Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: dharma

Pai e Filho. Graças a Mãe!

Humilde mestre. Humilde aprendiz.

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UM. MIL. HUMILDE.

 

Quando dois amigos fazem as pazes por…

Quando duas almas reencontram-se por Amor…

Quando dois seres retornam à fonte… Sendo um são…

Entregues a dança… Dançando em paz… Um par… Impar…

 

Pai e Filho… Reunidos por Amor a Vida Mãe…

 

* Imagem: Hanuman (Deus-macaco) na tradição Hindu.

Conto Zen: “Por que palavras?”

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Um monge aproximou-se de seu mestre – que se encontrava em meditação no pátio do Templo à luz da lua – com uma grande dúvida:

“Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os Sutras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?”

O velho sábio respondeu: “As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não te preocupes com o dedo que a aponta.”

O monge replicou: “Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?”

“Poderia,” confirmou o mestre, “e assim tu o farás, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. O Dharma é eterno e completamente revelado. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio.”

“Então,” o monge perguntou, “por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?”

“Porque,” completou o sábio, “da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na Verdade já revelada, pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção. Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, elas podem ser valorizadas mais do que é necessário.”

O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua.

“Ansiamos por paz de espírito.”

Lago das Cinco Flores, Parque Nacional Jiuzhaigou, província de Sichuan

Ansiamos por paz de espírito.

Quando pensamentos indesejados nos assolam

queremos erradicá-los.

Os pensamentos, no entanto não são o problema.

É a ânsia de estar em paz

que abre as portas da agitação.

 

Difícil, na verdade, é apenas observar os pensamentos.

Nos envolvemos com cenários sedutores.

Fugimos de repetições aterradoras.

Queremos acabar com esse vício

de atração e repulsa.

Mas é este mesmo querer

que estimula mais ainda os pensamentos indesejados.

 

Sabedoria não brota do pensar

mas de ver com clareza

essa nossa ânsia

de nos livrarmos da agitação.

O pensador é uma pessoa.

Aquele que observa é outra.

Trate de conhecê-lo.”

 

* Foto: Lago das Cinco Flores, China.

* Texto extraído do Ebook: A lua aparece quando as águas se acalmam– Reflexões sobre o Dhamma – Ian McCrorie

Equanimidade do Ser

“Sê” e não “Se”, eis a questão.

Buscando a verdade,

seguindo a lei da natureza.

Buscando a lei da natureza,

seguindo a verdade.

“A lua aparece quando as águas se acalmam”

lua

Precisamos começar por onde estamos

não por onde desejamos estar.

Pois onde desejamos estar

é estarmos felizes onde estamos.

 

Podemos estar no inferno

mas se formos pacientes

e permitirmos ao inferno apenas ser infernal

então esse equilíbrio da mente,

esse contentamento tranquilo,

transforma inferno em paraíso.

 

A diferença de um dezesseis avos de polegada

entre paraíso e inferno

é equanimidade.

 

* Texto extraído do Ebook: A lua aparece quando as águas se acalmam– Reflexões sobre o Dhamma – Ian McCrorie

 

Intui São.

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intui, és tu.

são, és tu.

tu és intuição.

 

ora São. orAção.

“Quando tudo se desfaz” – Pema Chödrön

Doses generosas de realidade. Pés fincados na realidade.

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Metáforas

“Iniciar uma jornada espiritual é como entrar em um barquinho muito pequeno e sair pelo mundo em busca de terras desconhecidas. Com a prática vem a inspiração mas, cedo ou tarde, encontraremos também o medo.” (p. 1)

“Quando iniciamos nossa exploração, temos todo tipo de ideal e expectativa. Procuramos respostas que satisfaçam anseios muito antigos e a última coisa que queremos é um reencontro com o bicho-papão.” (p. 2)

“A palavra desejo inclui aquela qualidade de vício que já mencionamos, nossa tendência a nos apegarmos a algo porque queremos encontrar uma maneira de deixar tudo bem, Isso decorre de nunca termos crescido. Ainda queremos ir para a casa, abrir a geladeira e encontrá-la cheia de nossas guloseimas favoritas.” (p. 62)

“A verdade, dizia um antigo mestre chinês, não é nem isso nem aquilo. É como um cão diante de uma tigela de gordura fervente. Ele não pode desistir dela porque é saborosa demais e não pode lambê-la porque está quente demais.” (p. 126)

Autoconhecimento

“A verdade é que, a partir do momento em que realmente iniciamos esse processo, nós nos tornamos cada vez mais modestos.” (p. 3)

“Relacionar-se honestamente com a qualidade imediata de nossa experiência, com respeito suficiente para não julgá-la, é uma jornada para toda a vida.” (p. 35)

“Contentamento é sinônimo de solidão, de solidão tranquila, de acomodar-se na solidão refrescante.” (p. 60)

“De algum modo, nesse processo de tentar negar que tudo está sempre em mudança, perdemos nossa percepção do sagrado da vida. Temos uma tendência a esquecer que fazemos parte do esquema natural das coisas.” (p. 65)

“A ausência de ego é um estado mental que implica total confiança no sagrado do mundo.” (p. 66)

“A honestidade, sem bondade, humor e boa vontade, pode ser simplesmente mesquinha.” (p. 81-82)

“Para pôr um fim às guerras é preciso deixar de odiar o inimigo.” (p. 119)

“Entretanto, você já deve ter percebido que frequentemente existe uma divergência irritante, se não deprimente entre nossas ideias e boas intenções e as reações que temos diante dos detalhes mais básicos das situações da vida real.” (p. 122)

Medo

“Mais cedo ou mais tarde compreendemos que, embora não possamos fazer com que o medo seja agradável, é ele que acabará por nos colocar diante de todos os ensinamentos que algum dia lemos ou ouvimos.

Portanto, considere-se com sorte na próxima vez em que encontrar o medo, pois é nesse ponto que entra a coragem. Geralmente pensamos que as pessoas corajosas não sentem medo, mas a verdade é que elas estão familiarizadas com ele.” (p. 5)

“Como dizia Shunryu Susuki Roshi, mestre Zen – viver é como entrar em um barco prestes a sair para o mar e afundar.” (p. 46)

“Na verdade, temos o direito a algo melhor, àquilo que é nosso estado de direito inato, ao caminho do meio – um estado mental aberto onde é possível relaxar no paradoxo e na ambiguidade,” (p. 57)

“Não há ponto de referência no caminho do meio.” (p. 56)

“Quando nos protegemos do sofrimento, achamos que estamos sendo bondoso conosco mesmos. A verdade é que apenas nos tornamos mais amedrontados, endurecidos e alienados.” (p. 93)

O que vem depois do fundo do poço

“Há, com certeza, uma qualidade delicada e vibrante quando experimentamos não ter nenhuma base.” (p. 9)

“Quando tudo se desintegra, somos submetidos a uma espécie de teste, e também a um certo processo de cura.” (p. 9)

“Ficar nesse desequilíbrio – com o coração partido, o estômago apertado, o sentimento de desesperança e o desejo de vingança – é o caminho do verdadeiro despertar.” (p. 12)

“Atingir o limite não é encontrar um obstáculo ou uma punição, mas uma saída em direção à sanidade e incondicional bondade dos seres humanos.” (p. 17)

“A morte e a desesperança fornecem a motivação correta para viver a vida com mais discernimento e compaixão.” (p. 47)

“Frequentemente, diz-se que a paz é a quarta marca da existência. Não se trata da paz em oposição à guerra, mas do bem-estar que surge quando vemos os infinitos pares de opostos como complementares.” (p. 69)

“Os ensinamentos budistas são dirigidos às pessoas que não têm muito tempo a perder. Isso inclui todos nós, quer saibamos ou não. Do ponto de vista dos ensinamentos, achar que ainda temos muito tempo e que podemos deixar essas coisas para depois constitui o maior dos mitos, a grande loucura e o pior veneno.” (p. 137)

“Quando compreendemos que o caminho é o objetivo, surge uma sensação de viabilidade.” (p. 156)

“Afinal, como disse Ösel Tendzin, todos vêm para o Dharma pelos motivos errados – é o caminho que nos corrige.” (p. 159)

Meditação

“Não nos sentamos em meditação para nos tornarmos bons meditadores. Sentamos em meditação para estarmos mais despertos na vida.” (p. 17)

“Anos mais tarde, [Rinpoche] usou uma analogia bem-humorada, ao comparar a meditação a uma pessoa fantasiada segurando uma colher cheia de água. É possível estar tranquilamente sentado ali, vestindo uma roupagem rebuscada e, ainda assim, estar bastante atento à colher de água que se tem nas mãos.” (p. 21)

“Portanto, como meditadores, também podemos parar de lutar contra nossos pensamentos e perceber que honestidade e senso de humor são muito mais inspiradores e úteis do que qualquer tipo de solene esforço religioso contra ou a favor de algo.” (p. 24)

“O próximo passo consiste em conter-se. A atenção plena é a base, conter-se é o caminho. […] [Conter-se] É a prática de não preencher imediatamente o espaço apenas porque surgiu uma lacuna.” (p. 35)

“Conter-se – não reagir por hábito ou impulso – relaciona-se com deixar de lado a disposição para a distração.” (p. 36)

“Simplesmente parar, em vez de preencher imediatamente o espaço, representa uma experiência transformadora.” (p. 38)

“Quando somos capazes de estar bem ali sem dizer: ‘Eu definitivamente concordo com isso’ ou ‘eu definitivamente não concordo com isso’, mas apenas estando ali muito diretamente, encontramos a riqueza fundamental por toda parte.” (p. 107)

“Se realmente soubéssemos quanto sofrimento nossa tentativa de evitar a dor e buscar o prazer traz ao planeta como um todo – como essa atitude nos torna infelizes e interrompe a ligação com nosso coração e inteligência fundamentais – sairíamos correndo e praticaríamos meditação como se a casa estivesse pegando fogo. Praticaríamos como se uma enorme cobra tivesse acabado de cair em cima de nós – não pensaríamos que temos tempo de sobra e que podemos deixar esse assunto para mais tarde.” (p. 113)

“A meditação é, provavelmente, a única atividade que não acrescenta nada ao cenário.” (p. 113)

Que se desfaça

“Ficaremos dando voltas inúteis com nossos pensamentos se acreditarmos em sua solidez.” (p. 24)

“O que torna maitri [conceito budista traduzido por Pema como bondade amorosa] uma abordagem tão diferente é o fato de não estarmos tentando resolver um problema. Não estamos lutando para afastar a dor ou para nos tornarmos uma pessoa melhor. Na verdade, estamos desistindo completamente de ter controle e deixando que os conceitos e ideais desmoronem.” (p. 28-29)

“Há um ensinamento sobre os três tipos de despertar: despertar do sonho do sono normal, despertar, ao morrer, do sonho da vida e despertar, em plena iluminação, do sonho da ilusão.” (p. 31)

“Esse é um ponto importante, pois representa o início do início. Sem desistir da esperança – de que há um lugar melhor para estar, de que há alguém melhor para ser – nunca relaxaremos onde estamos ou naquilo que somos!” (p. 41)

“Não-teísmo é perceber, finalmente, que não existe babá com quem contar. Você consegue uma babá ótima e, então, ela se vai. Não-teísmo é compreender que não são apenas as babás que vêm e vão. A vida toda é assim. Essa é a verdade, e a verdade incomoda.

Para aqueles que desejam agarrar-se a algo, a vida é ainda mais difícil. Sob esse ponto de vista, o teísmo é um vício. Somos viciados em esperança – esperança de que a dúvida e o mistério se dissipem. Essa dependência tem um doloroso efeito sobre a sociedade: uma sociedade baseada em muitas pessoas viciadas em conseguir um apoio para si mesmas não é um lugar compassivo.” (p. 43)

“Permitir que as coisas se dissolvam é, às vezes, chamado de desapego.” (p. 54)

“O ego pode ser definido como aquilo que encobre a bondade fundamental.” (p. 66)

 

* Citações do livro “Quando tudo se desfaz: orientações para tempos difíceis” de Pema Chödrön.

* Fonte: Blog As Melhores Partes.

“O Refúgio”

Transmutar, amargura em ternura. Ter coragem, amar cura.

“Para desenvolver a verdadeira confiança

Que varre tendências e véus cármicos

Fazendo-nos reconhecer o nosso despertar inato,

Tomemos apoio no refúgio relativo.

O refúgio absoluto, nosso despertar inato, é o fruto:

A natureza de Buda, presente mas ignorada,

O estado natural de cada ser, de cada coisa.

Ao reconhecer o nosso despertar inato, tomamos refúgio absoluto.

O refúgio absoluto é a verdadeira natureza da mente

Cujo conhecimento imediato tem três aspectos:

A vacuidade, que constitui a sua essência, a luminosidade a sua expressão.

E a sua bondade profunda como uma imensidade onde nada faz obstáculo.”

 

Tulku Pema Wangyal Rinpoche, “O Cortador de Diamantes”.

Fonte: Quietamente.blogspot.com

Reflexões sobre o Dhamma – Ian McCrorie

lua

“Siga o líder que não procura seguidores, ouça os conselhos de quem não os oferece.

Obedeça estritamente os ensinamentos daquele que fala bem de outros caminhos.

Respeite o guru cujo auto-retrato está ausente das paredes.

Faça oferendas àquele que nada cobra por qualquer ensinamento.

Reverencie aquele que pede se abstenha de tais formalidades.

Entregue-se ao professor que pede para questionar tudo o que ele diz e faz.

E ame o professor para o qual a medida da sua devoção é estar caminhando na trilha.”

 

É tão raro um mestre assim, que possivelmente está em nosso íntimo ser…

 

* Texto extraído do Ebook: A lua aparece quando as águas se acalmam – Reflexões sobre o Darma – Ian McCrorie

D’harmonicaMente

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Karma… Arma que dispara…

Dharma… Arma que repara…

Reparando, continuo contiNuaMente…

 

Ando conTemplando… Naquele Espaço-Templo em Si… Concentrando-se no Aberto… Abrindo-se para o Ponto Central… o Caminho do Céu Coração…