Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: desperto

Vendo a Visão

O mestre de si mesmo é eterno… aprendiz.

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Olhe

No espelho,

Além de você

Está o mestre.

 

“Sou disciplx e mestre, simultaneamente.” Oráculo Houhou

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Flor & Ser: Florescência.

Desaperto. Desapego. Desperto.

Não apegue-se a certezas…

Confie no processo…

Que é desapegar…

 

Agora, enquanto… Vejo como é. Vejo como são.

Não se apresse. Se concentre.

Não se apresse em acreditar… Se concentre em conhecer, experienciar…

Esteja aqui.

Agora em si.

 

“Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo.” Siddartha Gautama, o Buddha, Kalama Sutra 17:49

“Não siga o passado, não se perca no futuro. O passado não existe mais, o futuro ainda não chegou. Observando profundamente a vida como ela é, aqui e agora, é que permanecemos equilibrados e livres.” Bhaddekaratta Sutta

Rosa eu sou…

Eu sou a flor renascente de perfumada semente…

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Vá adentro

E avante.

A presença

É sempre

Um todo

Presente.

 

“O fogo que me envolve me consome e renova o meu ser. Sempre há vida em mim. Em meio às minhas cinzas eu desperto. E do chão do deserto, nasce uma rosa outra vez. (…) No árido chão vou florescer.” Trecho da canção A Fênix – Rosa de Saron

“Cristo e Buda” – Jean-Yves Leloup

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Quando um homem se encontra em um quarto escuro, ele precisa abrir todas as janelas. A janela que se dá para o Oriente e a que se dá para o Ocidente. Nós precisamos de todas as luzes. E hoje em dia, mais que em qualquer época, precisamos da Luz do Buda, e da Luz do Cristo.(…)

O que veremos aqui, não se trata da relação entre Jesus e Buda, mas entre Cristo e o Buda.

Tanto na tradição cristã como na tradição budista, nós fazemos a distinção entre três corpos.

Temos o corpo histórico, Nirmanakaya – é o corpo e a história de Jesus de Nazaré. Que podemos comparar ao corpo e a história de Sidharta Gautama da tribo de Sakyamuni.

Da mesma maneira que Jesus se tornou o Cristo pelo recebimento do Espírito, no momento do seu batizado, Sidharta torna-se o Buda, aquele cujo estado búdico está desperto, no momento do seu Despertar. Aqui falamos do Corpo Desperto, ou do Corpo do Cristo, o Meshiah – aquele que é habitado pelo Espírito.

Além deste corpo histórico e deste corpo transfigurado, ou desperto, existe o corpo essencial, o Dharmakaya, que na tradição cristã falaremos do Logos, do Verbo, da Luz pela qual tudo existe.

É importante nos lembrarmos destes três corpos, ou dessas três dimensões, porque muitas vezes comparamos aquilo que não é comparável: O corpo histórico de Jesus, com a Budeidade, ou estado de Clara Luz; ou o corpo histórico de Buda, com o Logos, o Verbo, dizendo que Jesus é Deus e que o Buda não passa de um homem. Nesse caso, estamos comparando níveis de realidade que não são comparáveis.

É interessante vermos qual era a vida de Jesus de Nazaré, e a vida de Sidharta Gautama da tribo de Sakyamuni. Veremos que são duas vidas bastante diferentes, seja num contexto geográfico, seja num contexto religioso – o mundo judeu para Jesus e o mundo hindu para Sidharta, e vermos como cada um interiorizou essas duas tradições, e por vezes entrando em conflito com representantes de ambas as tradições. Então, comparamos dois seres históricos. Um que terá uma vida curta e cujo final será dramático, e outra que é uma vida longa, cujos ensinamentos poderão ser transmitidos a muitas e muitas pessoas. Do ponto de vista histórico, Jesus e Sidharta não se assemelham muito.

Mas, ao nível do seu corpo de ensino, do seu corpo de doutrina, isto é, quando Cristo fala através de Jesus ou quando é o estado desperto que se expressa através de Sidharta, veremos que tanto um quanto o outro, buscaram o despertar de todos os seres vivos, a salvação e a libertação de todos os seres vivos, e aí poderemos ver que seus ensinamentos como complementares, como havia dito, nós precisamos de todas as luzes.

Quando S.S. Dalai Lama, fala sobre os ensinamentos do Buda – Purifique seu coração – nós poderemos encontrar muita ressonância com a tradição do evangelho.

Quando nos situamos no nível último, quando falamos de Jesus enquanto o Logos, o Verbo, como a natureza que dá existência a todas as coisas, esta Clara Luz original, e quando falamos do Buda enquanto Budeidade, neste momento estamos além de todas as comparações.

A Fonte da realidade é a Fonte da realidade. Não existem duas realidades, mas existem infinitas maneiras de expressá-la. A Fonte é Uma.

Quando falamos de Jesus e de Sidharta, estamos comparando dois seres históricos; quando falamos de Cristo e de Buda, estamos falando de dois seres históricos habitados um pela Budeidade e outro pelo Logos, pelo Verbo; e quando falamos da Realidade Última tanto do Cristo, quanto de Buda, então entramos no silêncio, esta Luz Original que está na Fonte dessas duas aparências, dessas duas grandes janelas, através das quais, a Luz do Despertar, a Luz do Vivente nos é transmitida.

 

* Trecho da Palestra “Buda e Cristo”, proferida por Jean-Yves Leloup (e Lama Padma Santem) na Academia Brasileira de Letras – Rio de Janeiro Jan/2013.

Fonte: Ventos de Paz

Cruzando o deserto.

O tempo não para, paira…

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No caminho… não existem atalhos, mas travessias.

Na travessia… estamos cruzando um caminho repleto de miragens, projetadas pelo caminhante.

Somos um deserto… silencioso, sereno e aberto, enquanto estamos silenciosos, serenos e abertos.

Silêncio é a voz da vacuidade… e sinal do caminho…

Ora, agOra.

Sendo presente… Sou durante… Antes e depois…

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O Agora tem o poder de nos manter vivos…

O Agora tem o poder de ser vacuidade, repleto vazio…

O Agora tem o poder de criar infinidades…

O Agora é o que se chama de eternidade…

AtualMente, Sempre.

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Tudo isso para nada disso…

A vida como é. Como nós somos.

Um todo atualizando-se…

 

“O crescimento começa quando começamos a aceitar nossa própria fraqueza.” Jean Vanier

Sê passagem, sê luz.

Olha para a sombra… e veja quem a projeta…

morpho

Aceitar a morte, despertar.

Aceitar amor, desapegar.

 

“É bem mais fácil se você deixar o passado passar”… Pois não tem volta, mas revoltas e também reviravoltas… e por fim as pazes, a passagem da luz…

Olhe nos Olhos

Olha e vê… O ser… Vivo.

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Atenção!

Precisamos de atenção.

Dê atenção… Precisamos.

 

Gratidão… Gratidão por você existir… Ser único…