Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: Normose

“O ser o que somos, um passo a mais.”

 

“Ele só se tornará Jonas se for na direção de si mesmo, ousando dirigir-se para Nínive, ou seja, em direção ao outro. Porque é na relação com o outro que nós nos tornamos quem somos.

É o fato de ter uma tarefa a cumprir que torna cada um de nós insubstituível, dando um sentido a nossa existência. Essa não é uma tarefa reservada apenas os grandes sábios e profetas, mas é o que cada ser humano pode realizar em sua existência. Só nos tornamos realmente quem somos se formos na direção do outro.

Não fugir do próprio desenvolvimento e não cair no conformismo patológico – o que chamamos de normose – é o resultado de um processo, de uma escolha cotidiana. O fato de ir além de si mesmo, ir além das próprias possibilidades, não é para se perder, mas para se encontrar.

Abraham Maslow fala do complexo de Jonas como sendo o medo que temos da nossa própria grandeza – o medo do Self. Se conseguirmos atravessar esse medo, se confiarmos nessa energia que revela em nós o desejo de realização e de plenitude, então nossa missão se cumprirá.

Resta ainda, uma pequena dificuldade a ser vencida: Qual é a imagem que postulamos do Self? Que imagem temos do Absoluto que nos habita?

Normose significa estar estagnado, retido, seja numa imagem, seja num sintoma. A tarefa, então consiste em dar um passo a mais. Recordo a minha definição de espiritualidade, que é a mesma do peregrino de Compostela: dar um passo a mais.

A vida espiritual nem sempre consiste em ter grandes idéias e maravilhosos projetos, e sim, em dar um passo a mais a partir do ponto que nos encontramos. Não temos que nos comparar com ninguém. Para atingir o alvo, cada um precisa percorrer um caminho longo e único. O importante é dar um passo a mais. O ponto em que paramos é o começo do caminho que segue. É esse passo a mais que resgata a vontade da vida, que vem vindo ao nosso encontro.

Temos que escolher entre uma vida perdida e uma vida escolhida e doada. Através do dom de nós mesmos, descobrimos aquilo que nunca vai morrer em nós. Pois a única coisa que nada nem ninguém pode nos tirar é aquilo que já doamos.” Jean-Yves Leloup

“A normose pode ser definida como o conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir que são aprovados por consenso ou pela maioria em uma determinada sociedade, e que provocam sofrimento, doença e morte. Em outras palavras, é algo patogênico e letal, executado sem que os seus autores e atores tenham consciência de sua natureza patológica. Toda normose é uma forma de alienação.” Pierre Weil

 

Do livro: Normose, a patologia da normalidade.

* Fonte: Blissnow.com.br

“A Evolução Consciente”

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O ser humano introduziu no planeta uma nova qualidade evolutiva, que é a evolução intencional, consciente, voluntária. A pessoa evolui se quiser, se desejar, à medida que enveredar no caminho da individuação.

Há que sair dos trilhos populares e viciados da *normose, para tomar as incertas e criativas trilhas evolutivas, nas quais enfrentará seus medos, atravessará muitos portais, e, em algum momento justo, florescerá com vigor, ternura e poesia.

É uma grande aventura tornar-se humano, sujeito da própria existência, ser dotado de um semblante único e assumir a direção dos próprios passos, realizando, assim, a promessa inerente ao seu mistério.

Fazer render os talentos vocacionais é o que caracteriza um existir pleno.

Para isso, convocamos a nós mesmos a existir, a trazer uma novidade, um canto novo, uma dança nova… Não nascemos para morrer, nascemos para ser.

 

Normose é um conceito de filosofia e medicina holística para se referir a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras “comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte”. Dessa forma os indivíduos que estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das “normoses”. Wikpédia

Trecho do livro: “Normose – A patologia da normalidade”

Fonte: Blissnow.com.br

Sobre a Arte de Cuidar

“A natureza se explica, a alma se compreende.” Wilhelm Dilthey

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“-Te vejo. – Estou aqui”. Eu amo muito essa expressão, que vem da tradição xamanística da África do Sul: quando as pessoas vão saudar umas às outras, no idioma zulu, eles dizem: “sawubona”, que significa te vejo; e a resposta é “sikhona”, que significa: estou aqui. Eis o coração de uma nova educação: educar pra ver, educar para a presença, educar para cuidar, educar para escutar, educar pra interpretar. É atender o telefone que toca (um telefone tocou na audiência). Toda crise é um telefone que toca e nós precisamos atender, escutar e interpretar, senão vai continuar tocando, as vezes com outros números. Infelizmente, no que denominamos de normose, a patologia da normalidade, afirmamos: “tomou doril, a dor sumiu”. Você vai ao médico com um problema e, quando normótico, a única atitude deste técnico será eliminar o sintoma.

Eu penso numa pessoa que me procurou no consultório com dor nos seios, depois de ter consultado com muitos médicos, em vão. Ela já estava com algumas fantasias catastróficas a respeito. O terapeuta indagou: você pode se colocar no lugar dos seus seios, se identificar e falar como se fora seus seios? Ela então, ao entrar em contato com os seios, imediatamente se conectou com algo que tinha recentemente acontecido: ela tinha se separado do marido e porque ele tinha condições econômicas melhores ela abriu a guarda do filho. Desde então os seios começaram a doer. E quando ela pode fazer a catarse, redecidindo a sua atitude, ela saiu do consultório sem dor. Agora, imagina se ela não tivesse escutado o seu sintoma, se ela não o tivesse interpretado… um dia ela faria uma doença física. Geralmente as doenças começam num plano mais sutil e depois contagia o plano mais concreto, que é o físico.

“Basta a quem basta o que lhe basta,

o bastante de lhe bastar.

A vida é breve, a alma é vasta

Ter é tardar.” Fernando Pessoa

Análise e síntese são dois caminhos complementares de apreensão da realidade, como duas pernas que possibilitam o caminhar por trilhas aliadas do conhecer e do comungar. Enfim, a compreensão implica uma convergência do saber e do ser. Fernando Pessoa afirmava que Deus é um grande intervalo. Antes da pausa para o lanche, façamos novamente uma prática do silêncio, com a coluna ereta, a conexão com o sermão da montanha do instante, com a música dos pássaros, o mantra das águas, as vozes humanas, as paisagens da alma, a pausa – esta pátria doce de quietude – entre a inspiração e a expiração, com um leve sorriso na face. Habitar o agora.

 

Trechos do Texto: Uma breve introdução a arte de cuidar, por Roberto Crema

Paradigma: Especialização X Vocação

normose

 

saber nos aprofunda

ser nos eleva.

saber e ser juntos

expandem nossa consciência.

aprender a ser, educar para ser… eis a missão.

 

Consciência de Si – do ser, viver e morrer.

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A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto…” Fernando Pessoa

Labirinto não é uma reta, mas uma espiral, plena de curvas. Às vezes, estamos tão próximos do centro… e a curva nos leva para longe. Às vezes, estamos tão distantes do centro e outra curva dele nos aproxima”. O processo de individuação, apontado por C.G. Jung como uma circunvolução em torno do Self.” Roberto Crema – Normose