Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

por Cura proCura

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procura…

o que foi perdido.

encontra o perdido.

encontra o caminho.

por cura…

 

* Imagem: Encontro do deserto com o mar, Namíbia – Africa.

 

Conto Zen: O Paraíso

Duas pessoas estavam perdidas no deserto. Elas estavam morrendo de inanição e sede. Finalmente, eles avistaram um alto muro. Do outro lado eles podiam ouvir o som de quedas d’água e pássaros cantando.

Acima eles podiam ver os galhos de uma árvore frutífera atravessando e pendendo sobre o muro. Seus frutos pareciam deliciosos. Um dos homens subiu o muro e desapareceu no outro lado.

O outro, em vez disso, saciou sua fome com as frutas que sobressaíam da árvore ali mesmo, e retornou ao deserto para ajudar outros perdidos a encontrar o caminho para o oásis.

Conto Zen: Buscando por Buda

Um monge pôs-se a caminho de uma longa peregrinação para encontrar Buda. Ele levou muitos anos em sua busca até alcançar a terra onde dizia-se que vivia Buda.

Ao cruzar o sagrado rio que cortava este país, o monge olhava em torno enquanto o barqueiro conduzia o bote. Ele percebeu algo flutuando em sua direção.

Quando o objeto chegou mais perto, ele viu que era um cadáver – e que o morto era ele mesmo!

O monge perdeu todo o controle e deu um grito de dor à visão de si mesmo, rígido e sem vida, flutuando suavemente na corrente do grande rio.

Neste instante percebeu que ali estava começando sua busca pela liberação…

E então ele soube definitivamente que sua procura por Buda havia terminado.

De Si… Desci Mesmo.

Sol que renasce de si mesmo. Soul que renasce em si mesmo.

“O escaravelho, inseto sagrado para os egípcios, nos remete a imagem cíclica de imortalidade. Associado ao verbo kheter, a significar “vir à existência”, corresponde à imagem do sol que renasce de si mesmo.

O escaravelho passa o dia inteiro empurrando entre as patas uma bolinha feita de suas fezes enquanto o sol está cruzando os céus em direção ao ocaso. Com a chegada da noite ele a enterra, e a fêmea vem colocar aí seus ovos. Ao amanhecer, um jovem escaravelho nasce do excremento para de novo acompanhar o astro rei em seu caminho.

Tal qual o sol que ressurge das sombras da noite, o escaravelho renasce da própria decomposição. O velho escaravelho morre, mas do ovo que fecundou sai outro escaravelho, como a alma se escapa da múmia e sobe para o céu. Assim, o insecto era, para os egípcios, o símbolo da vida que se renova eternamente a partir de si mesma.”