Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: delusão

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Fuga da prisão, Vencer o casulo, Romper os limites da delusão… Oportunidade de ouro para a libertação…

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O invisível se viu…

a casa caiu

caí da torre

torre do orgulho

num súbito mergulho

a queda livre

 

Sair da zona de conforto… Cruzar a zona de confronto… Conquistar a zona do repouso…

 

* Imagem: Carta “XVI – A Torre” – Tarot de Thoth

Está claro?

“Muito ganha aquele que aprende, quando perde.”

Imagem relacionada

Aprende ao perder… a ilusão.

Nada permanece. Tudo é impermanente.

Aprenda ao ganhar… a desilusão.

Tudo é impermanente. Nada permanece.

 

Agora é claro, mesmo nas sombras do tempo…

Felicidade é o Destino!

Core-by-Michal-Karcz

Percebi que escrevo pouco a palavra Felicidade… Isso felizmente diz muito sobre mim…

Mas escrevo constantemente sobre como transformar-se em ser feliz… E habitar um lugar chamado felicidade…

Aqui-agora, onde tu estás… É coincidenteMente o destino… Onde tu encontras o caminho…

Encare os medos de frente, as suas ilusões são menores do que a sua verdade…

 

* Imagem de Michal Karcz

O que é isso?

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Se isso não traz a paz.

Se isso não leva à paz.

Se isso não preserva a paz.

Isso é, senão, a delusão.

 

“Ilusão: Você vê e sabe que é, ex: cinema, é uma ilusão de ótica, você sabe como funciona, 24 quadros por segundo etc… Existe uma realidade subjacente da qual você tem conhecimento, pode escapar dela por mero raciocínio.
Delusão: Você vê mas não consegue perceber uma outra realidade subjacente. A delusão engana a experiência e impede qualquer outro raciocínio. Ex: Uma pessoa “vê” um fantasma, era um fogo de santelmo mas ela corre e se desespera, mesmo que se explique a pessoa não consegue se acalmar. A realidade que vemos é assim, mesmo que expliquemos que são nuvens de átomos, impermanentes, interdependentes, a ilusão nos toma completamente e não conseguimos nos livrar dela, é o caso do EU, você sabe que é construído, mas não adianta, ele está sempre tomando conta de você. Isto é delusão, é muito mais seriamente enganador.” Monge Genshô

 

* Pintura: “Mulher em frente ao Espelho”, Picasso (1932)

Como são geradas as Delusões

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“Todas as mentes não virtuosas surgem de 3 causas: a semente, o objeto e atenção imprópria.

1- Semente – é a potencialidade para desenvolver uma delusão. É criada por delusões geradas no passado, ou seja, por maus hábitos que temos familiaridades em realiza-los. Imagem quantas e quantas vidas não estamos cometendo ações negativas, nossa mente já se acostumou, se familiarizou em pensar de maneira errada. A prova disso é que precisamos meditar e investir esforço para termos pensamentos e ações virtuosas, enquanto bobagens fazemos de forma natural, como um peixe que já nasce nadando.

2- Objeto – é qualquer objeto que estejamos observando ao gerá-la. Não é preciso que seja percebido diretamente mas, se isso acontecer, a delusão se desenvolverá com mais força. Objetos de apego desejoso são os que achamos atraentes e objetos de aversão são os que julgamos desagradáveis. E praticamente impossível evitar todos os objetos de delusão. Mesmo se vivermos isolados em uma caverna, sempre haveríamos algum canto que pareceria mais atraente e algum tipo de clima que acharíamos mais agradável.

3- Atenção Imprópria – é uma mente que se fixa nas qualidades de um objeto e as exagera. Ela é o que, de fato, gera as delusões. Por exemplo, se lembrarmos de alguém que nos prejudicou no passado e nos detivermos nisso, exagerando todo mal que nos feito, essa atenção imprópria nos fará brotar intenso ódio em nossa mente. Se pensarmos nas qualidades de um objeto e exagerarmos, essa atenção imprópria fará brotar intenso apego desejoso em nossa mente.

Da mesma forma que o fogo para existir precisa de calor, combustível e oxigênio. A delusão também precisará da semente, da atenção imprópria e do objeto. Imaginemos o surgimento da raiva, uma pessoa já realizou muitas ações de raiva nessa vida e nas anteriores, portanto tem familiaridade com a raiva, então alguém a prejudica, ao lembrar dessa pessoa (o objeto repulsivo), o indivíduo lembra com atenção imprópria, ou seja, exagera e vê apenas os pontos negativos do objeto… a ponto da pessoa (objeto) se tornar algo monstruoso, onde só existe o mal e logo a mente de raiva se instala. Observem como uma delusão é uma ilusão, ela vê um objeto de forma extremante distorcida.

O fogo não existe por si só, ele necessita de combustível, calor e oxigênio…na falta de um desses três elementos ele se apaga. As Delusões também dependem da semente, do objeto e da atenção imprópria. Na falta de uma delas, a delusão não existe. Portanto, se cuidarmos da atenção imprópria, não há ligação da semente com o objeto e a delusão desaparece. Para cuidarmos da atenção imprópria se observamos as coisas por todos os pontos de vistas, olharmos todos os pontos positivos e negativos e assim diminuirmos o exagero que vemos as coisas por causa do nosso próprio interesse ou auto apreço.”

Fonte: CoraçãoDeSabedoria

 

Absoluta Relatividade

Mentir para si mesmo é o que mais fazemos.

Desmentir nós mesmos é para o que viemos.

 

Verdade, nada menos que a verdade…

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* Imagens: Retrato em dezembro/2014. E Autorretrato em junho/2018.

Delusão: como a mente se engana

“Talvez não seja tão necessário entender exatamente o que delusão significa, mas sim a perceber operando. É possível que achemos que saibamos o que seja, talvez tenhamos um significado pronto para um termo desses, mas tudo isto pode ser contraproducente — ao justamente nos fixarmos ao conceito do que seja, impedimos que aquilo frutifique como prática. O engano nunca existiu, mas através da proliferação de conceitos, não reconhecemos outra coisa que não seja engano.

Até mesmo o conceito de não parecer haver engano.

As palavras e pensamentos são mágicos. Eles não são exatos, verdadeiros, ou técnicos (embora também não deixem de ser estas coisas), o que elas podem ser é portas para a liberação. A própria palavra delusão é um guardião da mente, e precisamos nos relacionar com ela como se fosse um cachorro feroz, prestes a morder, mas que ainda assim se gostaria de ter como cão de guarda, nos protegendo.

Não é possível simplesmente passar a coleira para alguém: vai arrancar pedaços! É preciso que que a pessoa por si mesma faça amizade com ele, entenda seus sinais sutis, tenha por este cachorro uma espécie de devoção misturada com respeito. Então, aos poucos, o cachorro-delusão pode vir a ser seu protetor — e esse é dos protetores mais furiosos — vence morte, renascimento, sofrimento — qualquer coisa. Nomeie e o cachorro-delusão estraçalha.

Reconhecer a ignorância é o mesmo que sabedoria.

Não é necessário saber como é o cachorro, que tamanho ele tem, que cor e raça ele é. É apenas preciso reconhecer o cachorro. É preciso fazer amizade com ele. Como ele é muito bravo e esquivo, é preciso aproximar-se com cuidado máximo.

Feita esta advertência, agora creio que não há problema em descrever o cachorro. Apenas espero que ele não nos morda enquanto faço isto! É bem comum.

Quando ouvimos falar de delusão como a fonte de todos os problemas, imediatamente queremos achar um jeito de acabar com ela. Mas ela é a própria liberdade e a natureza criativa da mente. Em sânscrito, delusão é avidya, cegueira. Avidya é Prajna (sabedoria) ao avesso. Avidya é o que impede Prajna, Prajna é o reconhecimento do que está além de avidya, ou a liberdade em meio a avidya. Mas na verdade não são duas coisas, é apenas o mesmo cachorro atacando ou protegendo.

Delusão tecnicamente é quando olhamos para uma coisa e esquecemos todas as outras. Ou seja, exatamente porque vemos, somos cegos. Exatamente porque um objeto surge, ignoramos todos os outros. Ela é a fonte das tendências cármicas, da identidade, das situações da vida e da morte. Quando olhamos uma paisagem pintada num quadro, temos emoções particulares, vemos um rio, árvores etc. Mas ali há apenas papel e tinta. Esquecemos o papel e a tinta e reconhecemos rio, árvores etc. Por isso a delusão é algo criativo, não apenas algo aprisionador.

A delusão tem várias características: dualidade, uma energia de fixação ou hábito, tempo e espaço, noções de narrativa pessoal, criatividade, não reconhecimento, etc.

Assim, como domamos este cachorro? Apenas nos perguntamos “como a mente se engana?” e obtemos uma resposta? É como um koan, uma pergunta com o objetivo de colocar a mente num estado tão inescapável que ela precisa transcender a si mesma. Como a mente se engana ao responder este koan? Como se engana ao não responder?

Essa resposta só surge com o reconhecimento de uma mente que está naturalmente além do engano. Se a única mente que reconhecemos é a que opera pelo engano, tudo que ela pode ver é mais engano. Então não há saída.

Como a mente se engana? Se entendermos isto, estamos livres do engano, e o que surge é uma manifestação de criatividade. O cachorro é nosso amigo: até lhe damos comida, o levamos para passear e brincamos com ele. Nunca mais vai nos morder, ele sabe que não temos medo, tornou-se nosso amigo.

Mas será que não vai mesmo? Como a mente se engana? Será que se engana mesmo? Parece se enganar.

Por exemplo, estamos tendo um pesadelo, um gorila está nos devorando. Acordamos gritando, suados. Cadê o gorila? Como a mente se engana?

Perdemos pai e mãe num acidente de automóvel. Como a mente se engana?

Temos câncer. Como a mente se engana?

Você tem que dizer algo a seu amigo que perdeu a namorada. Como a mente se engana?

Se entendemos como a mente se engana, aí podemos verdadeiramente acordar. Mas é preciso mais do que explicar o que é engano e o que é mente, é preciso reconhecer o engano ocorrendo enquanto ocorre e olhar ele nos olhos.

Fonte: Tzal.org