Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

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Onde estás?

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Quando medito, há vida.

Quando não medito, há vida.

Quando existo, há vida.

Quando não existo, há vida.

Onde a vida está?

“Verso Zen”

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Antes de entendermos o Zen, as montanhas são montanhas e os rios são rios;

Ao nos esforçarmos para entender o Zen, as montanhas deixam de ser montanhas e os rios deixam de ser rios;

Quando finalmente entendemos o Zen, as montanhas voltam a ser montanhas e os rios voltam a ser rios.

“Os rios que eu encontro,
Vão seguindo comigo…
As montanhas que eu subo,
Quando meus pés trilham descalços,
Sempre me deixam por um fio em seus percalços…

Mas os homens não percebem essa Linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma…” MonicaVox [maio/2017]

Viva a linguagem nenhuma… que é toda comunicação…

Perca o que nunca foi teu.

“Encontrar-se é perder-se.”

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Acho, acho e… perco-me.

Deixo ir e… deixo vir a ser.

“Quem quer saber?”

Vida bem-vinda. Caminho bem-vindo.

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“A única coisa permanente na sua vida tem sido a sua experiência de ser testemunha de todas essas mudanças.” O Baralho Zen

 

* Foto: Minha filha e eu… beijando a vida que somos…

“A compaixão dá coragem.”

Dando a palavra se promete… Dando o exemplo se compromete…

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e close-up

O tempo não passa, nós que passamos…

Em tempo, atravessamos ao atemporal…

 

Vendo… Olho por olho. Sorrindo… Dente por dente. 

“Sorrir. Respirar. Ir devagar.”

“Olhe e veja com seus próprios olhos. Se hesitar, errará definitivamente o alvo.”

“Quando estiver caminhando, caminhe. Quando estiver sentado, esteja sentado. Mas não vacile!”

“Nós temos mais possibilidades disponíveis a cada momento do que imaginamos.” Thich Nhat Hanh

“A onda e o mar são um só.”

 

* O Baralho Zen – Timothy Freke

“Quem está perguntando?”

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Nem fixa

Nem permanente

Fluida-mente

 

Não é e nem não é.

Conto Zen: Apenas uma Estátua

Certa vez Tan-hsia, monge da dinastia Tang, fez uma parada em Yerinji, na Capital, cansado e com muito frio. Como era impossível conseguir abrigo e fogo, e como era evidente que não sobreviveria à noite, retirou em um antigo templo uma das imagens de madeira entronizadas de Buda, rachou-a e preparou com ela uma fogueira, assim aquecendo-se.

O monge guardião de um templo mais novo próximo, ao chegar ao local de manhã e ver o que tinha acontecido, ficou estarrecido e exclamou: “Como ousais queimar a sagrada imagem de Buda?!?”

Tan-hsia olhou-o e depois começou a mexer nas cinzas, como se procurasse por algo, dizendo: “Estou recolhendo as Sariras (*) de Buda…” “Mas,” disse o guardião confuso “este é um pedaço de madeira! Como podes encontrar Sariras em um objeto de madeira?”

“Nesse caso,” retorquiu o outro “sendo apenas uma estátua de madeira, posso queimar as duas outras imagens restantes?”

(*) Sariras – tais objetos são depósitos minerais – como pequenas pedras – que sobram de alguns corpos cremados, e que segundo a tradição foram encontrados após a cremação do corpo de Gautama Buda, sendo considerados objetos sagrados.

Koan: Em que parte de um objeto fica o reverenciado Sagrado?

Conto Zen: “O que é o Zen?”

Roshi Kapleau (um mestre Zen moderno) concordou em falar a um grupo de psicanalistas sobre Zen. Após ser apresentado ao grupo pelo diretor do instituto analítico, o Roshi quietamente sentou-se sobre uma almofada colocada sobre o chão. Um estudante entrou, prostrou-se diante do mestre, e então sentou-se em outra almofada próxima, olhando seu professor.

“O que é Zen?” o estudante perguntou. O Roshi pegou uma banana, descascou-a, e começou a comê-la.

“Isso é tudo? O senhor não pode me dizer nada mais?” o estudante disse.

“Aproxime-se, por favor.” O mestre replicou. O estudante moveu-se mais para perto e Roshi balançou o que restava da banana em frente ao rosto do outro. O estudante fez uma reverência e partiu.

Um segundo estudante levantou-se e dirigiu-se à audiência:

“Vocês todos entenderam?” Quando não houve resposta, o estudante adicionou:

“Vocês acabaram de testemunhar uma completa demonstração do Zen. Alguma questão?”

Após um longo silêncio constrangido, alguém falou.

“Roshi, eu não estou satisfeito com sua demonstração. O senhor nos mostrou algo que eu não tenho certeza de ter compreendido. Deve existir uma maneira de nos dizer o que é o Zen!”

“Se você insiste em usar mais palavras,” o Roshi replicou, “então Zen é ‘um elefante copulando com uma pulga…’”.

 

Fonte: OlharBudista.com

“Porta sem porta”

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“Um dos Koans mais famosos foram compilados por Mumon Ekai (1183 – 1260), da Escola Rinzai, sob o título de Wu-men kuan (Mumonkan) – a Porta sem porta (Mu, a barreira do Supremo Conhecimento). Eles são as portas para a verdade e para a libertação. Mas, não são portas já abertas, mas portas a abrir. Daí, que no próprio Mumonkan se possa ler:

O Grande Caminho não tem porta,
Milhares de estradas lá vão dar.
Aquele que atravessa esta Porta sem porta
Caminha livremente entre o céu e a Terra.

Aquele que tiver se libertado dos pensamentos ilusórios e realizado a unidade entre o interior e o exterior será como um mudo que teve um sonho, mas que não o pode comunicar aos outros. O céu ficará aturdido e a Terra tremerá.”

 

Fonte: PaxProfundis.Org