Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: caminho do meio

“Agora entre as eternidades.”

“Se algo não te agrada, tira-lhe o único poder que tem: sua atenção.”

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Segue agora e… Agora segue.

Segura com desapego…

 

“O único fim é o meio.”

Caminho no Caminho

Aquele que não atravessa o próprio casulo permanece lagarta.

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Grato pela vida que vivo.

Não sendo ingrato…

Pela vida que não vivo.

 

Agora há um caminho. Agora é o caminho.

Das pedras, o caminho.

“Se há pedras no meio do caminho. Há caminho no meio das pedras.” Cristileine Leão

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“O distraído, nela tropeçou,

o bruto a usou como projétil,

o empreendedor, usando-a construiu,

o campônio, cansado da lida,

dela fez assento.

Para os meninos foi brinquedo,

As meninas juntaran mais 4 pedras e jogaram 5 marias.

Drummond a poetizou,

Davi matou Golias…

Por fim;

o artista concebeu a mais bela escultura.

Em todos os casos,

a diferença não era a pedra.

Mas o homem.” Maristela Merredi

 

No meio do caminho sempre há. No meio do caminho sempre é.

Tudo passa. Todo paz.

Na estrada sem fim… Por princípio…

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Pego a estrada…

Fazendo meu caminho.

 

Desdobro corpo em alma…

Sendo um com o todo: espírito.

 

Atravesso margens;

Cruzo fronteiras;

Uno pontos;

Ergo pontes.

 

Passo a passo;

Degrau a degrau;

Camada a camada;

Nós a nós, paz a paz.

 

Desapego à estrada…

Desfazendo-me em caminho.

Sol a Sol

Quem vai lá? Quem vem lá?

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Aprendo a ser sol,

Lua a lua,

Aprendo a ser… caminho.

Dando-se. AprofunDando-se.

Cai do alto, vai ao fundo e volta para o alto sendo profundo… feito gota d’água…

Cada um é um dom… que caiu do céu…

E o propósito-desafio é…

Descobrirmos, desenvolvermos e realizarmos o dom…

Expandindo-se na terra, aprofundando-se no ser e elevando-se ao céu…

Presenciando o dom renascente, bebendo da fonte confluente…

Devolvendo a vida, a vida da qual recebemos…

 

* Símbolo budista – “Flor de Lótus: O lótus está enraizado na lama profunda e seu caule cresce através da água turva. Mas a flor se eleva acima da sujeira e se abre ao sol, linda e perfumada. No budismo, o lótus representa a verdadeira natureza dos seres, que se levantam através do Samsara para a beleza e clareza da iluminação.”

ZEN: faça desfaZENdo-se.

Conhecimento… implica em reconhecer o próprio Desconhecimento.

Autoconhecimento…  é descobrir-se um Desconhecido.

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Atualmente viajando mais na realidade experimental… Percebo o quanto vivi surfando numa viagem mental… Nada como as mudanças e o choque de realidades para nos revelar a nossa verdade… Ser experimental é transcendente.

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Segue corrigindo seus desvios… E nas curvas da vida, encontrará o caminho do meio…

 

* Escultura de pedras em equilíbrio, por Michael Grab.

Por ora, a caminho…

Caminho em todo… Em nenhum… Em si…

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no caminho

do meio

não há lados.

no caminho

do silêncio

não há palavras.

no caminho

não há busca e buscador

mas caminho…

 

 

Ser grande, sendo íntegro.

Ser inteiro… O caminho do meio…

“Sem um centro a vida não tem sentido.”

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A partir de agora… Ser uma pessoa melhor… E de novo agora… Sendo uma pessoa melhor…

Sendo… com sua humildade e paciência cada vez mais maior… Sendo… com sua compaixão e compreensão cada vez maior… Com sua paz cada vez mais profunda…

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Por você… Ser uma pessoa inteira…

“Ouve a disciplina de teu pai e a direção de tua mãe“. Com os dois em Si… Somos aquela harmônica trindade.

“Quando tudo se desfaz” – Pema Chödrön

Doses generosas de realidade. Pés fincados na realidade.

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Metáforas

“Iniciar uma jornada espiritual é como entrar em um barquinho muito pequeno e sair pelo mundo em busca de terras desconhecidas. Com a prática vem a inspiração mas, cedo ou tarde, encontraremos também o medo.” (p. 1)

“Quando iniciamos nossa exploração, temos todo tipo de ideal e expectativa. Procuramos respostas que satisfaçam anseios muito antigos e a última coisa que queremos é um reencontro com o bicho-papão.” (p. 2)

“A palavra desejo inclui aquela qualidade de vício que já mencionamos, nossa tendência a nos apegarmos a algo porque queremos encontrar uma maneira de deixar tudo bem, Isso decorre de nunca termos crescido. Ainda queremos ir para a casa, abrir a geladeira e encontrá-la cheia de nossas guloseimas favoritas.” (p. 62)

“A verdade, dizia um antigo mestre chinês, não é nem isso nem aquilo. É como um cão diante de uma tigela de gordura fervente. Ele não pode desistir dela porque é saborosa demais e não pode lambê-la porque está quente demais.” (p. 126)

Autoconhecimento

“A verdade é que, a partir do momento em que realmente iniciamos esse processo, nós nos tornamos cada vez mais modestos.” (p. 3)

“Relacionar-se honestamente com a qualidade imediata de nossa experiência, com respeito suficiente para não julgá-la, é uma jornada para toda a vida.” (p. 35)

“Contentamento é sinônimo de solidão, de solidão tranquila, de acomodar-se na solidão refrescante.” (p. 60)

“De algum modo, nesse processo de tentar negar que tudo está sempre em mudança, perdemos nossa percepção do sagrado da vida. Temos uma tendência a esquecer que fazemos parte do esquema natural das coisas.” (p. 65)

“A ausência de ego é um estado mental que implica total confiança no sagrado do mundo.” (p. 66)

“A honestidade, sem bondade, humor e boa vontade, pode ser simplesmente mesquinha.” (p. 81-82)

“Para pôr um fim às guerras é preciso deixar de odiar o inimigo.” (p. 119)

“Entretanto, você já deve ter percebido que frequentemente existe uma divergência irritante, se não deprimente entre nossas ideias e boas intenções e as reações que temos diante dos detalhes mais básicos das situações da vida real.” (p. 122)

Medo

“Mais cedo ou mais tarde compreendemos que, embora não possamos fazer com que o medo seja agradável, é ele que acabará por nos colocar diante de todos os ensinamentos que algum dia lemos ou ouvimos.

Portanto, considere-se com sorte na próxima vez em que encontrar o medo, pois é nesse ponto que entra a coragem. Geralmente pensamos que as pessoas corajosas não sentem medo, mas a verdade é que elas estão familiarizadas com ele.” (p. 5)

“Como dizia Shunryu Susuki Roshi, mestre Zen – viver é como entrar em um barco prestes a sair para o mar e afundar.” (p. 46)

“Na verdade, temos o direito a algo melhor, àquilo que é nosso estado de direito inato, ao caminho do meio – um estado mental aberto onde é possível relaxar no paradoxo e na ambiguidade,” (p. 57)

“Não há ponto de referência no caminho do meio.” (p. 56)

“Quando nos protegemos do sofrimento, achamos que estamos sendo bondoso conosco mesmos. A verdade é que apenas nos tornamos mais amedrontados, endurecidos e alienados.” (p. 93)

O que vem depois do fundo do poço

“Há, com certeza, uma qualidade delicada e vibrante quando experimentamos não ter nenhuma base.” (p. 9)

“Quando tudo se desintegra, somos submetidos a uma espécie de teste, e também a um certo processo de cura.” (p. 9)

“Ficar nesse desequilíbrio – com o coração partido, o estômago apertado, o sentimento de desesperança e o desejo de vingança – é o caminho do verdadeiro despertar.” (p. 12)

“Atingir o limite não é encontrar um obstáculo ou uma punição, mas uma saída em direção à sanidade e incondicional bondade dos seres humanos.” (p. 17)

“A morte e a desesperança fornecem a motivação correta para viver a vida com mais discernimento e compaixão.” (p. 47)

“Frequentemente, diz-se que a paz é a quarta marca da existência. Não se trata da paz em oposição à guerra, mas do bem-estar que surge quando vemos os infinitos pares de opostos como complementares.” (p. 69)

“Os ensinamentos budistas são dirigidos às pessoas que não têm muito tempo a perder. Isso inclui todos nós, quer saibamos ou não. Do ponto de vista dos ensinamentos, achar que ainda temos muito tempo e que podemos deixar essas coisas para depois constitui o maior dos mitos, a grande loucura e o pior veneno.” (p. 137)

“Quando compreendemos que o caminho é o objetivo, surge uma sensação de viabilidade.” (p. 156)

“Afinal, como disse Ösel Tendzin, todos vêm para o Dharma pelos motivos errados – é o caminho que nos corrige.” (p. 159)

Meditação

“Não nos sentamos em meditação para nos tornarmos bons meditadores. Sentamos em meditação para estarmos mais despertos na vida.” (p. 17)

“Anos mais tarde, [Rinpoche] usou uma analogia bem-humorada, ao comparar a meditação a uma pessoa fantasiada segurando uma colher cheia de água. É possível estar tranquilamente sentado ali, vestindo uma roupagem rebuscada e, ainda assim, estar bastante atento à colher de água que se tem nas mãos.” (p. 21)

“Portanto, como meditadores, também podemos parar de lutar contra nossos pensamentos e perceber que honestidade e senso de humor são muito mais inspiradores e úteis do que qualquer tipo de solene esforço religioso contra ou a favor de algo.” (p. 24)

“O próximo passo consiste em conter-se. A atenção plena é a base, conter-se é o caminho. […] [Conter-se] É a prática de não preencher imediatamente o espaço apenas porque surgiu uma lacuna.” (p. 35)

“Conter-se – não reagir por hábito ou impulso – relaciona-se com deixar de lado a disposição para a distração.” (p. 36)

“Simplesmente parar, em vez de preencher imediatamente o espaço, representa uma experiência transformadora.” (p. 38)

“Quando somos capazes de estar bem ali sem dizer: ‘Eu definitivamente concordo com isso’ ou ‘eu definitivamente não concordo com isso’, mas apenas estando ali muito diretamente, encontramos a riqueza fundamental por toda parte.” (p. 107)

“Se realmente soubéssemos quanto sofrimento nossa tentativa de evitar a dor e buscar o prazer traz ao planeta como um todo – como essa atitude nos torna infelizes e interrompe a ligação com nosso coração e inteligência fundamentais – sairíamos correndo e praticaríamos meditação como se a casa estivesse pegando fogo. Praticaríamos como se uma enorme cobra tivesse acabado de cair em cima de nós – não pensaríamos que temos tempo de sobra e que podemos deixar esse assunto para mais tarde.” (p. 113)

“A meditação é, provavelmente, a única atividade que não acrescenta nada ao cenário.” (p. 113)

Que se desfaça

“Ficaremos dando voltas inúteis com nossos pensamentos se acreditarmos em sua solidez.” (p. 24)

“O que torna maitri [conceito budista traduzido por Pema como bondade amorosa] uma abordagem tão diferente é o fato de não estarmos tentando resolver um problema. Não estamos lutando para afastar a dor ou para nos tornarmos uma pessoa melhor. Na verdade, estamos desistindo completamente de ter controle e deixando que os conceitos e ideais desmoronem.” (p. 28-29)

“Há um ensinamento sobre os três tipos de despertar: despertar do sonho do sono normal, despertar, ao morrer, do sonho da vida e despertar, em plena iluminação, do sonho da ilusão.” (p. 31)

“Esse é um ponto importante, pois representa o início do início. Sem desistir da esperança – de que há um lugar melhor para estar, de que há alguém melhor para ser – nunca relaxaremos onde estamos ou naquilo que somos!” (p. 41)

“Não-teísmo é perceber, finalmente, que não existe babá com quem contar. Você consegue uma babá ótima e, então, ela se vai. Não-teísmo é compreender que não são apenas as babás que vêm e vão. A vida toda é assim. Essa é a verdade, e a verdade incomoda.

Para aqueles que desejam agarrar-se a algo, a vida é ainda mais difícil. Sob esse ponto de vista, o teísmo é um vício. Somos viciados em esperança – esperança de que a dúvida e o mistério se dissipem. Essa dependência tem um doloroso efeito sobre a sociedade: uma sociedade baseada em muitas pessoas viciadas em conseguir um apoio para si mesmas não é um lugar compassivo.” (p. 43)

“Permitir que as coisas se dissolvam é, às vezes, chamado de desapego.” (p. 54)

“O ego pode ser definido como aquilo que encobre a bondade fundamental.” (p. 66)

 

* Citações do livro “Quando tudo se desfaz: orientações para tempos difíceis” de Pema Chödrön.

* Fonte: Blog As Melhores Partes.