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EM PAZ. POR AMOR. TUDO ACABA DE ACONTECER.

“Quando tudo se desfaz” – Pema Chödrön

Doses generosas de realidade. Pés fincados na realidade.

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Metáforas

“Iniciar uma jornada espiritual é como entrar em um barquinho muito pequeno e sair pelo mundo em busca de terras desconhecidas. Com a prática vem a inspiração mas, cedo ou tarde, encontraremos também o medo.” (p. 1)

“Quando iniciamos nossa exploração, temos todo tipo de ideal e expectativa. Procuramos respostas que satisfaçam anseios muito antigos e a última coisa que queremos é um reencontro com o bicho-papão.” (p. 2)

“A palavra desejo inclui aquela qualidade de vício que já mencionamos, nossa tendência a nos apegarmos a algo porque queremos encontrar uma maneira de deixar tudo bem, Isso decorre de nunca termos crescido. Ainda queremos ir para a casa, abrir a geladeira e encontrá-la cheia de nossas guloseimas favoritas.” (p. 62)

“A verdade, dizia um antigo mestre chinês, não é nem isso nem aquilo. É como um cão diante de uma tigela de gordura fervente. Ele não pode desistir dela porque é saborosa demais e não pode lambê-la porque está quente demais.” (p. 126)

Autoconhecimento

“A verdade é que, a partir do momento em que realmente iniciamos esse processo, nós nos tornamos cada vez mais modestos.” (p. 3)

“Relacionar-se honestamente com a qualidade imediata de nossa experiência, com respeito suficiente para não julgá-la, é uma jornada para toda a vida.” (p. 35)

“Contentamento é sinônimo de solidão, de solidão tranquila, de acomodar-se na solidão refrescante.” (p. 60)

“De algum modo, nesse processo de tentar negar que tudo está sempre em mudança, perdemos nossa percepção do sagrado da vida. Temos uma tendência a esquecer que fazemos parte do esquema natural das coisas.” (p. 65)

“A ausência de ego é um estado mental que implica total confiança no sagrado do mundo.” (p. 66)

“A honestidade, sem bondade, humor e boa vontade, pode ser simplesmente mesquinha.” (p. 81-82)

“Para pôr um fim às guerras é preciso deixar de odiar o inimigo.” (p. 119)

“Entretanto, você já deve ter percebido que frequentemente existe uma divergência irritante, se não deprimente entre nossas ideias e boas intenções e as reações que temos diante dos detalhes mais básicos das situações da vida real.” (p. 122)

Medo

“Mais cedo ou mais tarde compreendemos que, embora não possamos fazer com que o medo seja agradável, é ele que acabará por nos colocar diante de todos os ensinamentos que algum dia lemos ou ouvimos.

Portanto, considere-se com sorte na próxima vez em que encontrar o medo, pois é nesse ponto que entra a coragem. Geralmente pensamos que as pessoas corajosas não sentem medo, mas a verdade é que elas estão familiarizadas com ele.” (p. 5)

“Como dizia Shunryu Susuki Roshi, mestre Zen – viver é como entrar em um barco prestes a sair para o mar e afundar.” (p. 46)

“Na verdade, temos o direito a algo melhor, àquilo que é nosso estado de direito inato, ao caminho do meio – um estado mental aberto onde é possível relaxar no paradoxo e na ambiguidade,” (p. 57)

“Não há ponto de referência no caminho do meio.” (p. 56)

“Quando nos protegemos do sofrimento, achamos que estamos sendo bondoso conosco mesmos. A verdade é que apenas nos tornamos mais amedrontados, endurecidos e alienados.” (p. 93)

O que vem depois do fundo do poço

“Há, com certeza, uma qualidade delicada e vibrante quando experimentamos não ter nenhuma base.” (p. 9)

“Quando tudo se desintegra, somos submetidos a uma espécie de teste, e também a um certo processo de cura.” (p. 9)

“Ficar nesse desequilíbrio – com o coração partido, o estômago apertado, o sentimento de desesperança e o desejo de vingança – é o caminho do verdadeiro despertar.” (p. 12)

“Atingir o limite não é encontrar um obstáculo ou uma punição, mas uma saída em direção à sanidade e incondicional bondade dos seres humanos.” (p. 17)

“A morte e a desesperança fornecem a motivação correta para viver a vida com mais discernimento e compaixão.” (p. 47)

“Frequentemente, diz-se que a paz é a quarta marca da existência. Não se trata da paz em oposição à guerra, mas do bem-estar que surge quando vemos os infinitos pares de opostos como complementares.” (p. 69)

“Os ensinamentos budistas são dirigidos às pessoas que não têm muito tempo a perder. Isso inclui todos nós, quer saibamos ou não. Do ponto de vista dos ensinamentos, achar que ainda temos muito tempo e que podemos deixar essas coisas para depois constitui o maior dos mitos, a grande loucura e o pior veneno.” (p. 137)

“Quando compreendemos que o caminho é o objetivo, surge uma sensação de viabilidade.” (p. 156)

“Afinal, como disse Ösel Tendzin, todos vêm para o Dharma pelos motivos errados – é o caminho que nos corrige.” (p. 159)

Meditação

“Não nos sentamos em meditação para nos tornarmos bons meditadores. Sentamos em meditação para estarmos mais despertos na vida.” (p. 17)

“Anos mais tarde, [Rinpoche] usou uma analogia bem-humorada, ao comparar a meditação a uma pessoa fantasiada segurando uma colher cheia de água. É possível estar tranquilamente sentado ali, vestindo uma roupagem rebuscada e, ainda assim, estar bastante atento à colher de água que se tem nas mãos.” (p. 21)

“Portanto, como meditadores, também podemos parar de lutar contra nossos pensamentos e perceber que honestidade e senso de humor são muito mais inspiradores e úteis do que qualquer tipo de solene esforço religioso contra ou a favor de algo.” (p. 24)

“O próximo passo consiste em conter-se. A atenção plena é a base, conter-se é o caminho. […] [Conter-se] É a prática de não preencher imediatamente o espaço apenas porque surgiu uma lacuna.” (p. 35)

“Conter-se – não reagir por hábito ou impulso – relaciona-se com deixar de lado a disposição para a distração.” (p. 36)

“Simplesmente parar, em vez de preencher imediatamente o espaço, representa uma experiência transformadora.” (p. 38)

“Quando somos capazes de estar bem ali sem dizer: ‘Eu definitivamente concordo com isso’ ou ‘eu definitivamente não concordo com isso’, mas apenas estando ali muito diretamente, encontramos a riqueza fundamental por toda parte.” (p. 107)

“Se realmente soubéssemos quanto sofrimento nossa tentativa de evitar a dor e buscar o prazer traz ao planeta como um todo – como essa atitude nos torna infelizes e interrompe a ligação com nosso coração e inteligência fundamentais – sairíamos correndo e praticaríamos meditação como se a casa estivesse pegando fogo. Praticaríamos como se uma enorme cobra tivesse acabado de cair em cima de nós – não pensaríamos que temos tempo de sobra e que podemos deixar esse assunto para mais tarde.” (p. 113)

“A meditação é, provavelmente, a única atividade que não acrescenta nada ao cenário.” (p. 113)

Que se desfaça

“Ficaremos dando voltas inúteis com nossos pensamentos se acreditarmos em sua solidez.” (p. 24)

“O que torna maitri [conceito budista traduzido por Pema como bondade amorosa] uma abordagem tão diferente é o fato de não estarmos tentando resolver um problema. Não estamos lutando para afastar a dor ou para nos tornarmos uma pessoa melhor. Na verdade, estamos desistindo completamente de ter controle e deixando que os conceitos e ideais desmoronem.” (p. 28-29)

“Há um ensinamento sobre os três tipos de despertar: despertar do sonho do sono normal, despertar, ao morrer, do sonho da vida e despertar, em plena iluminação, do sonho da ilusão.” (p. 31)

“Esse é um ponto importante, pois representa o início do início. Sem desistir da esperança – de que há um lugar melhor para estar, de que há alguém melhor para ser – nunca relaxaremos onde estamos ou naquilo que somos!” (p. 41)

“Não-teísmo é perceber, finalmente, que não existe babá com quem contar. Você consegue uma babá ótima e, então, ela se vai. Não-teísmo é compreender que não são apenas as babás que vêm e vão. A vida toda é assim. Essa é a verdade, e a verdade incomoda.

Para aqueles que desejam agarrar-se a algo, a vida é ainda mais difícil. Sob esse ponto de vista, o teísmo é um vício. Somos viciados em esperança – esperança de que a dúvida e o mistério se dissipem. Essa dependência tem um doloroso efeito sobre a sociedade: uma sociedade baseada em muitas pessoas viciadas em conseguir um apoio para si mesmas não é um lugar compassivo.” (p. 43)

“Permitir que as coisas se dissolvam é, às vezes, chamado de desapego.” (p. 54)

“O ego pode ser definido como aquilo que encobre a bondade fundamental.” (p. 66)

 

* Citações do livro “Quando tudo se desfaz: orientações para tempos difíceis” de Pema Chödrön.

* Fonte: Blog As Melhores Partes.

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Agora é seu.

Em princípio, aceite-se. Enfim, aceita-se.

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A vida “é da hora”.

Tudo “é da hora”.

Somos “da hora”.

 

* Imagem: “Soul a pino”. Registro que fiz em frente a minha casa… Um espelho “da hora”…

 

A menina e a pantera negra – Rubem Alves

É uma (longa) história infantojuvenil que trata da reconciliação dos opostos. Mas vale a leveza da pena…

“A menina abriu a janela (seu nome era Bianca) e ela estava lá, deitada à sombra da figueira secular: uma pantera negra. Quieta, absolutamente tranquila, pelo reluzente. Apenas a cauda se mexia ritmicamente.

Seus olhos, profundos e terríveis, olharam a menina. E foi então que o felino a chamou pelo nome: Bianca…

Havia quase ternura em sua voz, mas a menina, aterrorizada, fugiu. Não tanto por medo da pantera, mas por medo do seu chamado. Bianca… Era como se ela já a conhecesse de longa data e estivesse voltando para um reencontro.

A menina correu para o pai. Para quem mais correria, num momento como esse?

– Papai, eu vi uma pantera negra. Deitada debaixo da figueira. E me chamou pelo nome…

Havia muito medo em sua voz. Seu pai não se assustou. Sabia que as panteras negras não aparecem assim, no quintal das casas. Panteras são animais que vivem longe, muito longe, nas matas.

– Acho que você teve um pesadelo, minha filha. Não há panteras negras por aqui. Sonho ruim na hora de acordar…

– Não, não – disse ela. Sei que não foi. Por favor, venha! – e puxou o pai pela mão.

Ele a acompanhou até a janela do quarto, para tranquilizá-la. E, de fato, nada havia sob a figueira. Estava como sempre…

– Eu não lhe disse? Não há panteras por aqui – Sua voz era sábia e tranquila. Tudo voltou ao normal. Bianca acreditou que tudo não passara de uma visão. Algumas pessoas vêem santos dos céus, e são beatificadas. Outras vêem feras selvagens das florestas e são aterrorizadas. Mas ela não conseguiu esquecer a forma como a chamara: Bianca…

No dia seguinte, já se esquecera de tudo. E, como sempre, abriu a janela que dava para a figueira. E lá estava de novo.

– Bianca… – repetiu, desta vez com um pouco mais de força. A menina correu para o pai.

– Venha, venha depressa…

Desta vez, ela não fugiu. Ficou lá, tranquilamente. O pai correu para o seu rifle, mirou a pantera e atirou. Mas nada aconteceu…

A pantera levantou-se, sem pressa, e retirou-se vagarosamente, movimentando a cauda.

– Faremos tudo para espantar esse animal que está assustando minha filha. E assim penduraram nas árvores e cercas guizos, sinos e latas, pois animais da selva se assustam com ruídos diferentes. Acenderam fogueiras ao redor da casa, pois eles temem o fogo. E encheram o quintal de pessoas, já que eles fogem dos homens (por horror ao cheiro doméstico).

Era uma complexa rede de defesas, montada para afugentar a pantera que assustara a criança com seu chamado. – Bianca… – A pantera desapareceu. Não mais aparecia sob a figueira, pelas manhãs. Durante todo o dia, era como se não existisse. Mas logo que caía a noite os seus rugidos começavam a ser ouvidos, e ora pareciam ferozes, ora tristes, como se lamentassem algo.

Por vezes ouviam-se ruídos nas portas, patas arranhando, e pela manhã sinais de garras podiam ser vistos na madeira. Se algo assim acontecia durante a noite, e o pai de rifle em punho abria a porta, pronto para atirar e matar, não se via coisa alguma.

Lá fora tudo estava tranqüilo, as sombras das árvores, o ruído do vento. Depois de muito tempo, convenceram-se de que a pantera negra deveria ser um ser mágico, que nenhuma bala poderia matar e nenhuma armadilha prender.

Acontece que por ali havia um sábio (muitos o consideravam feiticeiro), conhecedor das coisas misteriosas do dia e da noite, da vida e da morte. E resolveram consultá-lo.

– Entendo o seu medo – disse ele a Bianca – Tudo o que se desconhece é terrível. E de forma especial a pantera negra. Por um lado, é tão linda e segura de si, pelo macio e brilhante, que seria bom agradar. Mas é também coisa selvagem, que ataca de repente, filha da noite, carregando a morte nos dentes e garras.

– Que devemos fazer para nos livrar dela? – perguntou o pai de Bianca, ansioso por uma receita.

– Nada – respondeu o sábio. As panteras só conseguem falar quando estão amando. Ela está amando você, Bianca. E não a abandonará por nada neste mundo. Ela a escolheu. Agora é sua.

– Mas não a quero – disse a menina em desespero. Que é que posso fazer com uma pantera? Desejo mesmo é me livrar dela.

– Isto é impossível, respondeu o feiticeiro. Você só tem duas alternativas: ou a deixa de fora, e ela continuará a assombrar o seu sono durante a noite, ou você deixa que ela entre, e ela se tornará sua amiga…

– Mas como posso fazer isso? – perguntou Bianca.

– É simples. As panteras selvagens são domadas quando aprendemos a dizer seu nome. Descubra o seu nome e chame-o durante a noite. Ela virá…

– Mas como descobrir o nome da pantera? –perguntou Bianca.

– Isto eu não sei – respondeu o sábio. Você terá de descobrir por conta própria…

Com estas palavras, deu por encerrada a conversa. Bianca e seu pai voltaram perplexos para casa. Parecia coisa impossível e louca a tarefa que o sábio lhes dera: descobrir o nome da pantera. Consultaram domadores de animais, escreveram para jardins zoológicos, examinaram livros especializados, colecionaram dezenas de nomes. Tudo em vão. A pantera não atendia.

– É porque nenhum destes é o nome da pantera – disse-lhes o sábio, numa outra ocasião. São os nomes que os homens lhe deram. É preciso aprender o nome dela, que mora no seu corpo…

Naquela noite Bianca sonhou. A pantera estava lá, debaixo da figueira. Olhava para a menina e lhe dizia:

– Meu nome é o inverso do seu… E desapareceu.

Esta, pelo menos, era uma pista: o inverso do nome de Bianca. Brincou de inverter as letras, para ver se significavam algo. Leu o seu nome refletido no espelho. Investigou as razões pelas quais lhe haviam dado este nome.

– É porque você, ao nascer, era branca, muito branca, como a Branca de Neve. E assim, a batizamos de Bianca.

Mas tudo era inútil. O enigma continuava.

– Meu nome é o inverso do seu…

Aconteceu, entretanto, que houve uma noite em que Bianca e seu pai olhavam velhos retratos. Em um envelope estavam os negativos. Bianca tomou um deles e observou contra a luz. Era ela, não havia dúvidas.

– Que gozado, papai – disse ela. No negativo meu rosto está preto. É o inverso…

Subitamente ela parou, olhando no vazio, como se houvesse viso algo inesperado. E gritou:

– É isto, o inverso… O negativo é o inverso. O inverso do meu nome – Bianca, branca, é negro. O nome da pantera deve ser Negra, o meu lado noturno. Não é assim? Luz e escuridão, dia e noite, Bianca e Negra…

Exultante, num misto de alegria e medo correu para a porta, abriu-a para as sombras das árvores e o ruído do vento e disse:

– Negra, Negra…

Ouviu-se um leve barulho nas folhas do jardim e a pantera Negra se aproximou, tranquila como sempre. Lambeu as mãos da menina e deitou aos seus pés. E quando Bianca acariciou o pelo negro da pantera adormecida sentiu uma enorme sensação de felicidade. Nunca mais teria medo. Quem tem a pantera Negra como amiga não precisa temer mais nada.”

Comentários e explicações do autor:

Uma menina me pediu que lhe interpretasse um sonho: vira uma pantera negra dentro de casa e estava com medo.

Pude escrever a história porque eu também vira a mesma pantera e também tivera medo.

Todos, se prestarem atenção e houver bastante silêncio, pelas noites, ouvirão os seus rugidos discretos e sentirão um calafrio pela espinha.

Ela mora em nosso mundo interior e frequenta as nossas sombras. É o nosso lado negro.

Os seus nomes são muitos, há um tempo fascinantes e amedrontadores.

Porque a Pantera Negra é bela e terrível… mas há também a menina, Bianca, luminosa, diurna, sem sombras…

A Pantera Negra, sem a Menina, é selvagem e mortal.

A Menina, sem a Pantera, é fraca e ingênua.

É preciso que se tornem amigas.

Reconciliação dos opostos: O Branco e o Negro, o Amor e a Força, a Vida e a Morte, Yin e Yang.

Eleva da Lama. Lavando a Alma.

Zelando… Zerando… Zen ando…

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em si, em tempo

em paz, em silêncio

em luz e sombra:

o espaço-templo.

 

* O Templo Dourado em Amritsar – Índia. O lugar sagrado dos Sikhs.

Topo em Tempo

O que nos guia… Está no que ar que se respira… Está naquele que se inspira e transpira… Está no ar… De graça…

bor

É passado… É pássaro…

Virá e passará… Vira e passa…

Há de passar… Há devir… Há de vir a paz…

borboleta

Entre luzes e sombras… Um todo… Transparecendo do ser… Na alma…

Somos flores a perfumar…

Conhecimento prepara. Autoconhecimento realiza.

Nobre exemplo. Encontre em teu humilde exemplo.

O modo de salvar a sua humanidade é amando-se.

Não se pode cultivar em terreno infértil… Não se pode colher os frutos em tempo de plantio… Não se pode pular, burlar ou inverter as etapas do caminho…

O caminho… É o hábito de caminhar em si… Encaminhando-se ao espontâneo caminho…

 

* Imagens de Aneta Ivanova

O espelho – Meri Pellens

Olhar e reconhecer… Descobrir-se e conhecer… O ser que é repleto amor por você…

“Olho para o espelho
Vejo quem sempre vi,
Mas nem sempre conheci:
Criança assustada, medrosa,
Da vida e do amor gulosa,
Jamais senhora de si.
Acertando com próprios erros
Em solidão com esmero
A espera de um porvir
Mais feliz, quem sabe a sorte
Traga antes da morte
O que da vida somente quis.

Olho para o espelho
Vejo quem nunca vi,
Mas sempre esteve ali.
Plantado em mim estava
O sonho que sempre sonhava
E que jamais esqueci.
Ao Seu lado eu dormia
Dos males me esquecia
Ele velava por mim.
Eu sei que além da sorte
Mesmo depois da morte
Amando o Amor serei feliz.”

 

Por Meri Pellens do Blog Reolhando a Vida.

 

Me dei conta que me dou conta.

Estar em si, estar em casa… Revelar-se teu… Lar sempre lar…

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De agora em diante
De cabeça erguida
Feito primeiro e último dia

Com o coração aberto
O sonho em mente
E a coragem nas mãos

Uma necessidade de vida
Necessidade devida:
Se dê vida.

 

Seguir em frente, contigo, simplesmente.

 

* Agradecido, inspirado e parafraseando a poesia de Fabio Ottolini em Todos os sonhos do mundo.

OMundo

O mundo real… A realeza renascente, selada em si.

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O DOM NU

DOM UNO

UM DONO

NO MUDO

O MUNDO

 

Pairando sem parar… Repousando sem pousar… Suspenso sem pensar.

A totalidade centrada em si… O caminho de agora em diante.

 

* Carta “O Mundo” do Tarô Mitológico. “Representa a realização interior, o encontro do próprio lugar no mundo, a obtenção da justa recompensa pelos esforços realizados. O arcano também nos mostra a alegria de viver e de festejar as conquistas alcançadas. O Mundo evoca o amor à humanidade, o cumprimento tarefas sociais, o desejo de aperfeiçoar tudo que se faz, seja por necessidade, seja por lazer. Sugere que nos apresentemos no mundo de forma natural, espontânea, com nossos dons naturais, sem artifícios, implantes ou plásticas. Procure colocar a espontaneidade em primeiro lugar e aceitar com criatividade os limites que o mundo e a sociedade colocam.

Ser… Inocente… Selvagem…

A mando se arma. Amando se ama.

Descarregue sua arma

Recarregando sua alma.

 

Pelo sim, pelo não… Dê gratidão.

 

* Imagem: Alex Grey