Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: Monge Genshô

O que é isso?

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Se isso não traz a paz.

Se isso não leva à paz.

Se isso não preserva a paz.

Isso é, senão, a delusão.

 

“Ilusão: Você vê e sabe que é, ex: cinema, é uma ilusão de ótica, você sabe como funciona, 24 quadros por segundo etc… Existe uma realidade subjacente da qual você tem conhecimento, pode escapar dela por mero raciocínio.
Delusão: Você vê mas não consegue perceber uma outra realidade subjacente. A delusão engana a experiência e impede qualquer outro raciocínio. Ex: Uma pessoa “vê” um fantasma, era um fogo de santelmo mas ela corre e se desespera, mesmo que se explique a pessoa não consegue se acalmar. A realidade que vemos é assim, mesmo que expliquemos que são nuvens de átomos, impermanentes, interdependentes, a ilusão nos toma completamente e não conseguimos nos livrar dela, é o caso do EU, você sabe que é construído, mas não adianta, ele está sempre tomando conta de você. Isto é delusão, é muito mais seriamente enganador.” Monge Genshô

 

* Pintura: “Mulher em frente ao Espelho”, Picasso (1932)

“Somente Ondas”

“Nada se perde, como diria Lavoisier, todos os nossos atos produzem efeitos no mundo, efeitos cármicos, afinal carma significa literalmente “ação”, estes efeitos ficam, e obrigatoriamente influenciam tudo que vai acontecer” “As ondas no mar quebram na praia, mas refluem, e o mar está sempre se movimentando. Somos como ondas. O que acontece é que queremos ser sempre a mesma onda”. “Mas somos mar, não ondas, estas são só fenômenos na superfície do mar.” Monge Genshô

Fonte: OPicoDaMontanha.blogspot.com.br

O barco vazio

Como diminuir o ego?

Monge Genshô – A Sangha é uma grande oportunidade, a comunidade onde trabalhamos. Nós devemos nos perguntar a cada momento: “Quem é que? Quem é que dentro de mim ficou com raiva? Quem é que dentro de mim se impacientou? Quem é que não aceita? Quem é que não tolera os outros”? A cada momento você pode perguntar – “Quem é que”? E quando você se der conta, meu ego, meu “eu”, ele enfraquecerá. Quem é que dentro de mim, sente ou pensa? Que carrega tal ou qual sentimento? Quem é esse? E você diga a você mesmo – É meu engano. Eu me engano.

Eu estou dirigindo na rua e alguém buzina atrás de mim, impaciente. Você deveria pensar, é como a chuva, ou como o vento, nada é comigo. São simplesmente as emoções daquele ser, nada é comigo porque não tem ninguém aqui para se incomodar.

Então, se você tiver essa postura, não haverá perturbação nenhuma. Se você não consegue isso, pelo menos não faça nada, não diga nenhuma palavra, não reaja, não comente com os outros e depois não comente com você mesmo, não pense nada, simplesmente aceite que lá também não tem um “eu”.

Você está num barco em um lago e tem um grande nevoeiro. Outro barco vem e bate no seu, você se irrita porque o outro não está prestando suficiente atenção. Tem nevoeiro, tem que prestar mais atenção. Então você olha dentro do outro barco e não tem ninguém. É um barco vazio que o vento empurrou. Imediatamente sua raiva passa. Porque lá não tem um “eu”.

Pense – “Não há eu em ninguém, também não há eu em mim, isso é só ilusão”. Esse é o primeiro passo. É uma boa estratégia. Quando conseguirem não se importar com ninguém, então poderemos passar para o segundo passo.

Fonte: OPicodaMontanha.blogspot.com.br