A busca acaba quando o agora encontro.

por An8wA

por mais contraditório que pareça… múltiplas vezes, não queremos saber a verdade…

fingimos não saber a verdade, negamos, rejeitamos, esquecemos, rompemos com a verdade… e acabamos perdendo o sentido dos sentidos, sobrevivemos do vazio visivelMente invisível… que dilacera, fragmenta o nosso íntimo…

na verdade, nos tornamos avessos, transformamos o amor em ódio, a coragem em medos, o fluir em apegos, o sincero em falso, a ordem em caos, o vivo em mórbido, o pleno em vazio, realizamos a aversão… a inversão de valores… nos corrompemos… pelo (simplesmente complexo) fato de esquivarmos da nossa responsabilidade (a habilidade de responder coerentemente) para com a vida e a existência… e essa falta de legitimidade, causa a falta de comprometimento com a própria realidade, com a nossa verdade… a inerente espontaneidade do ser…

nascemos da verdade, estamos na verdade… somos a verdade… mas vestidos da ilusória dualidade e temporalidade… e é óbvio que há um propósito que ao mesmo tempo é desafio… reconectar o vivo em nós, mesmo que sem um fio tão visível… no fio da navalha… no final das contas… resgata-se o princípio, a criança de onde surgimos… a semente de onde florescemos, a fonte de onde desaguamos… o espírito onde encarnamos… a consciência onde somos…

Para manter o compromisso com a verdade, dependemos do cultivo da atenção plena. “Atenção plena é o que surge quando você volta a atenção deliberadamente ao momento presente sem julgamentos e como se sua vida dependesse disso. E isso que emerge é nada menos que a própria consciência”. Jon Kabat-Zinn – Atenção Plena para Iniciantes

 

* Publicado originalmente em setembro/2017.

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