Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: Pedra Filosofal

Claro Silêncio

O rio repousa em mar aberto e profundo… As montanhas e pedras guardam em segredo todo o mistério fecundo…

coles bay startrail

Há uma mandala no coração da borboleta.

Há uma borboleta no coração da mandala.

Borboleta e mandala são aquilo que é são… no coração…

 

* Foto: “Star trail” Lincoln Harrison

Florescer da preciosa Alma.

Daqui pra frente… Adentro e altamente… Em ti perpetuamente…

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Somos portadores de uma preciosa pedra bruta… Mas sem lapidação e transmutação… Pesada ela permanece, nos estagnando e nos afundando… nas sombras da inconsciência…

Ao lapidarmos e transmutarmos a bruta pedra preciosa… Elevada ela se torna, brilha presentemente e translúcida nos faz rolar renovadamente… na clareza da autoconsciência…

Urbi et Orbi “À cidade e ao mundo; a todo o universo.”

Presente… em nosso espaço-templo… A alma é uma flor delicada, que guarda em si o perfume do eterno amor… Florescência é o teu fim primordial…

Rosa Mel Abelhas

DAT ROSA MEL APIBUS…

Rosa dá o Mel às Abelhas…

“As abelhas somos todos nós que, tal como os alquimistas que Robert Fludd evocava, procuramos o centro, mais do que a superfície das coisas.” SUMMUM BONUM, 1629

No ROSARIUM PHILOSOPHORUM, antologia de textos alquímicos editados em 1550, encontramos citações de Platão, de Arnaldo de Villanova, de Senior, o Ibn Umail que já referi como autor do Corpus Arabicum, entre muitos outros que se dedicaram aos mistérios desta Arte ou desta Ciência conforme os pontos de vista.

O autor deste Rosário, que também podia ser um Roseiral, não esconde que lhe agrada a aproximação aos mistérios da Igreja para definir os mistérios da Pedra Filosofal.

O Tratado encerra com uma gravura em que “a vitória da Pedra é representada como a ressurreição de Cristo”. A intenção não contém heresia, pelo menos propositada, pelo contrário, procura o clérigo, ou o monge que foi autor ou copista testemunhar da sua fidelidade e devoção sem mácula a uma causa de absoluta entrega espiritual.

A procura do Centro, para um religioso é a procura de Deus. Não é Deus o Centro e a Circunferência, o Um e o Todo do universo na sua múltipla manifestação?

O místico é o que sente, quando se entrega a Deus na noite escura da alma (como S.João da Cruz). O alquimista é o que sente quando se entrega no seu laboratório à nigredo que não só contempla na “matéria confusa” como vive na ansiedade da sua própria alma, tendo a noção de que é mesmo da sua alma que se trata e não de qualquer outra coisa, preciosa, eventualmente, mas exterior.

Os que buscaram o ouro morreram sofrendo, sem ele. Os que buscaram a pura luz da consciência atingiram a perfeição, ou ficaram a caminho dela.

Herberto Helder em ÚLTIMA CIÊNCIA (1988) anuncia a sua arte da roseira, a travessia que o afunda no real da palavra como o adepto se afunda no real da “imaginação verdadeira”.

“Pratiquei a minha arte de roseira: a fria
inclinação das rosas contra os dedos
iluminava em baixo
as palavras.
Abri-as até dentro onde era negro o coração
nas cápsulas. Das rosas fundas, da fundura nas palavras.
Transfigurei-as.
….
– Uma frase, uma ferida, uma vida selada.”

No Jardim de Reguengos (dedicado à Maria):

“Já pesam as romãs semi-abertas
nas romãzeiras molhadas

Caíram as chuvas da tarde
aguardam-se os beijos fatais
que só os Anjos concedem

Bagos vermelhos
em bocas apetecidas

Jardins de Inverno
onde se perdem as vozes
onde se abrem feridas

Onde secretamente
mais árvores são plantadas”

por Yvette Centeno

 

* Fonte: Simbologia e Alquimia

…Ora por Ora…

Lugar certo é onde a sua presença está…

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Das pedras, a bruta.

Da bruta, a preciosa.

 

Que o coração endurecido… Encoberto por pedras… Possa revelar seu brilho e preciosidade… Hora racha, hora rocha, hora esfarela, hora rola… Abrindo a mente, afinando a atenção, refinando os sentimentos, agindo em sintonia com  consciência, na mais curativa vibração… Lapidando-se até encontrar o ponto central, o espaço aberto, o sol interior, a fonte renascente do céu coração…

 

Foto: “Caminho Zen” –  HW Kateley

Quem não deve, se entrega.

A pacífica beleza da cor branca… está na invisível presença de todas as cores do arco-íris.

“Não há nada no mundo que valha realmente a pena… e seja fácil.” Pois nascemos para renascer… caímos para levantar, saímos para retornar, desconhecemos para conhecer, imperfeitos para aperfeiçoar, perdemos para reencontrar a outra metade igual, fundir-se e dar à luz… Dar a vida… Dar luz, vida… A própria obra-prima…

 

O caminho é o ouro. Caminhar é um tesouro. O que há de mais precioso é em si.

 

* Imagem: PsiqueObjetiva

Sendo Senda

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há Um elevado espaço transparente e precioso…

há Um metal nobre a ser forjado… nas profundezas do ser…

há Um espaço sagrado… feito ouro e cristal…

há Um… AUM… é Um… total…

Sim e assim é…

 

yes

em silêncio

sinais

em si

espelham-te

Chave? Há Chave? Qual É?

 

“É a chave que abre a porta

Lá do quarto dos segredos

Vem mostrar que nunca é tarde

Vem provar que é sempre cedo

E que pra todo pecado sempre existe um perdão

Não tem certo nem errado

Todo mundo tem razão

E que o ponto de vista

É que é o ponto da questão

Que luz é essa que vem chegando lá do céu?”

Somos o Mistério, a Chave e as Fechaduras…

O segredo não mais tão secreto…

É que somente por dentro abrem-se as fechaduras… das portas da percepção…

Mas qual é a tua chave, a chave da vida? E como se abre?

É uma questão universalMente individual… é o propósito-desafio do caminho…

É solução e dissolução… a chave da libertação…

Amar é uma poção mágica feita a nossa maneira… feita de Amor em Ação…

 

Trecho da canção “Que luz é essa?” de Raul Seixas

* Ilustração de Alice De Ste Croix

Acenda e Ascenda

 

naturalmente a vida vela e revela…

inevitavelmente velamos… e é preciso desvelar.

acenda a vela… que ilumina o nosso sagrado íntimo

que aos poucos dissolve aquilo que é ínfimo

e ascende a nossa consciência ao universal.

a infinitude numa atitude de entrega e reconexão…

eis a alquimia para se obter a pedra filosofal

a realização do amor incondicional.

Pedras roladas e polidas em águas…

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todos são pedras preciosas… mas raros são aqueles que lapidam-se e revelam o brilho da nobreza no ser.

8 – Em Geral:

Compreenda a vida

Vendo como a pedra

Foi cavada pela chuva.

Não se apegue à ilusão de

Que nada muda.” Imperador Meiji (Gyosei)