Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: desapego

“Agora entre as eternidades.”

“Se algo não te agrada, tira-lhe o único poder que tem: sua atenção.”

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Segue agora e… Agora segue.

Segura com desapego…

 

“O único fim é o meio.”

Ego é plural. Self, um total.

Louva-a-deus… Louva-adeus…

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apego

cego

nego

ego

desapegando

vendo

aceitando

sendo

Todos num Nada. Quê Nada?

A paixão, o caixão, e a compaixão…

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A impermanência

Ensina como ser,

Revelando como é.

 

A presença presente,

Impermanente-mente,

Assim que é.

 

Desperto. Desaperto. Desapego.

 

* Foto: “Ruínas do templo budista Wat Nong Bua Yai na Tailândia, que ficou escondido debaixo d’água por 20 anos após a construção da barragem de Pa Sak Cholasit, nas proximidades. Mas seus restos retornaram à superfície devido a uma seca extrema de uma década no centro da Tailândia”.

Ama lama. Ama lótus.

“Sem lama não há lótus”

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Lótus de Coração…

…Coração de Lótus

 

As águas impuras são matéria prima condutora de energia… E é preciso muita energia para elevar-se as alturas… É preciso apropriar-se e aprimorar-se para enfim desprender-se, exalar o perfume do desapego…

aMar aMaria

Não desejar livrar-se, mas livrar-se do desejo.

Por meio do amor sincero e gratuito, lavamos a consciência… E assim, damos vida ao nosso ser profundo, damos a luz a chama renascente da vida… Renascemos de coração, encarnamos o amor pela vida… Viva a sã consciência, a luminosa consciência límpida…

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Tu és a salvação (a cura). Ao tornar-se são (saudável curador)… Salvando (curando) aquilo que te salva (a ti mesmo)… Ao tornar-se um salvador (aquele que cura)… Sob o caminho daquilo que salva (sã consciência)… Tu és senão, a salvação… Por fim, o tal caminho eleva-nos ao principio, sem começo nem fim.

 

Maria, a Calmaria…

Alva, ela Salva…

Alvo, estou Salvo…

Nos Ares do Desapego…

No ar gratuito da graça alcançada…

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“Quem quiser subir deve primeiro baixar”. Quem quiser elevar deve primeiro aprofundar. Quem quiser ir além deve primeiro ir adentro.

 

A borboleta vai adentro de sua obscura natureza e de lá, conhecida, reconhecida, transfigurada, desapegada, renascida… volta em si para além de si mesma… dando vida a sua beleza… dando asas a sua vida… liberando suas impurezas e libertando sua pureza de ser… como é…

Em cada etapa/estágio da mudança realizada… Uma nova joia de sabedoria recebida… Quem cresce, vê mais alto, quem eleva-se pode ver além… Mas sem conhecer e reconhecer suas raízes afundo… sobe superficialmente pela escada aparente, porém, é tão somente um castelo de areia movediça…

 

A Luz/Consciência vem das Trevas/Inconsciente, o Cosmo/Ordem brota do Caos/Absurdo… A Lotus atravessa a Lama… A Borboleta cruza a Morte…

Flor & Ser: Florescência.

Desaperto. Desapego. Desperto.

Não apegue-se a certezas…

Confie no processo…

Que é desapegar…

 

Agora, enquanto… Vejo como é. Vejo como são.

Flor de Udumbara

Udumbara significa flor da sabedoria ou flor do vazio. Com seu florescimento, anuncia-se a chegada de um iluminado, um buda.

Sob o microscópio, pétalas e estames da lendária flor Udumbara. Segundo escrituras budistas, floresce somente a cada 3.000 anos.

 

“Ver uma pessoa totalmente desperta, um Buda, é tão raro que é como ver uma flor de udumbara. No mosteiro Tu Hieu, em Hue, há um pergaminho que diz: “A flor de udumbara, embora caída do caule, ainda é perfumada”. Assim como a fragrância da flor udumbara não pode ser destruída, nossa capacidade de iluminação está sempre presente. O Buda ensinou que todo mundo é um Buda, todo mundo é uma flor de udumbara.” Thich Nhat Hạnh

A flor como Arquétipo da Não-Substancialidade: “Aquele que não encontra núcleo ou substância em nenhum dos reinos do ser, como flores que são procuradas em vão em figueiras que não têm, um monge renuncia ao aqui e ao além, assim como uma serpente lança sua pele desgastada.”

“A vida como um rio”

Como é… Como são… Como é são…

“A água do rio flui sempre, sem cessar. Flui rápida, não para um só instante e se vai. Seu murmúrio evoca em mim o eco do tempo.

A água do tempo brilha no leito do Universo, sempre correndo, fluindo. Pedras, árvores, casas e cidades também fluem vagarosamente nesta correnteza, assim como os pensamentos, as civilizações, nossas vidas e as vidas de todos os seres. Tudo isso pode parecer imutável, mas na verdade essa ideia não passa de uma ilusão.

Apenas nós, seres humanos, acreditamos que tudo é imutável. Esforçamo-nos para não sermos levados pela correnteza, e lamentamo-nos por tudo que se vai. No entanto, mesmo sofrendo e desdobrando-nos por evitar, caindo sete vezes e nos levantando oito, não há como parar o fluir, que envolve também nossa dor e nossa luta.

Ao invés disso, é melhor ver as coisas como são e nos juntarmos a essa correnteza, com suavidade. Apenas assim poderemos encontrar prazer na fugacidade das coisas, uma vez que é justamente essa fugacidade que tece as mais diversas figuras na tapeçaria da vida.”

Shundo Aoyama Roshi (em “Para Uma Pessoa Bonita – Contos de Uma Mestra Zen”)

Deixar ir… Voltar a ser…

Vivo, caminho… Caminho vivo…

Entregue. Desapegado do resultado.

Recebido. Desapegado do resultado esperado.

Presente. Conectado ao processo…

Ao contínuo caminho sob nossos pés.

 

Assim como a nossa existência, os pensamentos vem e vão… Ondas do mar vem e vão… Nuvens no céu vem e vão… Entre a inspiração e a expiração… A imanência que paira no ar… A perene presença… Repleto silêncio no coração da vida…