Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: meditar

Oração, meditação, simples de Coração.

Deserto… O espaço-templo silencioso de ti… Em mim…

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“Ainda seguindo essa reflexão sobre a Presença silenciosa ou o silêncio habitado podemos novamente mencionar Panikkar, que escreve: quando estamos verdadeiramente sós, encontramos a Deus, (interior intimo meu, como ensina Santo Agostinho), como o mais íntimo de mim, o que me é mais interior, o que mais realmente sou que é então, precisamente, o que me abre aos demais.

Bem sabemos que a oração não requer grandes reflexões nem profundos pensamentos, mas apenas a simplicidade do coração.

Assim também a meditação não discorre com a mente, não é pensar ou considerar com Deus a respeito dos mistérios, mas é antes de tudo olhar o Outro, sair de si e imergir no Outro. É perceber-se diante do Cristo e conversar, face a face, desnudado de qualquer atitude que possa afastar-nos de Seu rosto.

Devemos, assim, procurar escutar quem está no início e no fim de nossa expiração e inspiração. Conseguiremos compreender, nesses segundos, que podemos vivenciar, na fugacidade de um instante, algo muito profundo no início e fim desse fluxo e refluxo, que é um oceano habitado e silencioso.

Meditar assim é, pois, conhecer o Eterno na fugacidade do instante, ou, como disse o autor, meditar é saber orar com o coração, ou também, no dizer do monge Serafim não a fastar-se do silêncio que aproxima a pessoa da fonte.”

Em silêncio, em sintonia, em síntese… Simplesmente em si…

 

Fonte: A meditação hesicasta a partir do relato de Jean-Yves Leolup – Pag. 17.

Agora em Ordem

Pela imagem da Rosa Cruz, Jesus é tirado da Cruz e nela brota a força viva e invencível do Cristo, a Rosa.” Fernando Pessoa

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A CRUZ, A ROSA E A ROSA CRUZ

Por que choras de que existe
A terra e o que a terra tem?
Tudo nosso – mal ou bem –
É fictício e só persiste
Porque a alma aqui é ninguém.

Não chores! Tudo é o nada
Onde os astros luzes são.
Tudo é lei e confusão.
Toma este mundo por estrada
E vai como os santos vão.

Levantado de onde lavra
O inferno em que somos réus
Sob o silêncio dos céus,
Encontrarás a Palavra,
O Nome interno de Deus.

E, além da dupla unidade
Do que em dois sexos mistura
A ventura e a desventura,
O sonho e a realidade,
Serás quem já não procura.

Porque, limpo do Universo,
Em Christo nosso Senhor,
Por sua verdade e amor,
Reunirás o disperso
E a Cruz abrirá em Flor.

* Poema datado de 6 de fevereiro de 1934, de Fernando Pessoa

“É um longo caminho aprender a doçura.”

Trecho da entrevista de Jean-Yves Leloup ao Jornal A Tarde. Em 25/09/2018.

Antes Deus era uma ideia, depois passou a ser uma imagem, agora é um silêncio.

Presidente da universidade Holística Internacional de Paris, Leloup é autor de mais de 50 livros - Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A TARDE

O senhor é vinculado à Igreja Ortodoxa. Acredita que para desenvolver a espiritualidade é preciso estar conectado a uma religião, qualquer que seja ela, ou pelo menos à ideia de Deus, de uma força maior na qual se possa confiar?

Cada religião é como um poço. Podemos ficar na superfície e fazer uma publicidade para dizer que a nossa água é a melhor, mas o importante é ter sede. E beber na fonte. Não importa qual seja o poço que você vá beber. Existe um momento onde a forma é importante, mas são formas exteriores. Mas no fundo do fundo tem a fonte. E nesse caso, quando nós estamos no fundo, nós estamos além da forma, e fora inclusive do próprio poço, para além da religião. Mas cada um deve procurar o seu poço para ir na direção da fonte.

Mas o senhor acredita que esse poço precise ser religioso, necessariamente? Um ateu pode desenvolver sua espiritualidade? De que modo?

Sim, o importante é cavar (risos). No Evangelho de João, ele diz que a luz habita todos os homens vindos ao mundo. E todos os homens que procuram a luz, que procuram a fonte da vida, podem encontrá-la. O importante não é a forma do poço, mas a sede daquele que cava, que se aproxima da fonte.

Para o senhor, a meditação é uma forma de reconectar-se com o divino. E muitas pessoas reclamam que é difícil meditar, apesar da popularização desta prática nos últimos anos. Estão lá sentadas brigando com seus pensamentos… Entre tantas técnicas, qual é a que o senhor prefere?

Meditar é estar consciente, estar atento, estar presente, quer estejamos em pé, sentados ou deitados. O que pode nos colocar na direção do interior é a atenção à respiração. Com a respiração, nós podemos nos aproximar do mistério da vida. Nossa vida se mantém através deste sopro. Este sopro é o fio que nos interliga à fonte. O sopro é uma maneira muito simples de estar atento, de estar presente. Eu gosto também muito de meditar estando na natureza, meditar como uma montanha, com todo meu peso, meditar como uma árvore, interligada ao céu e à terra. Meditar como um oceano… A meditação não é nem laica nem religiosa. Ela é natural. E é necessário reencontrar a oração primeira, a meditação original, a meditação de todos os elementos. É necessário aprender a orar como o pássaro que canta. Respirar com consciência. É importante não tentar controlar os pensamentos, mas abandonar-se.

“É um longo caminho aprender a doçura. É necessário ser muito forte para ser doce. É necessário muita energia e muito autocontrole. (…) É um longo caminho tornar-se livre.”

“Todos os caminhos são bons. A condição é que a gente não pare no meio do caminho.”

Presença: Impermanência

Nem propósito, nem meta, nem objetivo: Consciência da impermanência.

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Faz se te faz feliz.

Não faz se te faz feliz.

 

Tao causa. Tao efeito.

Tal responsa. Tal respeito.

A Senda: Acenda, Ascenda, Sendo Luz.

Quando em sua mente, o passado não passa… é tão somente uma presente e doída ausência…

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Quando esvaziamos a mente… não há passado nem futuro, somos simplesmente o presente… em si-agora, plena presença…

Na raiz do coração brota a vida… Na fonte do ser brota a fé… Na presença em si brota a tua paz, a tao verdade…

Atravessar as sombras, sendo luz… Acolhendo-se, se perdoando, agradecendo por ser este que é…. Aceitando a misteriosa revelação que é existir…

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Ar, silenciAr… Orar, ancOrar…

AUM : É UM

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No caminho, na jornada, na ponte, na senda, na escada… do autoconhecimento, autoconsciência, da ascensão, da espiritualidade…

Com total entrega, confiança e aceitação… se dá um passo após o outro, um degrau de cada vez, mas chega num grau que é exponencial, salto quântico… no aqui-agora é a mais profunda elevação… fluxo, flutuação… sincronicidades, conexão… simplesmente fluidez… aberto em autorrealização…

 

Krishna vivo

Lao Tzu vivo

Buda vivo

Cristo vivo

Todo vivo

Aquele que É vivo…

Medite, Sintonize em Si:

Vi-Vendo Eu Sou…

Eu Sou Vivo…

Cair em Si, Elevar-se…

borboletaa

silenciar não é somente calar-se…

silenciar é não pensar…

ser ob(ser)vador…

sendo o… silêncio…

“Apenas reagir não transforma”

Maneiras de sentar-se para praticar Zazen.

sem pensar e sem não-pensar

sentar-se calmaMente

em si, além de ti, o zen estar.

“Torne-se um com o uno sendo a respiração, a postura correta e a vida do universo em constante fluir.”

“Zazen literalmente significa Sentar Zen. Zen é uma palavra que vem do Sânscrito Dhyana ou Jhana e significa um estado meditativo profundo. Geralmente não chamamos o Zazen de meditação, pois o verbo meditar é transitivo direto, ou seja, requer um objeto. Meditar sobre a vida, meditar algo. Enquanto que o Zen é intransitivo. Não há objeto de meditação. Até o sujeito desaparece. E quando isso acontece o Caminho se manifesta em sua plenitude.” Monja Cohen

Instruções da Monja Cohen de como praticar o Zazen

Conto Zen: A Essência

Um professor budista estava sentado numa tarde à beira de um rio, desfrutando do som da água, do som do vento que passava através das folhas.

Um homem se aproximou e lhe perguntou: “Pode me dizer em uma só palavra a essência de sua religião?”

O professor permaneceu calado, em silêncio absoluto, como se não tivesse ouvido a pergunta.

O homem insistiu: “Está surdo ou o quê?”

O professor disse: “Ouvi sua pergunta e a respondi. O silêncio é a resposta. permaneci em silêncio. Essa pausa, esse intervalo, era minha resposta.”

O homem disse: “Não posso entender uma resposta tão misteriosa. Não pode ser um pouco mais claro?”

Então, o professor escreveu na areia com o dedo a palavra «Meditação» em letras pequenas.

“Isso posso lê-lo”, disse o homem. “Isto é algo melhor que o do princípio. Ao menos tenho uma palavra sobre a que refletir. Mas não pode dizê-lo um pouco mais claro?”

O professor voltou a escrever «MEDITAÇÃO», mas esta vez em letras maiores.

O homem se sentia um pouco incômodo, desconcertado, ofendido, irritado: “Outra vez escreve «meditação»? Não me pode dizer isso mais claro?”

E o professor escreveu em letras maiúsculas muito grandes «MEDITAÇÃO».

“Parece-me que está louco”, disse o homem.

“Já despendi muito”, disse o professor. “A primeira resposta era a resposta correta, a segunda não era tão correta, a terceira estava ainda mais equivocada, a quarta era já muito incorreta… porque quando escreve «MEDITAÇÃO» em letras maiúsculas, cria com isso um deus.

E o homem falou: “Por isso a palavra Deus se escreve com D maiúscula. Cada vez que quer que algo seja supremo, definitivo, escreve-o com letra maiúscula.”

Já cometi um erro, disse o professor. Apagou todas as palavras que tinha escrito e disse: “Por favor, escuta minha primeira resposta. Só com ela te hei dito a verdade.”

Presenciar o Presente

dream-spiral

silenciar (não julgar) para estar presente,

meditar (doar-se) para conectar-se a presença.