Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

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“A Evolução Consciente”

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O ser humano introduziu no planeta uma nova qualidade evolutiva, que é a evolução intencional, consciente, voluntária. A pessoa evolui se quiser, se desejar, à medida que enveredar no caminho da individuação.

Há que sair dos trilhos populares e viciados da *normose, para tomar as incertas e criativas trilhas evolutivas, nas quais enfrentará seus medos, atravessará muitos portais, e, em algum momento justo, florescerá com vigor, ternura e poesia.

É uma grande aventura tornar-se humano, sujeito da própria existência, ser dotado de um semblante único e assumir a direção dos próprios passos, realizando, assim, a promessa inerente ao seu mistério.

Fazer render os talentos vocacionais é o que caracteriza um existir pleno.

Para isso, convocamos a nós mesmos a existir, a trazer uma novidade, um canto novo, uma dança nova… Não nascemos para morrer, nascemos para ser.

 

Normose é um conceito de filosofia e medicina holística para se referir a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras “comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte”. Dessa forma os indivíduos que estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das “normoses”. Wikpédia

Trecho do livro: “Normose – A patologia da normalidade”

Fonte: Blissnow.com.br

“Um deserto em movimento”

Entrevista com Jean-Yves Leloup

Jean-Yves Leloup é um dos pensadores importantes do mundo contemporâneo. Nascido em 1950, na França, ele é um cidadão do mundo. Filósofo, terapeuta transpessoal, teólogo, ele é padre da igreja ortodoxa na França, e traduziu e interpretou textos bíblicos. Seu pensamento é poético, universalista, multidimensional. Conferencista reconhecido internacionalmente, ele vem regularmente ao Brasil proferir seminários organizados pela Universidade da Paz.

Para Marie de Solemne, uma estudiosa da sua obra, “a considerável força da palavra de Jean-Yves Leloup é que ela é sistematicamente informada, ao mesmo tempo, por uma reflexão filosófica, psicanalítica e espiritual”. Os livros de Jean-Yves estão publicados em vários idiomas e fazem sucesso no Brasil. Entre os seus últimos lançamentos estão “Amar … Apesar de Tudo” e “A Arte da Atenção”, ambos da Editora Verus. A entrevista a seguir foi concedida na sede da Unipaz, em Brasília.

Pergunta – Você é sacerdote da igreja ortodoxa…

Jean-Yves Leloup – A ortodoxia é a tradição das origens do cristianismo. Inicialmente, o cristianismo era uma comunhão de igrejas. Havia a igreja de Jerusalém, a de Antióquia, a de Éfeso, a de Roma. Foi só no século 12 que a igreja de Roma se separou. As diferentes igrejas ortodoxas preservaram a tradição de comunhão e permaneceram unidas apesar das diferenças.

Pergunta – Você acredita em Astrologia?

Jean-Yves Leloup – O homem é uma parte do universo e depende dos astros. Isso faz parte da sua unidade com o cosmo. Gosto das palavras de Santo Tomás de Aquino, que diz que os homens dependem dos astros, mas são maiores do que eles. Não somos completamente determinados pelos astros. O homem é uma mistura de natureza e de aventura. Creio na Astrologia, mas não no determinismo.

Pergunta – Quando você diz que aceita postulados da Astrologia, essa é uma opinião pessoal ou é um consenso em sua igreja?

Jean-Yves Leloup – Na igreja ortodoxa há diferentes teólogos, com pontos de vista diversos. A linha de pensamento em que estou engajado respeita a Astrologia. A consciência da relação do homem com o universo, a consciência da sua liberdade e a consciência daquilo que o ser humano faz em relação ao universo – essas são questões muito tradicionais.

Pergunta – No seu livro A Arte da Atenção, você define o oceano como “um deserto em movimento”. O deserto parece ser um dos seus temas constantes. Se para você o deserto é uma metáfora, ele simboliza o quê?

Jean-Yves Leloup – Simboliza o silêncio – o silêncio de onde vem a palavra e para onde a palavra volta. O deserto é também uma metáfora da vacuidade – a vacuidade de onde vem o mundo e para onde esse mundo volta. Quando estamos no deserto, nesse espaço de silêncio, nós nos aproximamos dessa vacuidade essencial e não somos distraídos pelas formas. Entramos em contato com o que não tem forma — a origem de todas as formas.

Pergunta – Você acredita em reencarnação?

Jean-Yves Leloup – A reencarnação é uma explicação possível. Ela é importante para dar-nos um sentido de responsabilidade e para colocar-nos em contato com as conseqüências dos nossos atos. A ideia de reencarnação está ligada à ideia de justiça e à lei do Carma. O Evangelho diz que o que você planta, você colhe. Nesse sentido, a ideia da reencarnação pode ser útil. Mas os grandes sábios da Índia dizem que a reencarnação é uma crença popular e uma forma de interpretar o que está além do espaço e do tempo. Crer na reencarnação é acreditar na continuidade do espaço-tempo. Por isso, há uma diferença entre reencarnação e ressurreição. O objetivo humano é sair do ciclo da reencarnação e atingir um estado de ressurreição que está além da necessidade de reencarnar e constitui uma libertação. Quando perguntaram ao indiano Ramana Maharshi para onde ele iria depois da sua morte, ele respondeu: “irei para onde sempre estive”. Ele não fala de reencarnação, nem do encadeamento de causas e efeitos. Ele destaca que há dentro de nós algo que está livre da roda de causas e efeitos, livre do samsara. É esse estado de despertar que devemos descobrir.

Pergunta – O que é Deus? É uma entidade antropomórfica que toma decisões como se fosse um ser humano, com seu hemisfério cerebral esquerdo, que gosta ou não gosta, que se apega ou rejeita algo? Ou Deus é apenas uma Lei Universal?

Jean-Yves Leloup – Cada um tem sua religião conforme o seu nível de consciência. Nossa imagem de Deus é feita de acordo com o que a nossa consciência pode conter. É por isso que existem imagens de Deus muito infantis – Deus como uma grande mãe ou um grande pai, como uma fonte de segurança. Meister Eckhart escreveu que, para alguns, Deus é como uma vaca leiteira, algo que tem que suprir as nossas necessidades. Para outros, Deus é aquilo que coloca em ordem a sociedade humana e o universo, é a lei natural. Para outros, ainda, Deus é apenas uma palavra, e tudo o que podemos pensar de Deus não é Deus, mas apenas a nossa representação dele. Assim, também, o que conhecemos da matéria não é a matéria, mas apenas o que os nossos instrumentos de compreensão nos permitem perceber. Por isso, quando usamos a palavra Deus, é bom saber do que estamos falando. Ao longo da nossa vida pessoal, nossa imagem de Deus pode mudar. Aquilo que a gente aprendeu no catecismo, em outro momento ganha outro significado. O que aprendemos sobre Química no primeiro grau não é o que aprendemos na universidade. Às vezes, no entanto, ficamos fixados nas imagens da escola de primeiro grau. O mais importante, claro, é a nossa experiência. O que quero dizer quando falo de Deus? Que experiências estão por trás dessa palavra? Para mim, essa é uma experiência de serenidade, de silêncio, de amor, e de luz.

Pergunta – Em seus livros, você aborda “a memória do corpo”.

Jean-Yves Leloup – O corpo é a nossa memória mais arcaica. Tudo aquilo que uma criança viveu fica guardado na forma de impressões em seu corpo. Quando tocamos um corpo, tocamos toda essa memória. Assim, você não pode tocar determinadas pessoas em determinadas áreas, porque ali há registros de memórias antigas. Karl Graf Dürkheim dizia que quando fazemos massagem em alguém, não estamos tocando um corpo, estamos tocando uma pessoa. O corpo é animado, pleno de memórias.

Reflexões de Jean-Yves Leloup

“A árvore cai com grande ruído, mas não se escuta a floresta que cresce.” provérbio do Zaire

“Se os seres humanos se escutam, eles se compreendem. Por isso no primeiro testamento o exercício que é proposto no Tora é Shema Israel, escuta Israel. O primeiro mandamento não é amar, é escutar, escutar o outro com os ouvidos, com o corpo, com o coração, com a inteligência.”

“O ser humano cresce morrendo para uma imagem dele mesmo.”

“O sinal de um verdadeiro amor é que posso me mostrar todo inteiro a alguém, com meu perfil bom e mau, com a parte de mim mesmo da qual me orgulho e aquela que quero esconder, mas tenho medo de não ser aceito inteiramente; é por isso que eu sou um pedaço escolhido por outro.”

“Há lugares de nós mesmos que não podemos reconhecer enquanto o olhar do outro, com benevolência e sem julgamento não reconhece.”

“Talvez a poesia e símbolo sejam uma linguagem possível. Eles falam, mas guardam no coração das palavras um grande oásis de silêncio.

Não é essa a linguagem de Jesus? Ele falava em parábolas para que compreendessem aqueles que não compreendem e para que não compreendessem aqueles que creem compreender.”

“ A palavra é o encontro de uma boca e de um ouvido. O ouvido que escuta pode ser mais sutil que a boca que fala, ele pode escutar coisas mais inteligentes do que aquelas que são ditas.

Deus pode mesmo abrir a escuta de alguém a palavras que não foram pronunciadas! Eis aí um dos mistérios da pregação e que deve conservar o pregador humilde.

O Espírito Santo está tanto – e algumas vezes até mais – no ouvido daquele que escuta do que na boca daquele que fala”.

“Tudo o que não fazemos por amor é tempo perdido. Tudo o que fazemos por amor, é a Eternidade reencontrada. A única coisa que não nos podem tirar, a única coisa que a morte não pode nos tirar, é aquilo que doamos. O que tivermos dado, nada, nem ninguém pode nos tirar. É esta doação, o que fica de nós mesmos.”

Fonte: Blissnow.com.br

“O silêncio também faz parte da música.”

Trecho da entrevista de Jean-Yves Leloup ao Comunidade VIP, em dezembro 2016.

“Amar o outro é renunciar a possuí-lo.”

 

Como descobriu a espiritualidade?

Nasci numa família de ateus. Tive formação muito racionalista. Saí da casa de meus pais para conhecer o mundo. Com apenas 19 anos, fiquei muito doente em Istambul (Turquia), em decorrência de uma comida estragada. E ali, naquela cidade, vivi uma experiência impressionante. Fui declarado clinicamente morto e até quiseram me enterrar. Quando voltei ao meu corpo, comecei a me interrogar: “O que não morre, quando todo o resto morre?”. Há o momento em que o pássaro sai da gaiola, e também há o momento em que o voo sai do pássaro. Nesse momento em que o voo sai do pássaro, tem um instante de luz e de presença que permanece. Em Istambul, encontrei o patriarca Atenágoras, da Igreja Ortodoxa, que me levou até um ícone do Cristo. Ao lado desse ícone estava uma inscrição em grego, que dizia “Eu Sou”. Naquele momento, o “Eu Sou” não eram meras palavras, mas o que eu tinha acabado de viver, durante a morte clínica. E foi a partir desse momento que me interessei pelo Cristianismo.

Nas chamadas “experiências de quase morte”, há relatos de pessoas que vêem um túnel de luz ou imagens referentes a sua crença. O que o senhor viu, naquela hora?

Vi apenas a vastidão, pois meu inconsciente não guardava nenhuma imagem religiosa. Foi até normal não ter visto nada. Senti apenas o espaço que contém todas as coisas. É como se estivesse vendo o dia, ao invés das coisas que aparecem no dia. E o dia permanece. Em latim, a palavra “dia” quer dizer dies, que, por sua vez, significa Deus. Essas palavras têm a mesma raiz, no latim. Então, ver o dia é ver Deus.

Ultimamente, surgiu uma onda de livros em defesa do ateísmo, vindos de autores como o biólogo inglês Richard Dawkins e o jornalista inglês Christopher Hitchens. O que acha desse movimento?

Depende de qual imagem de Deus estamos rejeitando. Em nível psicológico, muitos ateus estão rejeitando aquilo que eles viveram no passado. Mas o Deus que eles estão rejeitando muitas vezes não tem nada a ver com o Deus verdadeiro. É, simplesmente, uma certa imagem ou representação divina que eles estão rejeitando. A questão é o que fazer com a religião, Deus e a razão. Com a mesma flor a abelha pode fazer o seu mel e a vespa pode fazer o seu veneno. E a culpa não é da flor.

As religiões cristãs em geral são caracterizadas como dogmáticas. Como funciona essa questão para você?

Na origem, o dogma era um paradoxo. Era algo feito para despertar a consciência para além do funcionamento binário do cérebro. Por exemplo, o dogma que diz que Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus tem o sentido de ultrapassar, ir além da consciência ordinária. O dogma então é um pouco como o Koan, do japonês. Ou seja, um paradoxo que nos ajuda a ir além da razão, mas sem perder a razão. Mas hoje em dia o dogma é confundido com dogmatismo, que significa obrigar alguém a acreditar em algo. Isso é destrutivo. O dogma, na realidade, foi criado para que saíssemos do dogmatismo. É um convite para que verifiquemos se isto é verdade.

“Tudo o que fazemos sem amor é tempo perdido; tudo o que fazemos com amor é a eternidade reencontrada.”

“É um longo caminho aprender a doçura.”

Trecho da entrevista de Jean-Yves Leloup ao Jornal A Tarde. Em 25/09/2018.

Antes Deus era uma ideia, depois passou a ser uma imagem, agora é um silêncio.

Presidente da universidade Holística Internacional de Paris, Leloup é autor de mais de 50 livros - Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A TARDE

O senhor é vinculado à Igreja Ortodoxa. Acredita que para desenvolver a espiritualidade é preciso estar conectado a uma religião, qualquer que seja ela, ou pelo menos à ideia de Deus, de uma força maior na qual se possa confiar?

Cada religião é como um poço. Podemos ficar na superfície e fazer uma publicidade para dizer que a nossa água é a melhor, mas o importante é ter sede. E beber na fonte. Não importa qual seja o poço que você vá beber. Existe um momento onde a forma é importante, mas são formas exteriores. Mas no fundo do fundo tem a fonte. E nesse caso, quando nós estamos no fundo, nós estamos além da forma, e fora inclusive do próprio poço, para além da religião. Mas cada um deve procurar o seu poço para ir na direção da fonte.

Mas o senhor acredita que esse poço precise ser religioso, necessariamente? Um ateu pode desenvolver sua espiritualidade? De que modo?

Sim, o importante é cavar (risos). No Evangelho de João, ele diz que a luz habita todos os homens vindos ao mundo. E todos os homens que procuram a luz, que procuram a fonte da vida, podem encontrá-la. O importante não é a forma do poço, mas a sede daquele que cava, que se aproxima da fonte.

Para o senhor, a meditação é uma forma de reconectar-se com o divino. E muitas pessoas reclamam que é difícil meditar, apesar da popularização desta prática nos últimos anos. Estão lá sentadas brigando com seus pensamentos… Entre tantas técnicas, qual é a que o senhor prefere?

Meditar é estar consciente, estar atento, estar presente, quer estejamos em pé, sentados ou deitados. O que pode nos colocar na direção do interior é a atenção à respiração. Com a respiração, nós podemos nos aproximar do mistério da vida. Nossa vida se mantém através deste sopro. Este sopro é o fio que nos interliga à fonte. O sopro é uma maneira muito simples de estar atento, de estar presente. Eu gosto também muito de meditar estando na natureza, meditar como uma montanha, com todo meu peso, meditar como uma árvore, interligada ao céu e à terra. Meditar como um oceano… A meditação não é nem laica nem religiosa. Ela é natural. E é necessário reencontrar a oração primeira, a meditação original, a meditação de todos os elementos. É necessário aprender a orar como o pássaro que canta. Respirar com consciência. É importante não tentar controlar os pensamentos, mas abandonar-se.

“É um longo caminho aprender a doçura. É necessário ser muito forte para ser doce. É necessário muita energia e muito autocontrole. (…) É um longo caminho tornar-se livre.”

“Todos os caminhos são bons. A condição é que a gente não pare no meio do caminho.”

Citações de Jean-Yves Leloup

“O silêncio é a linguagem do sagrado. Todas as outras linguagens são ecos.”

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“No coração da sombra existe a luz. E no coração da luz existe a sombra. A experiência do ser é a experiência do círculo que mantém os dois juntos.”

“Cada pessoa tem seu próprio deserto a atravessar. E a cada vez será necessário desmascarar as miragens e também contemplar os milagres: o instante, a aliança, a douta ignorância e a fecunda vacuidade.”

“Entrar em um caminho de transformação não é estar à procura do fantástico ou do extraordinário, mas é aprender a fazer de maneira grande as coisas pequenas.”

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“Vejo a humanidade em uma situação de apocalipse, entendendo a palavra apocalipse como revelação. Há algo desmoronando, e há também algo que está nascendo. Nós escutamos o barulho do carvalho que cai, mas não escutamos o barulho da floresta que brota. Ouvimos o ruído das torres desmoronando, mas não escutamos a consciência que desperta. No mundo de hoje há muitas coisas que desmoronam, e em geral falamos das coisas que fazem ruído, mas não falamos da sementes de consciência e de luz que estão germinando.”

 

por Jean-Yves Leloup

Luz, Sombra e Ave

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Compreender a sabedoria de judas… O desafio de não trair-se e se perdoar… Integrar aquilo que é sombrio em nós…

Compreender a sabedoria de Maria Madalena… Despertar e unir o sagrado feminino, a essência criativa em nós…

Compreender a sabedoria de Jesus… Vivenciar a jornada, a metamorfose da alma, realizar a síntese conforme o mestre interior…

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Maria Madalena, Judas e Jesus… Uma “Arquetípica Trindade”… A ser despertada, conhecida e compreendida em si…

Pai, Filho e Espírito Santo

 

* Ebook: JEAN-YVES LELOUP – Caminhos da Realização: Dos Medos do Eu ao Mergulho no Ser é centrado no tema do Complexo de Jonas, desvelando um caminho em direção ao despertar transpessoal, a partir de um amplo mapa dos medos do Eu, de nosso psiquismo pessoal. E mostra também que os habitantes das Sagradas Escrituras, além da dimensão histórica, são também modelos de nossos estados de consciência e de estágios evolutivos de nossa existência.

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Luz Invisível

“A nossa vida só depende de um sopro…” Jean-Yves Leloup

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O ser

Que nos faz

Ser.

É aquele

Que é.

E aquele

Que somos.

​”Vá em direção a você mesmo.”

 

Na escuta de céu coração

Na confiança do ser que é em ti.

E neste estado de abertura

O todo é tudo o que há

E estará com ele

Será uno com ele

Será aquele que é.

E assim é.

 

Talvez não seja preciso mudar o mundo, mas seja preciso mudar o olhar. Aquele que muda de olhar, muda de mundo.” Jean-Yves Leloup

“Vá em direção a você mesmo. Eu estou com você no caminho.”

 

 

* Publicado originalmente em 21/11/2016.

“A Crise da Crisálida”

“Ninguém transforma ninguém e ninguém se transforma sozinho, nós nos transformamos no encontro.” Roberto Crema

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Vivemos um tempo absurdo, onde perdemos a escuta. Alguém perguntou a um índio de 101 anos, um Xamã, um Pajé americano: – O que você faz? Ele disse:

– Eu ensino meu povo.

– O que você ensina?

– Quatro coisas, ele respondeu: Primeiro, a escutar;

– Segundo: que tudo está ligado com tudo;

– Terceiro: que tudo está em transformação;

– Quarto: que a terra não é nossa, nós é quem somos da terra.

“Não é esmagando a lagarta que faremos nascer a borboleta.” Jean Yves Leloup

“Você muda de roupa em dois minutos; leva-se uma existência inteira mudar o coração.”

Até onde eu posso enxergar, existem 3 tipos de seres humanos:

– Aqueles que nascem e morrem piores do que nasceram – são os degenerados;

– Aqueles que nascem e morrem como nasceram – são os que mantiveram a saúde;

– Aqueles que nascem e se tornam quem eles são, assim como uma flor se torna uma flor, uma mangueira se torna uma mangueira – são os que aceitaram o desafio da evolução.

“Num certo sentido, apenas os santos são a humanidade.” Abraham Maslow

“Santidade não é um privilégio de poucos, é uma necessidade de cada um de nós.” Teresa de Calcutá

O que acontece se você fugir do caminho, o que acontece ao se desviar do caminho? O caminho volta-se contra você… e não chega a ser uma maldição… é a reação à sua negação… pois negar o caminho é rejeitar-se e abandonar-se… é fechar-se para a realidade primordial, para a sua natureza essencial… pois para onde o caminho o leva, senão, para o encontro consigo mesmo… Quando se reconhecer este ser vivente… Participante da criação e transformação… Reconhecerá também toda esta natureza que é… Simplesmente uma só natureza em si…

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Um poema de um poeta espanhol, Juan Ramon Jimenez, concebido quando ele vivia um tempo muito depressivo, quando percebia que a sua alma estava sendo subtraída. Então ele retirou-se por algum tempo numa montanha, nos Pirineus. Ao descer da montanha ele nos brindou com a inspiração sagrada desta poesia:

“Eu não sou eu.

Sou este que caminha ao meu lado sem eu vê-lo;

que por vezes, vou visitar, e que, às vezes, esqueço.

O que cala, sereno, quando falo, o que perdoa, doce, quando odeio,

o que passeia por onde estou ausente,

o que estará de pé quando eu estiver morrendo.”

Hoje não tem sol! “É verdade? Haverá um dia em que não há sol? A verdade é que hoje tem nuvens!”

 

Fonte:  RobertoCrema.com.br – Citações do texto: Liderança no Século XXI – Impactos da passagem do milênio.