Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: insight

Onde estás?

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Quando medito, há vida.

Quando não medito, há vida.

Quando existo, há vida.

Quando não existo, há vida.

Onde a vida está?

Conto: “Agora, o que se inicia?”

Receber é um ato de entrega…

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Num breve momento comum, o buscador fez a pergunta:

– Mestre, quem és tu?

– “O próprio aprendiz.”

Silêncio no ar. E o mestre soprou:

– “Agora, escute aprendiz, tu és o próprio mestre.”

 

* Foto: Após ter um insight, ao olhar e ver o botão da impressora/fotocopiadora, resolvi fotografar “o ato de ligar” e acabei tendo a inspiração para escrever este pequeno diálogo à moda zen. 🤩🙌🌟

Em Ti. És Tu. Ação.

Acessar ao insight, a intuição, ao silêncio esclarecedor… Ascender a luz da consciência…

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Por princípio, intuição;

O meio, intuição;

Por fim, intuição.

 

A pergunta e responta estão em ti. Mas é vivendo que se pode discernir e compreender a natureza da pergunta e resposta.

“Ansiamos por paz de espírito.”

Lago das Cinco Flores, Parque Nacional Jiuzhaigou, província de Sichuan

Ansiamos por paz de espírito.

Quando pensamentos indesejados nos assolam

queremos erradicá-los.

Os pensamentos, no entanto não são o problema.

É a ânsia de estar em paz

que abre as portas da agitação.

 

Difícil, na verdade, é apenas observar os pensamentos.

Nos envolvemos com cenários sedutores.

Fugimos de repetições aterradoras.

Queremos acabar com esse vício

de atração e repulsa.

Mas é este mesmo querer

que estimula mais ainda os pensamentos indesejados.

 

Sabedoria não brota do pensar

mas de ver com clareza

essa nossa ânsia

de nos livrarmos da agitação.

O pensador é uma pessoa.

Aquele que observa é outra.

Trate de conhecê-lo.”

 

* Foto: Lago das Cinco Flores, China.

* Texto extraído do Ebook: A lua aparece quando as águas se acalmam– Reflexões sobre o Dhamma – Ian McCrorie

“A lua aparece quando as águas se acalmam”

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Precisamos começar por onde estamos

não por onde desejamos estar.

Pois onde desejamos estar

é estarmos felizes onde estamos.

 

Podemos estar no inferno

mas se formos pacientes

e permitirmos ao inferno apenas ser infernal

então esse equilíbrio da mente,

esse contentamento tranquilo,

transforma inferno em paraíso.

 

A diferença de um dezesseis avos de polegada

entre paraíso e inferno

é equanimidade.

 

* Texto extraído do Ebook: A lua aparece quando as águas se acalmam– Reflexões sobre o Dhamma – Ian McCrorie

 

Conto Zen: O quebrador de pedras

Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e com sua posição na vida.

Um dia ele passou em frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portal aberto, ele viu muitos objetos valiosos e luxuosos e importantes figuras que frequentavam a mansão.

“Quão poderoso é este mercador!” pensou o quebrador de pedras. Ele ficou muito invejoso disso e desejou que ele pudesse ser como o comerciante.

Para sua grande surpresa ele repentinamente tornou-se o comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que ele jamais tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por todos aqueles menos poderosos e ricos do que ele. Um dia um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, carregado em uma liteira de seda, acompanhado por submissos atendentes e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa quão ricos, tinham que se curvar à sua passagem.

“Quão poderoso é este oficial!” ele pensou. “Gostaria de poder ser um alto oficial!”

Então ele tornou-se o alto oficial, carregado em sua liteira de seda para qualquer lugar que fosse, temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável na suada liteira de seda. Ele olhou para o Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo.

“Quão poderoso é o Sol!” ele pensou. “Gostaria de ser o Sol!”

Então ele tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando seus raios para a terra sobre tudo e todos, crestando os campos, amaldiçoado pelos fazendeiros e trabalhadores. Mas um dia uma gigantesca nuvem negra ficou entre ele e a terra, e seu calor não mais pôde alcançar o chão e tudo sobre ele.

“Quão poderosa é a nuvem de tempestade!” ele pensou “Gostaria de ser uma nuvem!”

Então ele tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas, causando temor a todos. Mas repentinamente ele percebeu que estava sendo empurrado para longe com uma força descomunal, e soube que era o vento que fazia isso.

“Quão poderoso é o Vento!” ele pensou. “Gostaria de ser o vento!”

Então ele tornou-se o vento de furacão, soprando as telhas dos telhados das casas, desenraizando árvores, temido e odiado por todas as criaturas na terra. Mas em determinado momento ele encontrou algo que ele não foi capaz de mover nem um milímetro, não importasse o quanto ele soprasse em sua volta, lançando-lhe rajadas de ar. Ele viu que o objeto era uma grande e alta rocha.

“Quão poderosa é a rocha!” ele pensou. “Gostaria de ser uma rocha!”

Então ele tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa na terra, eterno, inamovível. Mas enquanto ele estava lá, orgulhoso pela sua força, ele ouviu o som de um martelo batendo em um cinzel sobre uma dura superfície, e sentiu a si mesmo sendo despedaçado.

“O que poderia ser mais poderoso do que uma rocha?!?” pensou surpreso.

Ele olhou para baixo de si e viu a figura de um quebrador de pedras.

 

Meu insight: O humilde quebrador de pedras… está constante e continuamente lapidando… a preciosa pedra bruta que ele é. O seu poder pessoal, seu legítimo contentamento e integridade… está em seu trabalho vital, no servir, no ser útil, sendo simplesmente aquele que é. O sentido e o encontro está na realização de sua grande obra… todo dia… pela vida toda… aqui no agora. Quebrador de pedras é Transformador de perdas.

Conto Zen: Poeira

O salão de meditação (zendo) vivia empoeirado, e Chao-chou costumava varrê-lo, assim como ao pátio em frente. Certa vez perguntaram a Chao-chou:

“Por que, mestre, este santo zendo está sempre atraindo tanta poeira?”

Chao-chou exclamou:

“Oh, veja! Ali está outro grão de poeira!!”

 

Meu insight: Ver a vida como ela é, exige clareza mental. Varrer o que ofusca, limpar o que desfoca a mente. Estando abertamente centrado, concentrado no caminho por onde se anda.

“A Verdade é uma terra sem caminhos.”

“No momento em que vocês seguem alguém, deixam de seguir a Verdade.”

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A mente que anda em busca da certeza, nunca tem espaço onde seja possível o aparecimento do Real.”

Pois a busca pela “certeza”, é na verdade, o desejo de se ter razão, de “ser o certo”, desejo de possuir e ser “dono da verdade”.

O “Real”, a Sabedoria, a Verdade… revela-se no encontro aqui com o agora – da mente com o coração – na abertura ao instante, na entrega ao momento, no espontâneo e silencioso estado por onde brota o insight,  a visão clara, espaço por onde a onda oceânica da intuição alcança a nossa praia…

“A Verdade está dentro de todos; ela não está longe nem perto; está eternamente aí, dentro de cada um.”

 

* Citações de Jiddu Krishnamurti.

* Fonte: Thoth3126.com.br

* Link com uma coletânea de e-books (em português) do Krishnamurti

Conto Zen: A pedrinha no bambu

Hsiang-yen fui discípulo de Pai-chang. Era uma pessoa muito inteligente, e sempre confiou na presunção de que se estudasse e absorvesse todo o conhecimento dos termos e textos budistas, seria um entendedor do Zen. Após a morte de seu mestre, ele dirigiu-se a Kuei-shan – que era o mais antigo discípulo de Pai-chang – para que este lhe orientasse. Mas Kuei-shan comentou:

“Soube que estiveste sob a orientação de meu antigo mestre e falaram-me de tua notável inteligência. Tentar compreender o budismo através deste meio leva geralmente a uma compreensão analítica, que em si nada tem de útil, mas que pode indiretamente levar o praticante a uma intuição do sentido Zen. Por isso, eu lhe pergunto: como tu eras antes de teus pais terem lhe concebido?”

Hsiang-yen ficou pasmo, sem saber o que dizer. Pediu licença e foi para seu quarto, e procurou em todos os textos e conceitos uma resposta para a estranha questão. Não foi capaz, e voltou ao outro monge. Pediu-lhe para ensinar sobre o sentido do que quis dizer, e Kuei-shan perguntou:

“Sinto muito, mas nada tenho a lhe dar. Tu sabes mais do que eu, e se nós debatêssemos com certeza eu ficaria em dificuldades. Tudo o que eu lhe pudesse dizer pertence às minhas descobertas pessoais e jamais poderia ser teu.”

Hsiang-yen ficou desapontado e achou que o monge mais velho lhe estava escondendo algo deliberadamente. Resolveu partir do templo, e buscar o conhecimento através dos livros e conceitos, pois achava que na verdade o seu conhecimento não era suficiente, e por isso o outro não quis lhe responder. Foi morar em um eremitério e passou a estudar com afinco. Após vários anos, achando-se suficientemente conhecedor dos conceitos buddhistas, voltou a Kuei-shan. Este, quando ouviu suas doutas explicações e sua solicitação por orientação, apenas sorriu e nada disse. Virou-se e foi embora.

Hsiang-yen ficou irritadíssimo. Naquele momento tomou uma decisão, destruiu todos os seus textos e resolveu desistir dos estudos, ainda que já fosse um grande intelectual. Ele pensou: “Qual a utilidade de estudar o budismo, se este é tão sutil e se é tão difícil receber instruções de outrem? Serei agora um simples monge praticante, e desisto de entender qualquer coisa!”

Abandonou o templo e suas cercanias, construiu uma cabana próxima à sepultura de Chu, o Mestre Nacional de Nan-yang, e passou a viver uma vida simples longe dos estudos e questões.

Certo dia, estava varrendo o chão de sua casa quando a vassoura tocou numa pedrinha, que rolou e bateu em um bambu. Em meio ao silêncio, o som ecoou suavemente. Ao ouvir este som, Hsiang-yen experimentou o Satori, e finalmente compreendeu o que tinha lhe dito Kuei-shan. Ele então ajoelhou-se e silenciosamente fez uma reverência de agradecimento ao sábio monge.

Tempo de Sincronizar

Talvez, não possa te provar, por isso mesmo provo. Prove…

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Puxa vida! Mas que coincidência significativa… Ou seria uma correspondência? Será que há uma lei da reciprocidade? Tipo, um jogo de espelhos, refletindo minha luz? Espelhando minha vontade, minha “vibe”, meu pensamento? Lembrei que é dando que se recebe, colhemos sempre o que plantamos, que sonhos tornam-se realidade… E não é por nada, nada é por acaso…

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a sincronicidade

permeia a tudo, a todos

toda a realidade…

sinaliza e orienta

aquele que olha e vê

aquele que acordou para a vida

o buscador da verdade…

está em ti, é em si…

e estará sempre aqui-agora

nas entrelinhas do seu dia a dia…

“O que é, é razão. O que sinto é coração. Siga com o perfume da natureza…”

E parece que eu volto sempre ao mesmo lugar, mas diferentemente…

 

* A quem interessar, segue dois links sobre o fenômeno e experiência sincrônica. Vibração e Sincronicidade, Sincronicidade – Um e-mail da vida. Outra dica é o livro ou filme “A Profecia Celestina”. Existe uma infinidade de conteúdos sobre o assunto… é tempo de sincronizar-se.