Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: mente de principiante

“Ansiamos por paz de espírito.”

Lago das Cinco Flores, Parque Nacional Jiuzhaigou, província de Sichuan

Ansiamos por paz de espírito.

Quando pensamentos indesejados nos assolam

queremos erradicá-los.

Os pensamentos, no entanto não são o problema.

É a ânsia de estar em paz

que abre as portas da agitação.

 

Difícil, na verdade, é apenas observar os pensamentos.

Nos envolvemos com cenários sedutores.

Fugimos de repetições aterradoras.

Queremos acabar com esse vício

de atração e repulsa.

Mas é este mesmo querer

que estimula mais ainda os pensamentos indesejados.

 

Sabedoria não brota do pensar

mas de ver com clareza

essa nossa ânsia

de nos livrarmos da agitação.

O pensador é uma pessoa.

Aquele que observa é outra.

Trate de conhecê-lo.”

 

* Foto: Lago das Cinco Flores, China.

* Texto extraído do Ebook: A lua aparece quando as águas se acalmam– Reflexões sobre o Dhamma – Ian McCrorie

Mente aberta: ConcentradaMente

O sentido da vida é ensinar. O sentido da existência é aprender.

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Aprender ensinando. Ensinar aprendendo.

Suponha que você é um idiota. Em seu livro Fooled by Randomness (“Enganado pela Aleatoriedade”), Nassim Taleb escreve: “Eu tento lembrar ao meu grupo a cada semana que somos todos idiotas e não sabemos nada, mas temos a sorte de conhecê-lo.” As falhas discutidas neste artigo são simplesmente um produto de ser humano. Todos nós temos que aprender informações de alguém e de algum lugar, então todos nós temos um mentor ou um sistema que guia nossos pensamentos. A chave é perceber essa influência.

Somos todos idiotas, mas se você tem o privilégio de saber disso, pode começar a abandonar seus preconceitos e abordar a vida com uma mente de principiante. Shoshin (manter-se sempre aberto ao aprendizado)”

 

* Imagem: “Sangen – Um triângulo com seu vértice voltado para cima simboliza o fogo e o linga cósmico; com sua ponta voltada para baixo, ele representa a água e o yoni cósmico. Os três lados do triângulo representam várias trindades: céu, terra e humanidade; mente, corpo e espírito; passado, presente e futuro. Um triângulo significa a dimensão do fluxo de ki. O círculo é o emblema universal do infinito, da perfeição e da eternidade. A natureza se expressa em círculos, circuitos e espirais. O círculo é zero, o vazio que preenche todas as coisas. Ele representa a dimensão líquida. O quadrado é estável, organizado e material. Ele é a base do mundo físico, composto de terra, água, fogo e ar. O quadrado simboliza a dimensão sólida.”

 

Fonte: Impressione – Impressões – Aikido

Primeiramente afinal.

Cultivar uma mente de principiante… desaprendendo conscientemente, estando aberto ao observar, aceitar o mistério, sendo compassivo na vivência, convivência, sendo abertamente receptivo com a vida.

“Na mente do principiante, não há pensamento “Eu consegui algo”. Todos os pensamentos egocêntricos limitam nossa vasta mente. Quando não pensamos em realização, não pensamos em si mesmos, somos verdadeiros principiantes. Então podemos realmente aprender alguma coisa. A mente do principiante é a mente da compaixão. Quando nossa mente é compassiva, é ilimitada.” Shunryu Suzuki

Silencio…

Um

Todo

Vazio

…Silêncio

 

Encontro… “paz interior, a qualquer hora, em qualquer lugar” …ao encontro.

Ainda sobre o caminho.

“Viva neste momento. 
O céu estrelado está ali – 
Onde mais você pode estar?”
Myochi

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Suzuki assinala que “o nirvana deve ser buscado no seio do samsara”. A transcendência para a vacuidade deve acontecer no centro da vida do mundo. Na visão de um dos grandes reformadores da tradição budista japonesa, o mestre Dogen (1200-1253), “aprender a via do Buda é aprender a si mesmo; aprender a si mesmo é esquecer-se de si mesmo; esquecer-se de si mesmo é ser despertado por todas as coisas”.

“O grande Caminho não tem portais: existem milhares de maneiras diferentes.”

“Separados por uma eternidade, e nem um só instante distantes; face a face o dia todo, e jamais vizinhos um só instante.” Daito Kokushi

“Originalmente não 
há poeira para varrer: 
a mente da pessoa 
que segura a vassoura é 
exatamente como a sujeira.”
Ditado Zen

Para onde? Paradoxal.

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“Não há medida para o que haveis feito.

Andando convosco na branda chuva de Buda

Nossos mantos se molham,

Mas nas folhas de lótus

Nenhuma gota permanece.” Richard Baker

 

Quando caminhante e caminho se fundem… A caminhada é repouso…

 

* Poema do livro: Mente Zen, Mente de Principiante – Shunryu SUZUKI 

Infinito Princípio : Fim Contínuo

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círculo

completo

vazio

repleto

totalmente

aberto

“As vespas e borboletas”

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Ao Vivo

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Se o princípio não alcançar o fim… Em princípio, não realiza o seu fim: tornar-se o meio…

Viemos do vivo, voltamos ao vivo, portando o vivo… Esteja vivo, sendo-o…

 

Caminho no deserto… estreito e aberto…

“Quietude” – Shunryu Suzuki

“Para o estudante Zen uma erva daninha é um tesouro.”

Há um poema Zen que diz: “Depois que o vento cessa, eu vejo a flor que cai. Por causa do pássaro que canta, descubro a quietude da montanha”. Antes que algo aconteça no reino da quietude, nós não sentimos a quietude; só a percebemos quando algo a perturba. Há um ditado japonês que diz: “Para a lua, há nuvem; para a flor, vento”. Quando vemos parte da lua encoberta por uma nuvem, uma árvore ou uma planta, percebemos melhor quão redonda ela é. Quando vemos a lua clara sem nada que a encubra, não percebemos sua redondez do mesmo modo que a percebemos ao vê-la através de alguma outra coisa.
Quando em zazen, você está dentro da completa quietude de sua mente: você nada sente. Está apenas sentado. Mas a quietude que provém desse sentar irá encorajá-lo na vida cotidiana.
Assim, você achará de fato o valor do Zen no dia-a-dia, mais do que quando se senta. Porém, isto não significa que você deva negligenciar o zazen. Muito embora nada sinta quando sentado, se não tiver essa experiência do zazen, você nada encontrará em sua vida diária exceto plantas, árvores ou nuvens: você não verá a lua. Eis por que está sempre reclamando de algo. Mas, para o estudante Zen, uma erva daninha – que para a maioria das pessoas nada vale – é um tesouro. Com tal atitude, o que quer que você faça, sua vida se torna uma arte.
Quando você pratica zazen não deve procurar atingir nada.
Sente-se na completa quietude da sua mente e não busque apoio em coisa alguma. Mantenha o corpo reto sem inclinar-se ou apoiar-se em nada. Manter o corpo reto significa não contar com nada. Dessa maneira, você obterá completa quietude, física e mental. Contar com alguma coisa ou tentar fazer algo no zazen é dualismo; não é quietude total.
Na vida diária, geralmente estamos tentando fazer algo, tentando transformar uma coisa em outra ou atingir algo.
Essa tentativa é, em si mesma, expressão da nossa verdadeira natureza. O sentido reside no próprio esforço. Temos de descobrir o sentido do nosso esforço antes mesmo de atingir algo. Por essa razão, Dogen disse: “Devemos alcançar a iluminação antes de alcançá-la”. Não é depois de atingir a iluminação que descobriremos seu verdadeiro significado. A própria tentativa de fazer alguma coisa já é iluminação. Quando estamos em dificuldades ou em desgraça, aí temos iluminação. Quando afundados na lama, aí devemos conservar a serenidade. Achamos muito difícil viver na fugacidade da vida, mas é só dentro da fugacidade da vida que podemos achar a alegria da vida eterna.
Prosseguindo na prática com tal compreensão, você poderá aperfeiçoar-se. Mas, se tentar atingir algo sem essa compreensão, não conseguirá trabalhar sobre isso de forma adequada. Você perderá a si próprio na luta pelo seu objetivo; nada alcançará e continuará a sofrer em meio a suas dificuldades. Com a correta compreensão, poderá fazer algum progresso. Então, faça o que fizer, ainda que não seja perfeito, isso estará baseado na sua natureza mais íntima e, pouco a pouco, alguma coisa será alcançada.
O que é mais importante: atingir a iluminação ou atingir a iluminação antes de atingi-la? Ganhar um milhão de dólares ou desfrutar a vida aos poucos com seu próprio esforço, ainda que seja impossível ganhar aquele milhão? Ter sucesso ou encontrar algum sentido em seu esforço para ser bem-sucedido?
Se você não sabe a resposta, não será capaz de praticar zazen; se a sabe, terá encontrado o verdadeiro tesouro da vida.

Trecho do livro Mente Zen, Mente de Principiante – SHUNRYU SUZUKI 

Conto Zen: A bola e o zen

Certa vez, enquanto o velho mestre Seppo Gisen jogava bola, Gessha aproximou-se e perguntou:

“Por que é que a bola rola?”

Seppo respondeu:

“A bola é livre. É a verdadeira liberdade.”

“Por quê?”

“Porque é redonda. Rola em toda parte, seja qual for a direção, livremente. Inconsciente, natural, automaticamente.”

 

“Praticar é perceber a mente pura dentro da ilusão. Se você tentar expulsar a ilusão, ela persistirá ainda mais. Diga simplesmente: ‘Ah!, isto é apenas ilusão’, e não se deixe perturbar por ela.” Shunryu Suzuki