Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: oceano

a M a r é . . .

Amares em oceano…

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Permitir-se dançar com o oceano… mesmo por movimentos imprevisíveis, são renováveis ao certo…

Entregar-se ao mar aberto… Confiar no fluxo… Aceitando as ondas que vem do fundo chegarem a praia… Agradecendo por ser observador, experienciando esta viagem oceânica…

cruzando A MARgem

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nesta onírica metAMORfose…

o encontro da terra com o céu

a fusão da cobra com a águia

dá origem a um dragão…

aquele ser que é em si…

ao cruzar a margem e realizar a ponte

descobre-se os mistérios da fonte

caminhando no escuro com a visão, com a sabedoria do coração…

desfazendo-se ao fazer o caminho de volta, da autorrealização…

Parece contradição, mas o paradoxo… é que a força da criação é também da destruição… por sua perene e mutante preservação…

Não há palavras para descrever… O silêncio, o oceano pacífico que nos faz transparecer…

Sinta-se Renascente.

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Desnudar
Ao nadar
Em mar
Aberto

Naquele
Oceano
Pacífico

Que brota
Da fonte
Cristalina
Em si.

Existir é em Si um Rito de Passagem

Dê passagem… tudo está de passagem…

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Nós não “viemos” para este mundo; nós “surgimos” dele,  assim como folhas de uma árvore. Como “ondas” do oceano, somos seres do Universo. Cada indivíduo é uma expressão do reino da Natureza,  uma ação singular do todo do Universo.” Allan Watts

Vida é diversidade pura, consciência una…

“A água é o sujeito, a lua é o objeto. Quando não há água, não há reflexo da lua na água e o mesmo quando não há lua. Mas quando a lua se levanta, a água não espera para receber sua imagem, e quando uma gota de água é derramada, não importa quão pequena, a lua não espera para lançar seu reflexo. Com efeito, a lua não propõe lançar reflexos, e a água não recebe sua imagem de propósito. O evento é produzido tanto pela água quanto pela lua, e assim como a água manifesta o brilho da lua, a lua manifesta a clareza da água.

A gota d’água não diz para si mesma: sou uma gota de água refletindo a lua. E um mar também, mas também reflete isso. Consciência seria a capacidade de refletir e, assim como uma gota, tem a mesma “essência” ou consciência de um oceano; Um homem faz parte de um todo, ele faz parte do oceano da consciência universal. E quando ele deixa seu ego distante, ele pode perceber que tudo e ele são a mesma coisa.

Uma gota é proposta para refletir a lua? Um homem propõe se criar?”

 

por Allan Watts

Conto Zen: Transitoriedade

Certa vez, uma pequena onda do oceano percebeu que ela não era igual às outras ondas e disse:

“Como sofro! Sou pequena, e vejo tantas ondas maiores e poderosas do que eu! Sou na verdade desprezível e feia, sem força e inútil…”

Mas outra onda do oceano lhe disse:

“Tu sofres porque não percebes a transitoriedade das formas, e não enxergas tua natureza original. Anseias egoisticamente por aquilo que não és, e mergulhas em auto-piedade!”

“Mas,” replicou a pequena onda, “se não sou realmente uma pequena onda, o que sou?”

“Ser onda é temporário e relativo. Não és onda, és água!”

“Água? E o que é água?”

“Usar palavras para descrevê-la não vai levar-te à compreensão.

Contemples a transitoriedade à tua volta, tenhas coragem de reconhecer esta transitoriedade em ti mesma. Tua essência é água, e quando finalmente vivenciares isso, deixarás de sofrer com tua egoica insatisfação…”

“O Rio e o Oceano” – Osho

“Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.

Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência.

Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.

Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.

Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

Torne-se Oceano…”

Osho

Uma história para a nossa Criança

Aventuras de uma gota d’água

Carolina ficou muito surpresa quando uma gotinha d’água do mar, colhida num vidro, começou a conversar com ela. Passado o susto, a gotinha começou a contar todo o percurso de sua vida, desde o momento em que nasceu.

— Eu nasci numa nuvem, no céu, no meio de milhões de outras gotinhas. Nós nascemos muito pequeninas e só juntando-nos umas às outras é que nos tornamos grandes. Uma porção de gotas irmãs, caindo juntas de uma nuvem, forma a chuva…

A gotinha continuou:

— Depois que as gotas atingem o chão, elas têm três caminhos a seguir: ou evaporam, ou se infiltram no solo ou escorrem para as partes mais baixas, onde formam os riachos e rios.  

— E você escolheu qual caminho? perguntou Carolina.

— A gente não escolhe. Depende de onde caímos. Eu tive sorte de cair na mata sobre umas folhas. Escorreguei para o chão, penetrei na terra e fiz uma longa viagem pelos lençóis freáticos, pelas nascentes, pelos rios até chegar ao mar.

Carolina ficou pensativa e perguntou:

— E o que vai acontecer agora?

— Tudo na natureza se faz em ciclos. Eu cheguei ao fim do meu ciclo, aqui na terra, e não posso ficar parada. Na verdade, esse ciclo da água – continua, e eu, evaporando aqui desta água que você recolheu do mar, volto às nuvens, para renascer como uma nova gota de chuva. Samuel Murgel Branco

“Aquilo que está em cima é como aquilo que está embaixo”. “Essa lei é importante porque nos lembra que vivemos em mais que um mundo. (…) Na menor partícula existe toda a informação do Universo.” Lei da Correspondência – Hermes Trismegisto