Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: pierre weil

“O ser o que somos, um passo a mais.”

 

“Ele só se tornará Jonas se for na direção de si mesmo, ousando dirigir-se para Nínive, ou seja, em direção ao outro. Porque é na relação com o outro que nós nos tornamos quem somos.

É o fato de ter uma tarefa a cumprir que torna cada um de nós insubstituível, dando um sentido a nossa existência. Essa não é uma tarefa reservada apenas os grandes sábios e profetas, mas é o que cada ser humano pode realizar em sua existência. Só nos tornamos realmente quem somos se formos na direção do outro.

Não fugir do próprio desenvolvimento e não cair no conformismo patológico – o que chamamos de normose – é o resultado de um processo, de uma escolha cotidiana. O fato de ir além de si mesmo, ir além das próprias possibilidades, não é para se perder, mas para se encontrar.

Abraham Maslow fala do complexo de Jonas como sendo o medo que temos da nossa própria grandeza – o medo do Self. Se conseguirmos atravessar esse medo, se confiarmos nessa energia que revela em nós o desejo de realização e de plenitude, então nossa missão se cumprirá.

Resta ainda, uma pequena dificuldade a ser vencida: Qual é a imagem que postulamos do Self? Que imagem temos do Absoluto que nos habita?

Normose significa estar estagnado, retido, seja numa imagem, seja num sintoma. A tarefa, então consiste em dar um passo a mais. Recordo a minha definição de espiritualidade, que é a mesma do peregrino de Compostela: dar um passo a mais.

A vida espiritual nem sempre consiste em ter grandes idéias e maravilhosos projetos, e sim, em dar um passo a mais a partir do ponto que nos encontramos. Não temos que nos comparar com ninguém. Para atingir o alvo, cada um precisa percorrer um caminho longo e único. O importante é dar um passo a mais. O ponto em que paramos é o começo do caminho que segue. É esse passo a mais que resgata a vontade da vida, que vem vindo ao nosso encontro.

Temos que escolher entre uma vida perdida e uma vida escolhida e doada. Através do dom de nós mesmos, descobrimos aquilo que nunca vai morrer em nós. Pois a única coisa que nada nem ninguém pode nos tirar é aquilo que já doamos.” Jean-Yves Leloup

“A normose pode ser definida como o conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir que são aprovados por consenso ou pela maioria em uma determinada sociedade, e que provocam sofrimento, doença e morte. Em outras palavras, é algo patogênico e letal, executado sem que os seus autores e atores tenham consciência de sua natureza patológica. Toda normose é uma forma de alienação.” Pierre Weil

 

Do livro: Normose, a patologia da normalidade.

* Fonte: Blissnow.com.br

“A Evolução Consciente”

Imagem relacionada

O ser humano introduziu no planeta uma nova qualidade evolutiva, que é a evolução intencional, consciente, voluntária. A pessoa evolui se quiser, se desejar, à medida que enveredar no caminho da individuação.

Há que sair dos trilhos populares e viciados da *normose, para tomar as incertas e criativas trilhas evolutivas, nas quais enfrentará seus medos, atravessará muitos portais, e, em algum momento justo, florescerá com vigor, ternura e poesia.

É uma grande aventura tornar-se humano, sujeito da própria existência, ser dotado de um semblante único e assumir a direção dos próprios passos, realizando, assim, a promessa inerente ao seu mistério.

Fazer render os talentos vocacionais é o que caracteriza um existir pleno.

Para isso, convocamos a nós mesmos a existir, a trazer uma novidade, um canto novo, uma dança nova… Não nascemos para morrer, nascemos para ser.

 

Normose é um conceito de filosofia e medicina holística para se referir a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras “comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte”. Dessa forma os indivíduos que estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das “normoses”. Wikpédia

Trecho do livro: “Normose – A patologia da normalidade”

Fonte: Blissnow.com.br

Sincroniza Lá em Si.

Sincronicidade… É sintonia fina… Entre a cósmica cidade e sua cidade interior…

“Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o “padrão de Deus” existe em cada homem, e que esse padrão (pattern) é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada.” Carl Jung

“O poeta sabe muito bem que a combinação de palavras e sentenças, antes desconexas, faz-se de modo inesperadamente harmônico, sem que se possa afirmar que o poeta seja o autor, isto é, a causa do poema. O poema se cria à sua revelia, como se ele fosse apenas o espectador e o escrevente de “coincidências” significativas de palavras. Seu agrupamento harmônico não depende do poeta.

Assim são as sincronicidades. Elas se efetuam, apesar das pessoas a quem se destinam e para quem fazem sentido. A criação poética tem, pois, o aspecto de uma sincronicidade, bem como todo ato de criação. Criar, inventar, consiste em juntar elementos díspares numa combinação impregnada de um novo sentido. Lembremos aqui que os nossos mutantes (buscadores do caminho) são particularmente criativos, quando não simplesmente poetas.

Para quem procura um criador, um autor da criação, podemos perguntar se o criador não seria o próprio processo criativo — o processo seria, assim, acausal. Para existir, ele precisa de uma testemunha, para quem ele tem significado. Assim como o poeta é testemunha do processo criativo da poesia, a pessoa é testemunha do processo de sincronicidade que lhe é dirigido.”

“Quando o discípulo está pronto, o mestre desaparece.”

 

* Trecho do Ebook Os Mutantes – Uma nova humanidade para um novo milênio

“A Busca como maior obstáculo”

“Quando descanso como observador eterno, a grande busca se desfaz. A grande busca é o inimigo do Espírito sempre presente, uma mentira brutal frente a um infinito gentil. A grande busca é uma busca por uma experiência máxima, uma visão fabulosa, um paraíso de prazer, um bom tempo eterno, um discernimento poderoso — uma busca por Deus, uma busca pela Deusa, uma busca pelo Espírito, mas o Espírito não é um objeto. O Espírito não pode ser pego, ou alcançado, ou buscado, ou visto: ele é o Visionário sempre presente. Buscar o Visionário é para sempre não compreender. Como você pode buscar por algo que está agora mesmo consciente desta página? VOCÊ É ESSE ALGO! Você não pode sair por aí, buscando o
buscador. […]

Quando não sou um objeto, sou Deus. Quando busco por um objeto, paro de ser Deus, e essa catástrofe nunca poderá ser corrigida por mais busca de mais objetos. […]

Em vez disso posso descansar como observador, que já está livre dos objetos, livre do tempo, livre da busca. Quando não sou um objeto, sou Espírito. Quando descanso como observador livre e sem forma, estou com Deus, agora mesmo, neste momento eterno e atemporal. Provo o infinito e fico pleno, precisamente porque não estou mais buscando, mas apenas descansando como o que sou. […]

Antes de Abraão existir, eu sou. Antes da grande explosão, eu sou. Depois que o universo se dissolver, eu sou. Em todas as coisas grandes e pequenas, eu sou. E, ainda assim, nunca posso ser ouvido, sentido, conhecido ou visto. EU SOU é o Visionário sempre presente.” Ken Wilber

 

Trecho do Livro:  Os Mutantes – Uma Nova Humanidade para um Novo Milênio – de Pierre Weil

Neo espontâNeo

a via e viajante, caminho e caminhante, a busca e busca-dor…

mutação e mutante, experimento e experimenta-dor, e mor vivenciAmor…

nada sou, estou sendo senão, o todo…

no todo, tudo é nada, o nada é…

a lou-cura e luz é cura…

no profundo sem fundo da escuridão.

além de existir, ser… a fênix, um pontifex – construtor de pontes… um com a fonte…

 

* Sugestão de leitura para os transformadores de Si, aqueles que vivem em ambulante metAMORfose: Os Mutantes – Uma nova humanidade para um novo milênio  por Pierre Weil

Sobre Efeito das Sincronicidades…

os-mutantes

“O poeta sabe muito bem que a combinação de palavras e sentenças, antes desconexas, faz-se de modo inesperadamente harmônico, sem que se possa afirmar que o poeta seja o autor, isto é, a causa do poema. O poema se cria à sua revelia, como se ele fosse apenas o espectador e o escrevente de “coincidências” significativas de palavras. Seu agrupamento harmônico não depende do poeta.

Assim são as sincronicidades. Elas se efetuam, apesar das pessoas a quem se destinam e para quem fazem sentido. A criação poética tem, pois, o aspecto de uma sincronicidade, bem como todo ato de criação. Criar, inventar, consiste em juntar elementos díspares numa combinação impregnada de um novo sentido. Lembremos aqui que os nossos mutantes são particularmente criativos, quando não simplesmente poetas.

Para quem procura um criador, um autor da criação, podemos perguntar se o criador não seria o próprio processo criativo — o processo seria, assim, acausal. Para existir, ele precisa de uma testemunha, para quem ele tem significado. Assim como o poeta é testemunha do processo criativo da poesia, a pessoa é testemunha do processo de sincronicidade que lhe é dirigido.”

Trecho do Ebook Os Mutantes – Uma nova humanidade para um novo milênio