Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: Espelho Mágico

Qual o Enigma da Esfinge?

“Decifra-me ou te devoro.”

“Decifra-me ou devoro-te, eu sou teu eu interior. Teu verdadeiro eu. Sou teu subconsciente e inconsciente, teus sonhos e devaneios, tuas dúvidas e perplexidades, tuas crenças e valores, teus defeitos e qualidades, amores e ódios, desejos e aversões, fragilidades e fortalezas.

Se não me decifrares não crescerei em consciência, não evoluirei como ser porque o autoconhecimento é o primeiro passo e eu te devorarei ao transformar-te de ser humano livre e autônomo em mero joguete das Parcas, mera folha ao vento do destino.”

Quem não se conhece será sempre refém de suas emoções, de suas desconhecidas crenças limitantes e de suas percepções distorcidas.

Quem não se conhece diz A quando queria ter dito B. Tira conclusões equivocadas sobre si e sobre os outros já que é comandado pelas crenças que tem e desconhece que as têm.

Quem não se conhece tem maior chance de fazer escolhas não benéficas para si mesmo e depois fica culpando fulano ou beltrana ou a má sorte.

Quem não se conhece mais facilmente entra em conflito com os demais.

Quem não se conhece pode ficar marcando passo, estagnado em alguma situação onde não vê saída porque desconhece o próprio potencial ou, ao contrário, pode dar o passo maior que a perna porque desconhece suas limitações.

E lembre-se… Ao se aprofundar no seu lado sombrio, jamais julgue-se ou condene-se… Aquele que É em Si “Ama e Aceita como nós Somos”.

Quem não se conhece não pode amar-se de verdade, pois só após conhecer cada canto obscuro seu, só após chegar ao âmago de sua menosvalia, será capaz de começar a dar valor a todo o brilho que tem a despeito de todo o obscuro que em si encontrou. Irá conscientizar que isso tudo que é – é simplesmente ser humano.

Nem pior nem melhor que todos os demais. Somente diferente em sua individualidade.

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“Conhece-te a ti mesmo.”

 

Fonte: OSegredo.com.br

Conto Zen: Espelho Mágico

Iruku amava muito seu pai. Agora, o velho homem se encontrava com os ancestrais. De tempo em tempos, quando caminhava pelo bambuzal, Iruku pensava:

“Se minha esposa não tivesse sentido tanta antipatia por meu honroso pai, ele teria sido mais feliz na vida. Eu não teria hesitado em mostrar-lhe meu afeto, meu respeito como filho. Teríamos tido longas e doces conversas. Ele teria me contado coisas sobre pessoas e coisas do passado”. E foi assim que a melancolia tomou conta dele.

Certo dia na feira, Iruku, um produtor de cestas, terminou sua reserva de cesta mais rápido que o normal. Ele caminhou ociosamente entre as barracas quando viu que havia um comerciante chinês que costumava vender objetos estranhos.

Abordando Iruku, disse o comerciante, “Olha que coisa extraordinária eu tenho”. E com um ar de mistério, ele tirou um objeto redondo e plano, coberto com um pano de seda. Ele colocou nas mãos de Iruku e cuidadosamente removeu o pano.

Iruku inclinou a cabeça em uma superfície polida e brilhante. Ele reconheceu em seu interior a imagem de seu pai, como ele havia visto em seus tempos de juventude. Animado, ele exclamou: “Este objeto é mágico!”, “Sim”, disse o comerciante, “Eles chamam de espelho e é inestimável”.

Mas o desejo tomou conta de Iruku: “Eu ofereço-lhe tudo o que tenho por este objeto. Eu quero esse espelho mágico, quero levar para casa a imagem do meu amado pai.” Após longas discussões, Iruku deixou tudo o que ganhara naquela manhã para o comerciante.

Assim que chegou em casa, Iruku foi ao celeiro e escondeu a imagem de seu pai em um baú. Nos dias seguintes, ele desaparecia, subia ao celeiro e pegava o espelho mágico do baú. Ele passou longos momentos contemplando a imagem venerada e sentia-se feliz.

Sua esposa logo percebeu seu comportamento estranho. Uma tarde, quando ele deixou uma cesta pela metade, ela o seguiu. Viu que subiu ao celeiro, procurou o baú, pegou um objeto desconhecido e o observou por muito tempo, adotando um ar de prazer misterioso. Então ele cobriu com um pano e colocou de volta com gestos amorosos.

A mulher, intrigada, esperou que Iruku saísse, abriu o baú, encontrou o objeto, puxou o tecido de seda, olhou e viu: “Uma mulher?”. Furiosa, ela foi ao encontro do marido e o repreendeu: “É uma mulher!”

“Não é uma mulher!”, disse Iruku, “Eu não queria falar sobre isso porque você não gostava muito do meu pai, mas o que vou ver é a imagem dele, e isso acalma meu coração.”

“Miserável mentiroso!”, gritou a mulher. “Eu vi com meus olhos! O que você escondeu no celeiro é uma mulher!”

“Eu garanto a você, que não é!”. A discussão foi aumentando e estava se tornando infernal, quando uma freira bateu na porta. O casal pediu que ela atuasse como juíza. A freira foi até o celeiro, voltou e disse: “Ela é freira!”

 

Fonte: FilosofiaOriental

Refletido… Quem Vejo?

olhos no espelho…

me vejo…

vejo-me espelho.

no espelho, olho…

vejo-me olhar…

ser visão.

 

*Imagem: Instalação de Anish Kapoor