Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: jardim secreto

“Mãos e coração, livres e quentes”

Tudo está suspenso. Contínuo…

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“Hoje eu acordei

Agora eu sei

Viver no escuro.”

 

 

* Trechos da canção “Ilex Paraguarienses” – Humberto Gessinger

Busca contínua. Encontro perene.

Humilde paciente. Humilde curador.

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O buscador com seu coração de criança, curiosamente perguntou:

Como agir nos momentos difíceis?

“Facilite. Não resista, aceite o ensinamento, entregue-se ao aprendizado e agradeça pela oportuna experiência.”

E nos momentos fáceis?

“Não hesite. Receba e desfrute, celebre a colheita, compartilhe os frutos e agradeça pela experiência oportuna.”

 

Atenção continuada. Presença confirmada.

Nume : Unem

A borboleta encontrou-se na roseira…

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num brotar, a metafísica

num florescer, a metáfora

num ser, a metamorfose

 

De volta ao jardim… interior…

 

O caminho das rosas. Ao jardim no coração.

No meio do caminho, pétalas e espinhos. No caminho do meio, flores e perfumes.

Photo of James P Kelleher Rose Garden - Boston, MA, United States

O caminho das rosas… Travessia que eleva ao terno amor eterno.

Contemplo a beleza nas rosas… Acariciadas por um beija-flor.

O caminho é longo e tortuoso… Mas o bem guardado revela-se recompensador.

E o seu perfume as rosas exalam… Espelhando e espalhando feito o beija-flor.

Em meio a travessia, encontro nas flores… A graça que refletem-me.

De coração, cada rosa é incomparável a outra… Gratidão… é o que tenho a dizer.

Enfim, estão florescendo rosas… Sobre os espinhos em meu jardim.

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Veja como é… Vendo como são…

Photo of James P Kelleher Rose Garden - Boston, MA, United States

Há um jardim de rosas em ti… Abra-te… Vai adentro e avante… 

 

* Minha gratidão a autora do poema “O caminho de rosas” (Blog Canto do Encanto) do qual parafraseei.

* Fotos: James P Kelleher Rose Garden, Boston – EUA.

Rosa Mel Abelhas

DAT ROSA MEL APIBUS…

Rosa dá o Mel às Abelhas…

“As abelhas somos todos nós que, tal como os alquimistas que Robert Fludd evocava, procuramos o centro, mais do que a superfície das coisas.” SUMMUM BONUM, 1629

No ROSARIUM PHILOSOPHORUM, antologia de textos alquímicos editados em 1550, encontramos citações de Platão, de Arnaldo de Villanova, de Senior, o Ibn Umail que já referi como autor do Corpus Arabicum, entre muitos outros que se dedicaram aos mistérios desta Arte ou desta Ciência conforme os pontos de vista.

O autor deste Rosário, que também podia ser um Roseiral, não esconde que lhe agrada a aproximação aos mistérios da Igreja para definir os mistérios da Pedra Filosofal.

O Tratado encerra com uma gravura em que “a vitória da Pedra é representada como a ressurreição de Cristo”. A intenção não contém heresia, pelo menos propositada, pelo contrário, procura o clérigo, ou o monge que foi autor ou copista testemunhar da sua fidelidade e devoção sem mácula a uma causa de absoluta entrega espiritual.

A procura do Centro, para um religioso é a procura de Deus. Não é Deus o Centro e a Circunferência, o Um e o Todo do universo na sua múltipla manifestação?

O místico é o que sente, quando se entrega a Deus na noite escura da alma (como S.João da Cruz). O alquimista é o que sente quando se entrega no seu laboratório à nigredo que não só contempla na “matéria confusa” como vive na ansiedade da sua própria alma, tendo a noção de que é mesmo da sua alma que se trata e não de qualquer outra coisa, preciosa, eventualmente, mas exterior.

Os que buscaram o ouro morreram sofrendo, sem ele. Os que buscaram a pura luz da consciência atingiram a perfeição, ou ficaram a caminho dela.

Herberto Helder em ÚLTIMA CIÊNCIA (1988) anuncia a sua arte da roseira, a travessia que o afunda no real da palavra como o adepto se afunda no real da “imaginação verdadeira”.

“Pratiquei a minha arte de roseira: a fria
inclinação das rosas contra os dedos
iluminava em baixo
as palavras.
Abri-as até dentro onde era negro o coração
nas cápsulas. Das rosas fundas, da fundura nas palavras.
Transfigurei-as.
….
– Uma frase, uma ferida, uma vida selada.”

No Jardim de Reguengos (dedicado à Maria):

“Já pesam as romãs semi-abertas
nas romãzeiras molhadas

Caíram as chuvas da tarde
aguardam-se os beijos fatais
que só os Anjos concedem

Bagos vermelhos
em bocas apetecidas

Jardins de Inverno
onde se perdem as vozes
onde se abrem feridas

Onde secretamente
mais árvores são plantadas”

por Yvette Centeno

 

* Fonte: Simbologia e Alquimia

A condição é ser incondicional.

Passado e futuro encontram-se aqui-agora… no renascente casulo presente.

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A borboleta leva consigo o jardim… eleva em si o perfume das flores.

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Pousa… Repousa a borboleta… Sobre a espiralada rosa da vida.

Os sinais estão no ar…

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viajando para o sereno interior…

gavião pousa no alto… do amanhecer…

borboletas celebram… no colorido jardim da consciência…

sobre a ponte do caminho… um sincero coração aberto…

encontrando o besouro buscador… rumo a morada do silêncio…

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Até Lá é Aqui-Agora.

Juntar as mãos, dar as mãos e mãos à obra-prima…

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“Até a vida anoitecer…”

Amanhecendo em paz.

 

O coração do caminho no caminho do coração…

 

* Diálogo poético com a querida blogueira Alda do VidaIntensaVida

Cruzar e Florescer: Perfumado Mel.

“A rosa dá o mel às abelhas.”

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eros.

rose:

o ser

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“O símbolo da Rosa Mística é que se um homem cuida da semente com a qual ele nasce, dá-lhe o solo certo, dá-lhe a atmosfera certa e as vibrações certas, move-se num caminho certo, onde a semente pode começar a crescer, e o final do crescimento simbolizado como a Rosa Mística: Quando seu ser floresce e abre todas as suas pétalas e libera sua bela fragrância.” Osho

Perfume da Quintessência

jardim ensolarado

há em mim um solo arado…

a vida brotando

o silêncio soprando

pétalas vibrando

perfume inspirando

cultivando amores de jasmim…

transparecendo a energia da fonte…

lembrando que a quintessência está em si…

é em ti o lar… neste singular instante…