Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: dogen

Impermanência

Provérbios Zen

“Uma pessoa deve estar profundamente consciente da impermanência do mundo.” Dogen

“Todas as coisas condicionadas são impermanentes – quando se vê isso com sabedoria, a pessoa se afasta do sofrimento.” Buddha

“Tudo flui e nada permanece, tudo cai e nada permanece fixo.” Heraclitus

Eu verdadeiro e “eu vazio”

“A prática do Zen é esquecer de si mesmo no ato de se unir com algo.” Koun Yamada

“Eu não deixo de lado os conceitos – eu os conheço com compreensão. Então eles me deixam de lado.” Byron Katie

“A expressão Zen ‘Mate o Buda!’ significa matar qualquer conceito de Buda como algo separado de si mesmo.” Peter Matthiessen

“O eu divide-se em dez bilhões de espíritos iluminados distintos. Distingue-os sem cair em nomes e classificações.” Hongzhi

“Estudar o budismo é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer de si mesmo. Esquecer de si mesmo deve ser despertado por todas as coisas.” Dogen

“Dispersar nosso apego a si mesmo é a medicação mais poderosa para reduzir os desequilíbrios mentais e emocionais”. Dzigar Kongtrul Rinpoche

“Tenha uma boa confiança em si mesmo. Não naquele que você pensa que deveria ser, mas naquele que você é.” Maezumi Roshi

Legítima Vontade

“…a casa do tesouro naturalmente se abrirá e vocês poderão se servir à vontade.”  Mestre Dogen

Imagem relacionada

…o brio

na equidade:

equilíbrio…

 

Vontade é força matriz… Tua vontade é a força motriz…

Ainda sobre o caminho.

“Viva neste momento. 
O céu estrelado está ali – 
Onde mais você pode estar?”
Myochi

Resultado de imagem para zen shunryu suzuki

Suzuki assinala que “o nirvana deve ser buscado no seio do samsara”. A transcendência para a vacuidade deve acontecer no centro da vida do mundo. Na visão de um dos grandes reformadores da tradição budista japonesa, o mestre Dogen (1200-1253), “aprender a via do Buda é aprender a si mesmo; aprender a si mesmo é esquecer-se de si mesmo; esquecer-se de si mesmo é ser despertado por todas as coisas”.

“O grande Caminho não tem portais: existem milhares de maneiras diferentes.”

“Separados por uma eternidade, e nem um só instante distantes; face a face o dia todo, e jamais vizinhos um só instante.” Daito Kokushi

“Originalmente não 
há poeira para varrer: 
a mente da pessoa 
que segura a vassoura é 
exatamente como a sujeira.”
Ditado Zen

“Arte de Morrer” – Despedida

(…) “Cito abaixo alguns trechos das palavras de despedida de Buda.

Imagem relacionada

A mente desonesta é incompatível com o Caminho.  Por esta razão  devem cultivar a honestidade.

A pessoa de muitos desejos, que procura grandiosidade apenas para si mesma, sofre muito.

Uma pessoa de poucos desejos  não manipula a mente dos outros através da desonestidade. A mente de quem tem poucos desejos é tranquila e sem preocupações.

Para se libertar de todo o sofrimento é preciso conhecer o contentamento.  O contentamento é a condição da prosperidade e do bem estar.

Sintam prazer na quietude e na tranquilidade. As pessoas ávidas por companhia sofrem dificuldades por excesso de companhia, assim como uma árvore corre o risco de murchar se muitos pássaros viverem nela.

Mantenham o esforço correto, a diligência, assim como o constante gotejar da água fura uma rocha.

Não percam a atenção correta ao procurar por um mestre ou um amigo.  Se perderem a atenção correta, as paixões poderão entrar e perderão todos os méritos.

A mente devem estar concentrada, capaz de compreender o surgir e o desaparecer de todas as coisas no mundo.

Se tiverem sabedoria não terão ganância.  Se possuírem o brilho da sabedoria poderão ver claramente, com seus próprios olhos.

Se quiserem obter a benção de Nirvana (paz), devem extinguir o mal de falar à toa.  Não se engajem de forma leviana em conversas inúteis.

Este é o ensinamento final.

Não se lamentem.  Não existe encontro sem despedida.

Façam da Verdade o seu mestre e eu viverei para sempre.

 

Hoje (15 de fevereiro), ao celebrar o Parinirvana de Buda deixo a vocês as seguintes questões:

Se você soubesse que iria morrer em algumas horas, estivesse em plena lucidez e cercada/cercado de seus filhos, netos, amigos, alunos, discípulos, parentes, pessoas amadas, colaboradores, o que diria a eles?

Qual é o seu ensinamento final?

Qual a mensagem de sua vida?

Reflita em si mesmo.

 

Meu ensinamento final:

Entregue-se a vida. Aceite a vida.

E aceite a sua vida entregando-se a mudança.

Aceite a mudança. A mudança é vida.

A mensagem da minha vida:

Mais importante do que continuar até o fim, é recomeçar quantas vezes for preciso. E assim, dar fim, renovando em si o princípio.

AnowA (03/04/2019, quarta-feira, às 17:52)

 

* Trecho do texto Arte de morrer – Budismo – Zen budismo por Monja Coen.

“Arte de Morrer”

(…) “É preciso terminar bem o livro desta vida. Livro com prefácio, vários capítulos e um final. Esse final é um outro começo, de outro livro, com outro título e outras inúmeras possibilidades.

Não é o mesmo livro, nem o mesmo personagem, mas outro livro.

Imagem relacionada

Como ondas no mar.

Tudo é o oceano, que recebeu águas de inúmeros rios. Causas e condições formam ondas. Cada onda como se fosse uma existência. Cada uma interdepende da outra, mas não é a outra. Interligadas e ao mesmo tempo únicas. Transformando-se a todo instante. As causas e condições de uma onda se tornam efeitos em outras e assim por diante.

Mas cada uma tem começo, meio e fim.”

 

* Trecho do texto Arte de morrer – Budismo – Zen budismo por Monja Coen.

“Nuvem Vazia”

“É tempo de apagar as impressões (…) cavando em si mesmo um caminho para o coração.”

Imagem relacionada

nada é para sempre

nada é por acaso

nada é o que parece ser

nada existe

nada é vazio

nada é tudo o que há

nada é o que é

 

“Não começamos nada, não terminamos nada.” Lama Padma Samten

“Praticar a Via é realizar o Ser, perceber o Ser e esquecer o Ser, esquecer o Ser é ser Um com todas as coisas.” Dogen

“Nada ter para dizer”

“O homem perfeito usa a sua mente como um espelho. Ela nada aprisiona e nada recusa. Recebe mas não conserva”. Chuang-Tzu

O ego pode ser entendido como “o processo consciente de pensar”:

A centopeia era feliz, completamente.

Até que, de brincadeira, lhe perguntou um sapo:

“Qual é a perna que primeiro moves?”

Tanto se atrapalhou a sua mente

que não mais conseguiu andar…

Ao ver a realidade como se apresenta e não como ela é, e se especializar em aspectos desta realidade aparente, há sempre o perigo de “não se ser capaz de ver a floresta por causa das árvores”.

“Aqueles que sabem não falam. Aqueles que falam não sabem.” Lao-Tsé

“A forma não é diferente do vazio. O vazio não é diferente da forma. A forma é o vazio. O vazio é a forma.”

“O fogo não espera pelo sol para ser quente. O vento não espera pela lua para ser frio.”

“Partem as flores quando nos dói perdê-las. A erva daninha chega quando nos dói vê-la crescer.” Dogen

O Zen começa no ponto em que já nada existe para tentar alcançar, nenhum ganho a haver.

“Na paisagem primaveril não há alto nem baixo. Os ramos floridos crescem naturalmente, uns longos, outros curtos.”

“O perfeito Caminho (Tao) é sem dificuldade.

Uma diferença da espessura de um cabelo

E eis separados o Céu e a Terra!

Se queres alcançar a Verdade nua e crua

Não te preocupes com o certo e o errado.

O conflito entre os dois é a doença da mente.

Cada ação, cada acontecimento surge por si próprio:

Da superfície de um lago tranquilo salta subitamente um peixe.”

“Sentado tranquilamente, nada fazendo. A primavera chega e a erva, cresce por si própria.” poema Zenrin

“Se compreenderes, as coisas são exatamente como são. Se não compreenderes, as coisas são exatamente como são.” poema Zenrin

Fonte/Artigo:  Zen – A arte do silêncio e do vazio

Si mesmo. Sim esmo.

Resultado de imagem para enso zen vazio

“Estudar o Zen é estudar a si mesmo.

Estudar a si mesmo é se esquecer de si mesmo.

Esquecer de si mesmo é estar uno com todas as coisas.” Mestre Dogen

 

“Vazio Repleto… Vazio… de descrições. Repleto… de possibilidades.”

“Quietude” – Shunryu Suzuki

“Para o estudante Zen uma erva daninha é um tesouro.”

Há um poema Zen que diz: “Depois que o vento cessa, eu vejo a flor que cai. Por causa do pássaro que canta, descubro a quietude da montanha”. Antes que algo aconteça no reino da quietude, nós não sentimos a quietude; só a percebemos quando algo a perturba. Há um ditado japonês que diz: “Para a lua, há nuvem; para a flor, vento”. Quando vemos parte da lua encoberta por uma nuvem, uma árvore ou uma planta, percebemos melhor quão redonda ela é. Quando vemos a lua clara sem nada que a encubra, não percebemos sua redondez do mesmo modo que a percebemos ao vê-la através de alguma outra coisa.
Quando em zazen, você está dentro da completa quietude de sua mente: você nada sente. Está apenas sentado. Mas a quietude que provém desse sentar irá encorajá-lo na vida cotidiana.
Assim, você achará de fato o valor do Zen no dia-a-dia, mais do que quando se senta. Porém, isto não significa que você deva negligenciar o zazen. Muito embora nada sinta quando sentado, se não tiver essa experiência do zazen, você nada encontrará em sua vida diária exceto plantas, árvores ou nuvens: você não verá a lua. Eis por que está sempre reclamando de algo. Mas, para o estudante Zen, uma erva daninha – que para a maioria das pessoas nada vale – é um tesouro. Com tal atitude, o que quer que você faça, sua vida se torna uma arte.
Quando você pratica zazen não deve procurar atingir nada.
Sente-se na completa quietude da sua mente e não busque apoio em coisa alguma. Mantenha o corpo reto sem inclinar-se ou apoiar-se em nada. Manter o corpo reto significa não contar com nada. Dessa maneira, você obterá completa quietude, física e mental. Contar com alguma coisa ou tentar fazer algo no zazen é dualismo; não é quietude total.
Na vida diária, geralmente estamos tentando fazer algo, tentando transformar uma coisa em outra ou atingir algo.
Essa tentativa é, em si mesma, expressão da nossa verdadeira natureza. O sentido reside no próprio esforço. Temos de descobrir o sentido do nosso esforço antes mesmo de atingir algo. Por essa razão, Dogen disse: “Devemos alcançar a iluminação antes de alcançá-la”. Não é depois de atingir a iluminação que descobriremos seu verdadeiro significado. A própria tentativa de fazer alguma coisa já é iluminação. Quando estamos em dificuldades ou em desgraça, aí temos iluminação. Quando afundados na lama, aí devemos conservar a serenidade. Achamos muito difícil viver na fugacidade da vida, mas é só dentro da fugacidade da vida que podemos achar a alegria da vida eterna.
Prosseguindo na prática com tal compreensão, você poderá aperfeiçoar-se. Mas, se tentar atingir algo sem essa compreensão, não conseguirá trabalhar sobre isso de forma adequada. Você perderá a si próprio na luta pelo seu objetivo; nada alcançará e continuará a sofrer em meio a suas dificuldades. Com a correta compreensão, poderá fazer algum progresso. Então, faça o que fizer, ainda que não seja perfeito, isso estará baseado na sua natureza mais íntima e, pouco a pouco, alguma coisa será alcançada.
O que é mais importante: atingir a iluminação ou atingir a iluminação antes de atingi-la? Ganhar um milhão de dólares ou desfrutar a vida aos poucos com seu próprio esforço, ainda que seja impossível ganhar aquele milhão? Ter sucesso ou encontrar algum sentido em seu esforço para ser bem-sucedido?
Se você não sabe a resposta, não será capaz de praticar zazen; se a sabe, terá encontrado o verdadeiro tesouro da vida.

Trecho do livro Mente Zen, Mente de Principiante – SHUNRYU SUZUKI