Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Conto Zen: A estátua do Buda

“Certa vez Tan-hsia, monge da dinastia Tang, fez uma parada em Yerinji, na Capital, cansado e com muito frio.

Como era impossível conseguir abrigo e fogo, e como era evidente que não sobreviveria à noite, retirou em um antigo templo uma das imagens de madeira entronizadas de Buddha, rachou-a e preparou com ela uma fogueira, assim aquecendo-se.

O monge guardião de um templo mais novo próximo, ao chegar ao local de manhã e ver o que tinha acontecido, ficou estarrecido e exclamou:
“Como ousais queimar a sagrada imagem de Buda?!?”

Tan-hsia olhou-o e depois começou a mexer nas cinzas, como se procurasse por algo, dizendo:

“Estou recolhendo as Sariras (*) de Buda…”
“Mas,” disse o guardião confuso “este é um pedaço de madeira! Como podes encontrar Sariras em um objeto de madeira?”
“Nesse caso,” retorquiu o outro “sendo apenas uma estátua de madeira, posso queimar as duas outras imagens restantes?”

(*) Sariras – tais objetos são depósitos minerais – como pequenas pedras – que sobram de alguns corpos cremados, e que segundo a tradição foram encontrados após a cremação do corpo de Gautama Buda, sendo considerados objetos sagrados.

Koan: Em que parte de um objeto fica o reverenciado Sagrado?”

“Cada passo pede o passo seguinte”

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“Amadurecer é um processo lento de construção das competências”… Da noite para o dia, somente a madrugada… A mudança é contínua…

“Não há alternativa, é a única opção. Unir otimismo da vontade e o pessimismo da razão. Contra toda expectativa, contra qualquer previsão. Há um ponto de partida, há um ponto de união: Sentir com inteligência, pensar com emoção. Não vou ficar parado, não vou passar batido. Se nada faz sentido, há muito que fazer…” Humberto Gessinger