os véus, as nuvens do desamor…

Se desfaçam e revelem o céu coração…

Ao possibilitar-se, se permitir…

Amar-se… aceitar-se…

Por simplesmente ser o amor. 

Quando estiVer Verá

Todos os caminhos

Levam ao mesmo lugar.

Seja o caminho

No lugar onde estiver.

“Repetição” – Shunryu Suzuki

“Se você perde o espírito de repetição, sua prática se torna bastante difícil.”

”No início, ele (Buda) estudou o método hindu vigente em sua época e região e praticou o ascetismo. Mas o Buda não estava interessado nos elementos que constituíam o ser humano, nem tampouco nas teorias metafísicas da existência. O que, sim, o interessava era saber como ele próprio existia naquele exato momento.

Essa era a questão. O pão é feito de farinha. A coisa mais importante para o Buda era saber como a farinha vira pão ao ser colocada no forno. Seu maior interesse era saber como podemos nos tornar iluminados. A pessoa iluminada é alguém perfeito, cuja conduta é desejável tanto para si mesma como para os outros.

O Buda queria descobrir como os seres humanos desenvolvem esse estado ideal – como os sábios do passado tinham se tornado sábios. Para descobrir como a massa se transforma em pão perfeito, ele fez o pão repetidas vezes até que obteve êxito.

Talvez se possa achar pouco interessante cozinhar repetidas vezes a mesma coisa, dia após dia. Pode parecer tedioso. De fato, se você perde o espírito de repetição, sua prática se torna bastante difícil, mas não será difícil se você estiver cheio de força e vitalidade. De qualquer modo, não há como ficar inativo; é necessário fazer alguma coisa. Portanto, quando fizer alguma coisa, seja atento, cuidadoso e alerta. Nosso caminho é colocar a massa no forno e observá-la com cuidado. Uma vez que você souber como a massa se transforma em pão, você entenderá a iluminação. Nosso maior interesse, portanto, é saber como este corpo físico se transforma num sábio. Não nos preocupa saber o que a farinha e a massa são, ou o que é um sábio. Um sábio é um sábio. Explicações metafísicas sobre a natureza humana não são a questão.

Assim, o tipo de prática que enfatizamos não pode se tornar demasiado idealista. Se um artista se torna muito idealista, acaba se suicidando, porque há um imenso vão entre seu ideal e sua real habilidade. E ele entra em desespero porque não existe ponte suficientemente extensa para cobrir esse vão. Esse é o caminho espiritual comum.

O nosso caminho espiritual não é tão idealista. Todavia, em certo sentido, devemos ser idealistas – devemos pelo menos estar interessados em fazer pães bonitos e saborosos. A verdadeira prática consiste em repetir sem cessar até descobrir como se tornar pão. Não há segredo em nosso caminho. Apenas praticar zazen e colocar-nos no forno é nosso caminho.”

Trecho do livro Mente Zen, Mente de Principiante – SHUNRYU SUZUKI 

Formas do vazio. Vazios da forma.

todo dia é desafio… sempre há propósito.

ser espontaneamente natural…

ser aquele que é, sendo o vir a ser.

nascemos prontos para aprender e crescer…

renascemos ao perceber a própria consciência de ser…

aprender ensinando, ensinar desaprendendo…

tudo que sei não é tudo.

tudo que não sei também não é tudo.

tudo é nada.

nada é o que há para tudo existir…