“A Crise da Crisálida”

por EM SI: LUGAR DE GRAÇA

“Ninguém transforma ninguém e ninguém se transforma sozinho, nós nos transformamos no encontro.” Roberto Crema

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Vivemos um tempo absurdo, onde perdemos a escuta. Alguém perguntou a um índio de 101 anos, um Xamã, um Pajé americano: – O que você faz? Ele disse:

– Eu ensino meu povo.

– O que você ensina?

– Quatro coisas, ele respondeu: Primeiro, a escutar;

– Segundo: que tudo está ligado com tudo;

– Terceiro: que tudo está em transformação;

– Quarto: que a terra não é nossa, nós é quem somos da terra.

“Não é esmagando a lagarta que faremos nascer a borboleta.” Jean Yves Leloup

“Você muda de roupa em dois minutos; leva-se uma existência inteira mudar o coração.”

Até onde eu posso enxergar, existem 3 tipos de seres humanos:

– Aqueles que nascem e morrem piores do que nasceram – são os degenerados;

– Aqueles que nascem e morrem como nasceram – são os que mantiveram a saúde;

– Aqueles que nascem e se tornam quem eles são, assim como uma flor se torna uma flor, uma mangueira se torna uma mangueira – são os que aceitaram o desafio da evolução.

“Num certo sentido, apenas os santos são a humanidade.” Abraham Maslow

“Santidade não é um privilégio de poucos, é uma necessidade de cada um de nós.” Teresa de Calcutá

O que acontece se você fugir do caminho, o que acontece ao se desviar do caminho? O caminho volta-se contra você… e não chega a ser uma maldição… é a reação à sua negação… pois negar o caminho é rejeitar-se e abandonar-se… é fechar-se para a realidade primordial, para a sua natureza essencial… pois para onde o caminho o leva, senão, para o encontro consigo mesmo… Quando se reconhecer este ser vivente… Participante da criação e transformação… Reconhecerá também toda esta natureza que é… Simplesmente uma só natureza em si…

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Um poema de um poeta espanhol, Juan Ramon Jimenez, concebido quando ele vivia um tempo muito depressivo, quando percebia que a sua alma estava sendo subtraída. Então ele retirou-se por algum tempo numa montanha, nos Pirineus. Ao descer da montanha ele nos brindou com a inspiração sagrada desta poesia:

“Eu não sou eu.

Sou este que caminha ao meu lado sem eu vê-lo;

que por vezes, vou visitar, e que, às vezes, esqueço.

O que cala, sereno, quando falo, o que perdoa, doce, quando odeio,

o que passeia por onde estou ausente,

o que estará de pé quando eu estiver morrendo.”

Hoje não tem sol! “É verdade? Haverá um dia em que não há sol? A verdade é que hoje tem nuvens!”

 

Fonte:  RobertoCrema.com.br – Citações do texto: Liderança no Século XXI – Impactos da passagem do milênio.