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T O D O S O U ‚ôĺ UM : OM E S M O U T R O

Categoria: Sincronicidade

“Qual Deus?” – por Jean-Yves Leloup

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O que eu digo quando digo ‚ÄúDeus‚ÄĚ? Cada palavra nos remete a uma experi√™ncia; trata-se de qual experi√™ncia? A experi√™ncia de Abra√£o? De Mois√©s? De Jesus?…

N√£o se fala de Deus em lugar algum da B√≠blia. Evocamos com pudor, √†s vezes com temor, YHWH, o Tetragrama impronunci√°vel que designa essa realidade, para al√©m e para o interior dos universos, esse ‚ÄúNada‚ÄĚ do Tudo cuja Causa √© Ele… Para Mois√©s, √© um ‚ÄúEu Sou‚ÄĚ: a afirma√ß√£o de uma presen√ßa, n√£o nascida, n√£o feita, n√£o criada, no cora√ß√£o daquilo que √© feito, nascido, criado, composto. Sua realidade √© inconceb√≠vel e seu Nome, impronunci√°vel. No entanto, se fizermos a experi√™ncia do nosso nada ap√≥s um abandono (n√£o ser mais nada pra algu√©m) ou um acidente, n√≥s poderemos nos interrogar sobre ‚Äúo Ser que nos faz ser‚ÄĚ, que permite que participemos durante algum tempo da Vida e do seu Sopro, j√° que a nossa vida s√≥ depende de um sopro…

Se Deus não é para nós uma experiência, uma liberdade no coração de nossos condicionamentos, uma leve brisa no coração de nossos arquejos, então Ele não passa de uma palavra, um palavra utilizada para cometer todo tipo de opressão e crime, mas também de atos nobres, corajosos e pacientes.
A palavra ‚ÄúDeus‚ÄĚ vem do latim¬†dies¬†que quer dizer ‚Äúdia‚ÄĚ. Quando eu digo ‚ÄúDeus‚ÄĚ, estou falando do dia, do dia luminoso; eu digo que o fundo do ser √© luz, ‚Äúclara luz‚ÄĚ, acrescentar√£o os budistas, assim enriquecendo a express√£o.
A luz √© aquilo que n√£o vemos e aquilo que nos permite ver. Quanto mais pura √© a luz, tanto mais ela √© transparente e menos a vemos. Assim com s√≥ conseguimos ver a luz quando o tempo est√° brumoso, s√≥ ‚Äúvemos‚ÄĚ Deus nos momentos de confus√£o mental e idolatria.

Deus não é algo a ser pensado, ele é a Inteligência que nos permite pensar.
Deus não é algo a ser amado, ele é o Amor que nos permite amar.
Ninguém jamais o viu, pois a luz não é para ser vista.
Aquele que ama mora e permanece em Deus e Deus mora e permanece nele.
S√≥ conhecemos a Deus atrav√©s da ‚Äúparticipa√ß√£o‚ÄĚ: sendo, participamos do Ser (YHWH); sendo inteligentes, participamos do Ser que √© Intelig√™ncia, Informa√ß√£o criadora (logos); amando, participamos do Ser que √© Amor n√£o condicionado (Agape).

Deus n√£o existe. Ele √©. Se Deus existisse, como tudo aquilo que existe, um dia ele teria que deixar de existir. Dessa maneira, todos os deuses, investidos pelas nossas adora√ß√Ķes cegas da exist√™ncia, s√£o √≠dolos. O verdadeiro Deus n√£o existe e toda apropria√ß√£o do ‚Äúverdadeiro‚ÄĚ √© uma f√°brica de √≠dolos por vezes mort√≠feros e perigosos. ‚ÄúMeu‚ÄĚ Deus n√£o √© ‚Äúteu‚ÄĚ Deus e em nome desse Deus que ‚Äútemos‚ÄĚ, todos os crimes s√£o permitidos…

Se Deus existe, todos os crimes s√£o permitidos… e √© exatamente isso o que acontece. Se alguns crimes n√£o fossem cometidos em nome de Deus, eles n√£o seriam poss√≠veis, o homem n√£o seria suficiente para inspirar isso ao homem: tantos horrores, carnificinas e assassinatos de inocentes…

Felizmente, Deus n√£o existe; tudo mais existe, apenas Deus n√£o existe, assim como a luz que n√£o √© uma coisa dentre as coisas, assim como o Ser que n√£o √© um ser dentre os seres existentes, assim como o Amor que n√£o √© um amor dentre nossos amores. Esse Deus resiste a se fazer ‚Äúobjeto‚ÄĚ de nosso desejo.

Eu n√£o posso acreditar em um Deus que fosse compreens√≠vel. Mas, ent√£o, como desejar um ser n√£o-desej√°vel ou que est√° incessantemente escapando dos enlaces afetivos, intelectuais e ‚Äúcrentes‚ÄĚ de nossos amores… Como rezar para um Deus que n√£o existe? Com entreter uma rela√ß√£o com nada?

Deus n√£o se tornaria uma abstra√ß√£o, o Irreal por excel√™ncia, ainda mais do que o trans-real? Ele n√£o √© elevado demais, Outros demais, Todo Outro? Jacques Pr√©ver dizia: ‚ÄúPai nosso que estais nos c√©us, ficais a√≠‚ÄĚ.

Será que podemos permanecer em silêncio? Entrar em relação com esse silêncio? Saboreá-lo como uma presença? Um espaço, uma vastidão no coração de tudo aquilo que nos fecha, nos estreita, nos condiciona fisicamente, psiquicamente, socialmente e, acrescentemos também, cosmicamente, já que fazemos parte da grande natureza que nos envolve?

O vazio n√£o √© algo a ser feito, ele est√° sempre presente quando n√£o o preenchemos com nadas. O sil√™ncio n√£o √© algo a ser feito, ele est√° sempre presente quando n√£o o preenchemos com barulhos, palavras, pensamentos ou lembran√ßas. A p√°gina branca est√° sempre presente sob nossas garatujas ou sob nossas santas escrituras. A realidade que colocamos sob a palavra ‚ÄúDeus‚ÄĚ talvez esteja neste sil√™ncio, entre as linhas, entre as palavras, entre a inspira√ß√£o e a expira√ß√£o. Esse sil√™ncio de onde vem o sopro e para onde retorna o sopro, de onde vem o pensamento e para onde retorna o pensamento, de onde vem a vida e para onde retorna a vida…

N√£o era esse sil√™ncio que Jesus chamava de seu ‚ÄúPai‚ÄĚ e ‚Äúnosso Pai‚ÄĚ? A Fonte de seu ser, de seu pensamento, de suas palavras e do seu agir, o lugar de onde jorram o ser, o pensamento, as palavras e as a√ß√Ķes justas… a a√ß√£o humana, criada, adaptada √† sua fonte divina incriada ‚Äď um desejo humano muito humano e, no entanto, de acordo com o pr√≥prio desejo da grande Vida em n√≥s, uma ora√ß√£o…?

 

* Escritor, PhD em Psicologia Transpessoal, fil√≥sofo, sacerdote hes√≠casta ‚Äď aquele que dedica sua exist√™ncia ao mergulho no universo interior e √† prece -, poeta e not√°vel int√©rprete das palavras de Cristo, entre outros tantos t√≠tulos,¬†Jean-Yves Leloup¬†integrante da Igreja Ortodoxa, √© defensor ardoroso da uni√£o entre ci√™ncia e espiritualidade, tema mais desenvolvido em sua obra.

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Silêncio EsclareceDor

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Uma palavra: precisa…

√Č preciso sil√™ncio.

 

Talvez o Acaso, seja mais precisamente o Inesperado… pois os fatos, parecem ser de natureza sincr√īnica… nada aleat√≥rio, tudo e todos no todo interligados… simplesmente a√ß√£o-rea√ß√£o no v√°cuo… uma passagem feita de travessias… n√≥s feito la√ßos, navegando nesta rede universal de consci√™ncia c√≥smica… (rs)

Paz Interior: Elevar-se ao Superior

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em princ√≠pio, o meio e em √ļltima inst√Ęncia

é preciso perdoar todos os atos, a si como a todos os outros

para vir a ser aquele que sempre √©…¬†o amor como um todo…

 

“Amar o todo, o tempo todo”… √Č todo tempo amor…

 

* Citação do hermano blogueiro Mariel Fernandes. Dedico esta inspiração a você!

** Postado originalmente em setembro/2014.

Tao Cristal

fonte cristalina : ser cristalino

consciência crística : cristal vivo

cristo em ti : mestre interior

aquele que é : eu sou

 

Eu : Sou

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11 : 11

Espaço : Templo

Aqui : Agora

Ação doAção

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Gratid√£o

Você quem dá

Sendo Aquele que √Č

De fé, de coração.

“Tornar vis√≠vel” – Hermann Hesse

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“Nada lhe posso dar que j√° n√£o exista em voc√™ mesmo.

Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma.

Nada lhe posso dar a n√£o ser a oportunidade, o impulso, a chave.

Eu o ajudarei a tornar vis√≠vel o seu pr√≥prio mundo, e isso √© tudo.”

Hermann Hesse

Existir √© em Si um Rito de Passagem

D√™ passagem… tudo est√° de passagem…

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N√≥s n√£o ‚Äúviemos‚ÄĚ para este mundo; n√≥s¬†‚Äúsurgimos‚ÄĚ dele,¬† assim como folhas de uma¬†√°rvore.¬†Como ‚Äúondas‚ÄĚ do oceano, somos seres¬†do Universo.¬†Cada indiv√≠duo √© uma express√£o¬†do reino da Natureza,¬† uma a√ß√£o singular do¬†todo do Universo.” Allan Watts

“O rio” – Manuel Bandeira

“Ser como o rio que deflui

Silencioso dentro da noite.

N√£o temer as trevas da noite.

Se há estrelas no céu, refleti-las.

 

E se os céus se pejam de nuvens,

Como o rio as nuvens s√£o √°gua,

Refleti-las também sem mágoa

Nas profundidades tranquilas.”

Manuel Bandeira

A√≠ est√° a diferen√ßa…

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ao ser humilde

se é simplesmente

outro igual…

 

Nada mais nada menos que gratid√£o por existir… Resistir flexivelmente… √Č na entrega que se recebe…