Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: Antroposofia

Qual ambiente você propicia para suas crianças?

Para todos os educadores, ou seja, pais, professores e todos que possuem alguma interação com qualquer ambiente infantil:


Qual ambiente você propicia para suas crianças?

Qual ambiente sua família propiciou a você quando era criança?

Aquilo que a criança vê é “aprendido imediatamente pelo sentimento”. E depois “repete aquilo que aprendeu sentindo”.

O AMBIENTE DE CONVÍVIO DA CRIANÇA

A criança que vive com o ridículo aprende a ser tímida.
A criança que vive com crítica aprende a condenar.
A criança que vive com suspeita aprende a ser falsa.
A criança que vive com antagonismo aprende a ser hostil.
A criança que vive com afeição aprende a amar.
A criança que vive com estímulo aprende a confiar.
A criança que vive com a verdade aprende a ser justa.
A criança que vive com o elogio aprende a dar valor.
A criança que vive com generosidade aprende a repartir.
A criança que vive com o saber aprende a conhecer.
A criança que vive com paciência aprende a tolerância.
A criança que vive com felicidade conhecerá o amor e a beleza.

Ronald Russel

Fonte: Biblioteca Virtual da Antroposofia – Antroposofy.com.br

“O Tempo e a Empatia” – Leonardo Maia

Num tempo onde não se pode perder tempo, não temos tempo para as coisas mais essenciais. Essenciais? Sim… o que chega na essência. Para se chegar a essência é preciso dedicação… dedicar meu tempo e meu espaço interior para aprofundar minha percepção.

Resultado de imagem para tempo e empatia

Mas a demanda de compromissos e o tempo corrido não nos permite mais a este luxo. Mesmo quando estamos sem o compromisso, nossa mente não consegue mais desacelerar, e ela continua preocupada (pré-ocupada). O ócio acaba nos trazendo um incômodo, um vazio inquietante.

A vida moderna exige que estejamos atentos e ativos. Tempo é dinheiro, consumo ou diversão (distração). Mas isso nos torna extremamente focados em nossas necessidades e compromissos, nos faltando tempo para olhar o outro. Tempo para ouvir, perceber e acolher o outro com interesse genuíno, não egoísta – onde essa atenção poderia me trazer algum benefício. O sofrimento do outro passa a ser responsabilidade exclusivamente dele, cada um com seus problemas. Eu me torno indiferente a eles.

Mas a calma e a tranquilidade aprofunda minha conexão com o mundo ao meu redor, ao contrário da pressa, que mantém minhas relações na superfície (superficiais). Minha percepção aumenta e com ela, minha sensibilidade e minha atenção. Começo a apreciar as coisas. O mundo, a natureza, o outro, a música, a arte, a solidão e a interação. Para isso é preciso estar no tempo e não correr contra ele.

O tempo é amigo da empatia, a falta dele… da indiferença.
O tempo é amigo da percepção, a falta dele… da insensibilidade.
O tempo é amigo da tranquilidade, a falta dele… da tensão e do estresse.
O tempo nos leva à essência, a falta dele… à superficialidade.
O tempo nos leva ao altruísmo, a falta dele… ao egoísmo.

Se você está correndo demais com seus compromissos, anda muito ocupado e estressado? Cuidado… você pode estar fora do tempo. Procure se proporcionar uma vida com mais tempo: tempo sem compromisso, tempo com a família, na natureza ou qualquer outro tipo de meditação.

por Leonardo Maia

 

Fonte: Antroposofy.com.br

Generosidade e Humildade

Resultado de imagem para generosidade humildade

“Nunca devemos recusar um presente do próximo porque enfraquece a sua vontade generosa. Quando um presente é rejeitado, observa-se um fenômeno que entristece muito o coração: se bloqueia o crescimento da pessoa que oferece, lhe impede de prosperar e a sua generosidade é estancada, por conseguinte empurrada para trás, deixando a sua alma desanimada. Através de um simples presente, o mundo espiritual te “pede” para recebê-lo com humildade, aceitá-lo com alegria e gratidão para permitir ao outro continuar a crescer. Quando aceita um presente, por muito simples que pareça, torná-lo um tesouro para o destino de quem o entrega e para quem o recebe. Generosidade e humildade se fundem num mesmo ato.” Marcos Acosta Soler

 

Lhe dou meu presente ao teu presente… e assim nos eternizamos…

Gratidão por você existir e trocar seu olhar comigo… 🦋

Divulgando o site “Psicopatas entre Nós”

Olá companheir@s de viagem,

Hoje pela manhã, recebi um e-mail divulgando o lançamento do livro “O MAL DISFARÇADO DE BEM – Manual de sobrevivência para vítimas de psicopata”, através do site que sigo Biblioteca Virtual de Antroposofia.

E achei muito pertinente e interessante o assunto e também descobri que existe o site PsicopatasEntreNós.com.br “Para sobreviventes de Psicopatas”, que tem o objetivo de “divulgar o que é a vítima de psicopata, e outros abusadores emocionais, atender as vítimas em suas angústias, dúvidas, tormentos, elucidando o que foi que aconteceu na vida delas e mostrando como sair da encrenca, transformar-se em sobrevivente e construir nova vida.

Um grupo de profissionais e sobreviventes de psicopatas e abusadores emocionais que se organizam para passar seus conhecimentos e suas vivências para quem deles precisa, na área médica, terapêutica, jurídica e social.

Sobre o livro:

Psicanalista Júlia Bárány descreve como reconhecer um psicopata em sociedade e como superar os abusos de relações tóxicas e destrutivas.

Com contribuições de médicos e psicólogos antroposóficos.

Informação importante para pais, professores, profissionais de saúde, instituições e empresas.

Psicopatia é um transtorno de personalidade e não uma doença mental como muitos pensam. Estudos acadêmicos internacionais apontam que o transtorno acomete cerca de 3% a 5% da população mundial, o que significa que em cada grupo de 30, pode haver um. Pode ser quem menos se espera, seu vizinho, seu advogado, seu chefe, já que ele tem como uma de suas características principais se colocar em todas as posições favoráveis ao controle, manipulação e exploração dos outros.

Há muitos artigos, entrevistas e livros que dão enfoque às características de psicopatas, contudo, quase ninguém aborda o assunto do que acontece com a vítima e como se cai nessa armadilha. Pensando nisso, a psicanalista Júlia Bárány escreveu o livro “O Mal disfarçado de Bem” (Barany Editora), com 224 páginas, como um manual de sobrevivência para àqueles que chegaram ao fundo do poço e se encontram perdidos para recomeçar a vida longe dos abusos.

“A vítima precisa se transformar em sobrevivente. Sobrevivente se cura, vítima não. Sobrevivente já conseguiu manter a cabeça fora da água e se agarrou a alguma tábua ou encontrou algum lugar para pisar. Nessas horas é fundamental a compreensão, informação, uma mão amiga, um colo aconchegante. É fundamental também o cuidado com a saúde física, pois todo esse estresse e toda essa tortura psicológica cobram do corpo. Se chegou ao fundo do poço, agora só tem um caminho: a subida. Poço é uma imagem semelhante ao canal de nascimento, você precisa nascer de novo”, conta Júlia.

O sumário foi pensado como um guia passo a passo do que a vítima deve saber e fazer para o processo de cura. Nisso, é importante saber reconhecer um psicopata, para não generalizar que todo abuso vem de um indivíduo nessas condições. As principais características são:

– Carisma/sedução/charme superficial (discurso sedutor).
– Loquacidade (só ele fala, pouco importa os outros).
– Bajulação (o seu alvo vira o centro de suas atenções).
– Manipulação (usa informações confidenciais e dados do outro para manipulá-lo).
– Vítima eterna (a culpa jamais é dele, sempre do outro, e ele quer evocar compaixão nos outros para usá-los a seu favor).
– Vários relacionamentos afetivos de curta duração (mesmo que tenha um companheiro estável, este existe para uma aparente respeitabilidade. Jamais se furta de traçar um objeto, diga-se pessoa, de desejo).
– Lágrimas de crocodilo (finge emoções humanas, mas não as tem).
– Desconsideração pelos sentimentos dos outros (falta absoluta de consideração pelos sentimentos de outrem).
– Justificativa de coisas que nem precisam de justificativa (arruma justificativas para as coisas mais injustificáveis).
– Ausência de remorso ou arrependimento.
– Não aprende com o erro.
– Aprende sobre os funcionamentos da alma humana nos mínimos detalhes para usar essas ferramentas na manipulação e na enganação dos outros.
– Impulsivo, estourado, como animal. Sente raiva, frustração, tédio.

 

Então, caminho de metAMORfose que segue… vamos falar, divulgar, trocar e compartilhar informações, conhecimentos úteis sobre as feridas e tabus da nossa humana irmandade.

Um abrasOM,

Semana iluminada a tod@s! 🦋

“O Homem Primordial e a Redenção do Mal”

“O homem primordial é aquele que surgiu para vencer em si mesmo os aspectos negativos do reino obscuro da alma.”

“Segundo uma lenda, os espíritos das trevas quiseram uma vez invadir o reino da luz e conquistá-lo, mas não o conseguiram. Tinham então que ser punidos pelo reino da luz mas nele não havia nada de mal, tudo era bom, de modo que os demônios da escuridão só podiam ser punidos com algo bom. Os Espíritos do Reino da luz tomaram parte do seu próprio reino e o mesclaram com o reino material das trevas, se introduzindo nele.

Como uma parte do Reino da luz tinha se fundido com o reino da escuridão, se gerou no reino das trevas uma massa ácida, uma substância em fermentação que submeteu ao reino das trevas a uma caótica dança espiritual, com o qual recebeu um Novo elemento: a morte.

Assim, esse reino devora-se constantemente a si próprio e leva consigo o germe da sua própria aniquilação. Ao realizar esse processo, surgiu o gênero humano.

O homem primordial é, pois, precisamente o que o reino da luz enviou para se misturar com o reino das trevas para vencer, através da morte e vencer em si mesmo o que não deve existir no reino obscuro.

O pensamento profundo que aqui jaz é que o reino da luz não deve derrotar o reino da escuridão com o castigo, mas sim com a benevolência, ou seja, não indo contra o mal, mas misturando-se com ele a fim de redimi-lo. O mal se vence porque uma parte da luz penetra nele.”

Rudolf Steiner  – Antroposofia
Tradução: Leonardo Maia