Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

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Vivo o Vivo

A vida chama. A chama dá vida. Eis a chama da vida.

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A vida vale a pena ser vivida?

A vida vale a pena ao ser vivida.

E como é que se vive a vida?

Dando vida àquele que é… como a vida é.

 

Ao vivo. Ao todo. Agora.

Para a… Para o… não Para.

“Veio e não trouxe nada. Um outro nada deixou para trás.”

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A fonte. A pedra. A mata. A água. O céu. A ponte.

Aponte para a vida,

A ponte para o dia.

 

Por princípio, sem começo. Do centro, um meio todo aberto. Por direito e dever, o destino sem fim… sendo ele nele mesmo.

“Cristo e Buda” – Jean-Yves Leloup

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Quando um homem se encontra em um quarto escuro, ele precisa abrir todas as janelas. A janela que se dá para o Oriente e a que se dá para o Ocidente. Nós precisamos de todas as luzes. E hoje em dia, mais que em qualquer época, precisamos da Luz do Buda, e da Luz do Cristo.(…)

O que veremos aqui, não se trata da relação entre Jesus e Buda, mas entre Cristo e o Buda.

Tanto na tradição cristã como na tradição budista, nós fazemos a distinção entre três corpos.

Temos o corpo histórico, Nirmanakaya – é o corpo e a história de Jesus de Nazaré. Que podemos comparar ao corpo e a história de Sidharta Gautama da tribo de Sakyamuni.

Da mesma maneira que Jesus se tornou o Cristo pelo recebimento do Espírito, no momento do seu batizado, Sidharta torna-se o Buda, aquele cujo estado búdico está desperto, no momento do seu Despertar. Aqui falamos do Corpo Desperto, ou do Corpo do Cristo, o Meshiah – aquele que é habitado pelo Espírito.

Além deste corpo histórico e deste corpo transfigurado, ou desperto, existe o corpo essencial, o Dharmakaya, que na tradição cristã falaremos do Logos, do Verbo, da Luz pela qual tudo existe.

É importante nos lembrarmos destes três corpos, ou dessas três dimensões, porque muitas vezes comparamos aquilo que não é comparável: O corpo histórico de Jesus, com a Budeidade, ou estado de Clara Luz; ou o corpo histórico de Buda, com o Logos, o Verbo, dizendo que Jesus é Deus e que o Buda não passa de um homem. Nesse caso, estamos comparando níveis de realidade que não são comparáveis.

É interessante vermos qual era a vida de Jesus de Nazaré, e a vida de Sidharta Gautama da tribo de Sakyamuni. Veremos que são duas vidas bastante diferentes, seja num contexto geográfico, seja num contexto religioso – o mundo judeu para Jesus e o mundo hindu para Sidharta, e vermos como cada um interiorizou essas duas tradições, e por vezes entrando em conflito com representantes de ambas as tradições. Então, comparamos dois seres históricos. Um que terá uma vida curta e cujo final será dramático, e outra que é uma vida longa, cujos ensinamentos poderão ser transmitidos a muitas e muitas pessoas. Do ponto de vista histórico, Jesus e Sidharta não se assemelham muito.

Mas, ao nível do seu corpo de ensino, do seu corpo de doutrina, isto é, quando Cristo fala através de Jesus ou quando é o estado desperto que se expressa através de Sidharta, veremos que tanto um quanto o outro, buscaram o despertar de todos os seres vivos, a salvação e a libertação de todos os seres vivos, e aí poderemos ver que seus ensinamentos como complementares, como havia dito, nós precisamos de todas as luzes.

Quando S.S. Dalai Lama, fala sobre os ensinamentos do Buda – Purifique seu coração – nós poderemos encontrar muita ressonância com a tradição do evangelho.

Quando nos situamos no nível último, quando falamos de Jesus enquanto o Logos, o Verbo, como a natureza que dá existência a todas as coisas, esta Clara Luz original, e quando falamos do Buda enquanto Budeidade, neste momento estamos além de todas as comparações.

A Fonte da realidade é a Fonte da realidade. Não existem duas realidades, mas existem infinitas maneiras de expressá-la. A Fonte é Uma.

Quando falamos de Jesus e de Sidharta, estamos comparando dois seres históricos; quando falamos de Cristo e de Buda, estamos falando de dois seres históricos habitados um pela Budeidade e outro pelo Logos, pelo Verbo; e quando falamos da Realidade Última tanto do Cristo, quanto de Buda, então entramos no silêncio, esta Luz Original que está na Fonte dessas duas aparências, dessas duas grandes janelas, através das quais, a Luz do Despertar, a Luz do Vivente nos é transmitida.

 

* Trecho da Palestra “Buda e Cristo”, proferida por Jean-Yves Leloup (e Lama Padma Santem) na Academia Brasileira de Letras – Rio de Janeiro Jan/2013.

Fonte: Ventos de Paz

Leia a Lei: Baliza a Vida.

Modo como é. Modo como são. Como é são.

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Lei cósmica.

Natureza inerente.

Lei natural.

Princípio universal.

Lei da Vida.

Ordem original.

 

A Lei… Aquela que está e é em nós… Já que estamos e somos nela, viemos dela e voltamos para ela… Não existe algo fora dela, tudo está dentro dela, Um Todo é ela… O caminho do eterno retorno… A Lei… Aquela que provê, sustenta e recicla… Viva a Vida… Perecivelmente perene…

Caminho da Autoconsciência

O serviço contínuo… Leva o noviço e eleva-o… Ao ser contínuo…

Mas que serviço? De ser… Como se é…

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comumente, o caminho é largo e raso…

mas cedo ou tarde, o caminho torna-se estreito…

e vem a tornar-se alto e profundo…

que é quando ingressamos no caminho de volta, no caminho interior…

rumo ao centro-aberto do eterno retorno…

 

Não se pode voltar no tempo para mudar, corrigir algo imperfeito… Mas pode-se perfeitamente aqui-agora, mudar qualquer tempo…

Único: Outro Igual.

O mundo não é de ninguém, nem de alguém. Mas de todo o mundo.

O caminho

A via

A vida

A travessia…

Do labirinto.

 

A tua jornada é unica… mas está entrelaçada a todas as outras jornadas igualmente únicas… Somos múltiplos seres únicos de um ser total… particularmente universal, universalmente particular… Onde o paradoxo se encontra é a síntese – em si, um total.

“Nada é igual, nem ninguém”… mas por princípio, afinal, tu és… senão, único… ou seja, outro igual.

 

 

Cruzando o deserto.

O tempo não para, paira…

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No caminho… não existem atalhos, mas travessias.

Na travessia… estamos cruzando um caminho repleto de miragens, projetadas pelo caminhante.

Somos um deserto… silencioso, sereno e aberto, enquanto estamos silenciosos, serenos e abertos.

Silêncio é a voz da vacuidade… e sinal do caminho…

Dá vida a sua vida.

Aproveite o dia.

Como se fosse

O último e o primeiro.

Pois assim é…

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Há um ponto de equilíbrio… que baliza a vida… Um princípio afinal, que rege os meios… Meios de todo um caminho que é… e somos… Sendo em equilíbrio…

Silêncio… não é esconder, guardar e esquecer aquilo que grita em si… que é senão, a sua vontade encoberta por padrões de pensamentos conflitantes e limitantes… Silêncio é o pano de fundo, um todo que permeia a tudo e todos… Silêncio é a fonte, a ponte e o fluxo… A voz da vacuidade…

Talvez, não se possa acrescentar mais dias a vida… Mas podemos dar mais vida aos dias…

Caminho é. Caminho sou.

Fonte perene… Ponte renascente… Serena-mente…

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Buscar o Caminho… Trata-se de buscar saber “Por quê é assim”…

Mas ao Encontrar o Caminho… Trata-se de “Aceitar que assim é”…

E ao Estar no Caminho… “Aceitando que é assim”… pode-se vir a “Compreender Como é”… “Como sou”…

 

Buscamos O que é… Encontramos Como é… Seguimos Como somos…

Espaço-Templo em Ti.

A fonte. A rosa. A ponte…

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Adentrar o caminho… buscando compreender-se e seguir transformando… Solidão em Solitude… Aceitando a vida como ela é: a lei… Aceitando-se em sua inteireza, luz em sombras, sempre pronta… para outra… 

 

* Fiz esta foto no “Museu Egípcio e Rosacruz”, em Curtiba/Brasil.