“O poder do perdão em nossa vida”

por EM SI: LUGAR DE GRAÇA

Frase Gandhi

Como limpar seus Sentimentos Negativos através do Perdão.

“Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes?”, perguntou Pedro. “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes”, respondeu-lhe Jesus. Isso é um grande exemplo de perdão.

E estamos dispostos a perdoar aquele que quebra sua confiança setenta vezes sete vezes? Esta é a questão à qual devemos nos atentar. O homem é um ser relacionável e todo o conflito é causado pelo ego. O super-arrogante-ser dentro de nossas mentes que prefere perder um afeto a ter de abrir mão da razão.

Qual o propósito disso? A ilusão de estar certo. De ganhar. Mas, em um combate, em um conflito só há perdas. Ambos os lados saem em más vistas perante o outro porque sua visão de mundo é diferente.

Uma vez, em um debate entre o sábio Jiddu Krishnamurti e um teólogo, este último disse: “Quanto mais eu converso com você, mais me certifico que é um ateu”. Jiddu coçou a cabeça lentamente e respondeu: “Sabe, eu costumava ser. Até que descobri que eu sou Deus”. O teólogo estupefato rebateu: “Ah, então você está questionando a divindade de Jesus na Terra?” e Krishnamurti, em tom de surpresa, disse: “Não! De jeito algum! Jamais duvidaria da divindade de Jesus ou de qualquer outra pessoa!”

O que Jiddu quis dizer é que em todas as pessoas há a manifestação do divino. Isso é o que quer dizer Namastê na filosofia oriental: o Deus que há em mim saúda o Deus que há em você. Todos somos feitos dos mesmos milhões de átomos, assim como a natureza, o planeta, o sol e qualquer matéria. Todos somos uma única energia, vibrando em sintonias diferentes.

Não há discussão.

Quando existe conflito, uma parede atravessa os sentimentos, mantendo duas pessoas conectadas, porém divididas. O perdão é a única porta para atravessar esta parede.

A percepção da unicidade cura os conflitos. Suas angústias são as mesmas em todos os seres humanos, em graus diferentes e com contextos diferentes. Mas de mesma natureza.

Sábios, profetas, mestres, sabem disso e é por isso que não discutem. Não tentam impor sua visão de mundo ou fazer com que os outros recebam a verdade a força. Eles convidam, aceitam a condição e o tempo do outro, mas jamais discutem.

Mahatma Gandhi expulsou o maior império do mundo naquela época, a Inglaterra, da Índia dominada por meio da não-violência, da verdade, do destemor e da aceitação. Jamais houve uma discussão.  Nem sequer quando os oficias buscavam Gandhi em sua casa pra prendê-lo por qualquer acusação rodeada por mentiras. Ele os recebia com sorriso nos lábio e oferecia seus pulsos. E assim, dia após dia, venceu!

Não há discussão. Não há derrota.

Mas somos seres perfeitamente imperfeitos e, por isso, temos uma segunda chance de nos redimir. Este poder curador que retira os véus de ilusão, ao qual nos impede de enxergar a realidade como ela é, se chama perdão.

Erramos. Aprendemos. Pedimos perdão. Perdoamos. Agradecemos. Este é o fluxo perfeito e cíclico da evolução humana. Ao enxergarmos um erro, nosso ou de outro, somos seres racionais suficientes para pedir perdão ou perdoar. Setenta vezes sete vezes se for preciso.

E para sabermos se o assunto foi mesmo resolvido, ainda fomos abençoado com a prova dos nove do agradecimento. Se realmente perdoamos, a comprovação disso vem através da gratidão! Agradecer os aprendizados e o novo ciclo que se inicia.

O perdão nos traz a reafirmação de laços afetivos, nos permite praticar a humildade, nos livra de sentimentos angustiantes como raiva, tristeza, ansiedade, repulsa, insegurança e, ainda, nos faz ficarmos melhor com nós mesmos.

Não há discussão. Não há derrota. Não há culpa.

Por isso, termino sugerindo um autodesafio de listar pessoas desde seus tempos jovens até os dias atuais, de pessoas que você julgou ter feito mal ou que te fizeram mal. Após essa extensa lista, reserve um bom tempo, feche os olhos e se recorde da primeira pessoa, sem bater boca ou se justificar imaginariamente. Peça perdão a ela  por tudo que vier à sua cabeça e depois perdoe ela por tudo que aparecer em sua mente. E então, perdoe a si mesmo(a) por tudo que fez a esta pessoa. Quando terminar, agradeça por todos os acontecimentos que fortaleceram vocês e trouxeram tantos aprendizados e, por fim, diga silenciosamente o quanto ama essa pessoa, não por sua relação direta, mas por ser este ser humano perfeito que é! Após terminar este processo com a primeira pessoa, aplique para as demais até finalizar a sua lista.

Permita deixar as emoções fluírem durante o processo todo e apenas observe suas reações mentais, emocionais e físicas, se dói em algum lugar, o que dói, se você consegue saber o porquê dói.

Fonte: QueroEvoluir.com.br