“Saiba o que é a depressão endógena”

Indico aos amig@s, interessados no assunto. o link do MonicaVoxBlog com o artigo na íntegra.

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“A depressão endógena é um transtorno do estado de ânimo que se caracteriza por uma tristeza, desesperança e apatia acentuadas. No entanto, a causa da depressão endógena difere daquela da depressão reativa. Nesta, não existe uma situação externa desencadeadora, ela se deve a fatores internos ou psicobiológicos.

Ela é causada por uma alteração ou mudança estrutural na bioquímica cerebral; por outro lado, na depressão reativa existe uma relação evidente entre a situação desencadeante e o começo do transtorno, sendo o motivo desencadeante o núcleo central da depressão.

A falta de causas externas identificáveis pode dificultar a compreensão da doença por parte das pessoas próximas daquele que sofre e da própria pessoa doente. Um desequilíbrio na química do nosso cérebro é suficiente para nos mergulhar em uma profunda tristeza, que nem nós mesmos entendemos, mas da qual não podemos escapar sem ajuda.”

Visão Pessoal de Monica Vox:

“Quase duas décadas depois do lançamento, em 1987, do Prozac, antidepressivo revolucionário para a época que virou febre nos anos 90, os pesquisadores da área estão agora interessados em investigar outra questão: as causas do bem-estar, da serenidade e, em última instância, da felicidade. E eles procuram respostas tanto em pacientes com depressão quanto em pessoas sem distúrbio psiquiátrico algum.

Todos estamos expostos a adversidades, mas por que uns conseguem lidar tão bem com elas e outros sucumbem? Mês passado, o assunto foi debatido em um simpósio no Hospital das Clínicas em São Paulo, que reuniu pesquisadores de vários países. Quando chegarem a resultados mais conclusivos, isso pode significar tratamentos mais eficazes para deprimidos crônicos e também o conhecimento de novas fontes de bem-estar para todos. Os antidepressivos evoluíram muito, mas não se sabe ainda exatamente como funcionam.

Quando o Prozac chegou havia os chamados tricíclicos e os inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), que até eram eficazes, mas apresentavam efeitos colaterais severos, como diminuição de libido, ganho de peso, constipação intestinal e outros. Chamada “pílula da felicidade” na época de seu lançamento, o Prozac revolucionou ao agir pontualmente em um neurotransmissor cerebral, a serotonina, e ao reduzir esses incômodos.

Depois dele, surgiram os antidepressivos atípicos, que atuam na serotonina e na noradrenalina ou em outros neurotransmissores envolvidos na sensação de bem-estar. Mas não é apenas a oferta dessas substâncias no cérebro que combate a depressão. Esta é a primeira alteração bioquímica provocada por um antidepressivo. Há outros efeitos que só surgem após duas semanas. O organismo precisa de um tempo para se adaptar.

Nesse período, ocorre uma série de processos que não sabemos exatamente quais são; Só quando isso for totalmente desvendado é que se terá um remédio de fato eficaz e que funcione para todos os pacientes que possuem depressão bioquímica crônica-mesmo assim, existem alternativas sem remédios… Antidepressivo não é remédio para quem está triste. Em primeiro lugar, como o próprio nome diz, é um medicamento para quem tem depressão, doença que, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge mais de 120 milhões de pessoas no mundo – a maioria mulheres, que são afetadas em uma proporção de três para cada homem. Os sintomas são apatia, alterações no apetite e no sono, sentimento de desvalia, falta de esperança e outros. Se aparecem isolados, não caracterizam a doença, mas, se surgem em conjunto e persistem, podem levar ao diagnóstico. Ainda que o antidepressivo fosse a “pílula da felicidade” liberada para todos, como demora duas semanas para agir, não adiantaria nada tomar um comprimido só naquele dia em que se está triste ou desanimado.

O remédio não vai fazer a mágica de trazer alegria ou disposição imediata. Este é o efeito de substâncias euforizantes, como a cafeína ou drogas do tipo da cocaína, que causam dependência, ao contrário dos antidepressivos. Só o psiquiatra competente e atualizado deve receitar antidepressivo. O avanço que veio com a descoberta desse tipo de medicamento foi colocar a depressão e certos transtornos psiquiátricos no mesmo patamar de outras doenças controláveis, como diabetes e hipertensão. O lado bom é que quem tinha o problema pôde passar a se tratar adequadamente. Isso ajudou até a reduzir preconceitos.Havia, e ainda há um pouco hoje, uma cultura de que a pessoa deprimida é irresponsável e preguiçosa, quando esses são os sintomas da doença.

O lado ruim é que muita gente saudável passou a tomar antidepressivo por conta própria, situação agravada com o surgimento de um “mercado negro” na internet, onde é possível comprar qualquer remédio sem receita. E há ainda quem tome com prescrição médica, mas de maneira inadequada. Em um ano, entre meados de 2003 e 2004, foram consumidos 400 milhões de comprimidos de antidepressivos no país. Boa parte foi receitada por médicos de outras especialidades, como clínicos gerais e ginecologistas, o que pode levar ao risco de superdosagem e à piora de outros quadros psiquiátricos não diagnosticados.

Rir e fazer sexo estimulam a produção de serotonina e dão bem-estar, como fazem alguns antidepressivos; Para algumas pessoas, a sensação de bem-estar é algo mais difícil de conquistar e manter a sensação de bem-estar e felicidade exige persistência. Em outras palavras, depois de iniciado o tratamento, o paciente de depressão fica viciado. Ganho de peso é um dos motivos que mais provocam abandono do tratamento. De 70% a 80% dos remédios psiquiátricos engordam- Pior: via de regra, os efeitos colaterais de um antidepressivo diminuem com o tempo de uso, mas o ganho de peso costuma persistir e muitos pacientes desistem em favor da boa forma. Não só por isso, mas também por conta da grande preocupação com a obesidade, mal que atinge 11% dos brasileiros adultos, combater esse efeito é um dos maiores desafios no tratamento.

Há outras fontes de felicidade além dos antidepressivos e elas são indicadas para todos. Se praticadas regularmente, algumas atividades, estimulam a produção de serotonina, o mesmo neurotransmissor sobre o qual o Prozac e outros antidepressivos agem e que faz as pessoas se sentirem tranquilas, dispostas e felizes. Conforme avançarem as atuais pesquisas, será possível saber mais – e com mais certeza – sobre o que causa ou não bem-estar. Por enquanto, o que se tem são boas pistas aqui e ali.

Um estudo da Universidade de Miami, por exemplo, levanta provas em favor da atividade física. Comparou-se a reação de pessoas que se exercitavam com regularidade com a de sedentários frente a uma situação tensa – como o momento em que recebiam a notícia de que eram HIV positivo.

Os sedentários pararam imediatamente de multiplicar as células de defesa, ao passo que os que se mantinham ativos conseguiram manter o sistema imunológico protegido e ficaram menos amedrontados e desesperados com a situação….. Voltaremos ao assunto em breve com um estudo sobre as “drogas da felicidade”…. aguardem.”