Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: Roberto Crema

“A Evolução Consciente”

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O ser humano introduziu no planeta uma nova qualidade evolutiva, que é a evolução intencional, consciente, voluntária. A pessoa evolui se quiser, se desejar, à medida que enveredar no caminho da individuação.

Há que sair dos trilhos populares e viciados da *normose, para tomar as incertas e criativas trilhas evolutivas, nas quais enfrentará seus medos, atravessará muitos portais, e, em algum momento justo, florescerá com vigor, ternura e poesia.

É uma grande aventura tornar-se humano, sujeito da própria existência, ser dotado de um semblante único e assumir a direção dos próprios passos, realizando, assim, a promessa inerente ao seu mistério.

Fazer render os talentos vocacionais é o que caracteriza um existir pleno.

Para isso, convocamos a nós mesmos a existir, a trazer uma novidade, um canto novo, uma dança nova… Não nascemos para morrer, nascemos para ser.

 

Normose é um conceito de filosofia e medicina holística para se referir a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras “comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte”. Dessa forma os indivíduos que estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das “normoses”. Wikpédia

Trecho do livro: “Normose – A patologia da normalidade”

Fonte: Blissnow.com.br

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Sobre a Arte de Cuidar

“A natureza se explica, a alma se compreende.” Wilhelm Dilthey

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“-Te vejo. – Estou aqui”. Eu amo muito essa expressão, que vem da tradição xamanística da África do Sul: quando as pessoas vão saudar umas às outras, no idioma zulu, eles dizem: “sawubona”, que significa te vejo; e a resposta é “sikhona”, que significa: estou aqui. Eis o coração de uma nova educação: educar pra ver, educar para a presença, educar para cuidar, educar para escutar, educar pra interpretar. É atender o telefone que toca (um telefone tocou na audiência). Toda crise é um telefone que toca e nós precisamos atender, escutar e interpretar, senão vai continuar tocando, as vezes com outros números. Infelizmente, no que denominamos de normose, a patologia da normalidade, afirmamos: “tomou doril, a dor sumiu”. Você vai ao médico com um problema e, quando normótico, a única atitude deste técnico será eliminar o sintoma.

Eu penso numa pessoa que me procurou no consultório com dor nos seios, depois de ter consultado com muitos médicos, em vão. Ela já estava com algumas fantasias catastróficas a respeito. O terapeuta indagou: você pode se colocar no lugar dos seus seios, se identificar e falar como se fora seus seios? Ela então, ao entrar em contato com os seios, imediatamente se conectou com algo que tinha recentemente acontecido: ela tinha se separado do marido e porque ele tinha condições econômicas melhores ela abriu a guarda do filho. Desde então os seios começaram a doer. E quando ela pode fazer a catarse, redecidindo a sua atitude, ela saiu do consultório sem dor. Agora, imagina se ela não tivesse escutado o seu sintoma, se ela não o tivesse interpretado… um dia ela faria uma doença física. Geralmente as doenças começam num plano mais sutil e depois contagia o plano mais concreto, que é o físico.

“Basta a quem basta o que lhe basta,

o bastante de lhe bastar.

A vida é breve, a alma é vasta

Ter é tardar.” Fernando Pessoa

Análise e síntese são dois caminhos complementares de apreensão da realidade, como duas pernas que possibilitam o caminhar por trilhas aliadas do conhecer e do comungar. Enfim, a compreensão implica uma convergência do saber e do ser. Fernando Pessoa afirmava que Deus é um grande intervalo. Antes da pausa para o lanche, façamos novamente uma prática do silêncio, com a coluna ereta, a conexão com o sermão da montanha do instante, com a música dos pássaros, o mantra das águas, as vozes humanas, as paisagens da alma, a pausa – esta pátria doce de quietude – entre a inspiração e a expiração, com um leve sorriso na face. Habitar o agora.

 

Trechos do Texto: Uma breve introdução a arte de cuidar, por Roberto Crema

“A Crise da Crisálida”

“Ninguém transforma ninguém e ninguém se transforma sozinho, nós nos transformamos no encontro.” Roberto Crema

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Vivemos um tempo absurdo, onde perdemos a escuta. Alguém perguntou a um índio de 101 anos, um Xamã, um Pajé americano: – O que você faz? Ele disse:

– Eu ensino meu povo.

– O que você ensina?

– Quatro coisas, ele respondeu: Primeiro, a escutar;

– Segundo: que tudo está ligado com tudo;

– Terceiro: que tudo está em transformação;

– Quarto: que a terra não é nossa, nós é quem somos da terra.

“Não é esmagando a lagarta que faremos nascer a borboleta.” Jean Yves Leloup

“Você muda de roupa em dois minutos; leva-se uma existência inteira mudar o coração.”

Até onde eu posso enxergar, existem 3 tipos de seres humanos:

– Aqueles que nascem e morrem piores do que nasceram – são os degenerados;

– Aqueles que nascem e morrem como nasceram – são os que mantiveram a saúde;

– Aqueles que nascem e se tornam quem eles são, assim como uma flor se torna uma flor, uma mangueira se torna uma mangueira – são os que aceitaram o desafio da evolução.

“Num certo sentido, apenas os santos são a humanidade.” Abraham Maslow

“Santidade não é um privilégio de poucos, é uma necessidade de cada um de nós.” Teresa de Calcutá

O que acontece se você fugir do caminho, o que acontece ao se desviar do caminho? O caminho volta-se contra você… e não chega a ser uma maldição… é a reação à sua negação… pois negar o caminho é rejeitar-se e abandonar-se… é fechar-se para a realidade primordial, para a sua natureza essencial… pois para onde o caminho o leva, senão, para o encontro consigo mesmo… Quando se reconhecer este ser vivente… Participante da criação e transformação… Reconhecerá também toda esta natureza que é… Simplesmente uma só natureza em si…

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Um poema de um poeta espanhol, Juan Ramon Jimenez, concebido quando ele vivia um tempo muito depressivo, quando percebia que a sua alma estava sendo subtraída. Então ele retirou-se por algum tempo numa montanha, nos Pirineus. Ao descer da montanha ele nos brindou com a inspiração sagrada desta poesia:

“Eu não sou eu.

Sou este que caminha ao meu lado sem eu vê-lo;

que por vezes, vou visitar, e que, às vezes, esqueço.

O que cala, sereno, quando falo, o que perdoa, doce, quando odeio,

o que passeia por onde estou ausente,

o que estará de pé quando eu estiver morrendo.”

Hoje não tem sol! “É verdade? Haverá um dia em que não há sol? A verdade é que hoje tem nuvens!”

 

Fonte:  RobertoCrema.com.br – Citações do texto: Liderança no Século XXI – Impactos da passagem do milênio.

Então, é Chifre do Unicórnio ou Terceira Visão?

“A ciência não precisa da espiritualidade, pois tem o seu caminho próprio, é o caminho analítico; a espiritualidade não precisa da ciência, pois tem o seu caminho próprio, o sintético, o intuitivo. Mas o ser humano necessita de ambos.” Fritjof Capra

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“Goza a euforia do voo do anjo perdido em ti. Não indague se nossas estradas, tempo e vento desabam no abismo. Que sabes tu do fim? Se temes que teu mistério seja uma noite, enche-o de estrelas. No deslumbramento da ascensão, se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota, como um pássaro, as canções que tens na garganta. Canta, canta. Talvez as canções adormeçam a fera que espera devorar o pássaro. Desde que nasceste não és mais que o voo no tempo rumo aos céu? Que importa a rota! Voa e canta enquanto existirem as asas” Menotti del Picchia

 É tempo de “ousar resgatar as suas asas sem perder as suas raízes…”

 

Fonte:  RobertoCrema.com.br – Citações do texto: Liderança no Século XXI – Impactos da passagem do milênio.

“Amar… apesar de tudo.”

Encontrar no outro… Aquele que É em Si…

Encontrar em Si… Aquele que É no outro…

Ser no Convívio… Viver a vida como um encontro de vidas em constante e renovável expansão…

Por um são coração… o céu coração… o presente na presença, no sopro que nos respira… no encontro somos o todo… laços entrelaçados… da contínua Criação… ao dar as mãos somos Um solidário coração…

Ao sermos solidários… não somos mais solitários… somos enfim Amor sem fim…

“Ninguém transforma ninguém, ninguém se transforma sozinho. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho. Nós nos transformamos, nós libertamos, no Encontro”. Roberto Crema

“A verdade sem amor é inquisição e o amor sem verdade é permissividade.” Jean Yves Leloup

In Progress: Escola Multidimensional da Vida

Despertar

Somos permanentes neste estado impermanente… o paradoxo, o mistério inevitavelmente a revelar-se… sendo em nós desvelado…

mas repetimos por noites e dias, e experimentavelmente, por vidas e vidas… os mesmos enganos e equívocos… até que reconheçamos e ingressemos num processo de transformação do padrão de consciência incoerente, danoso, viciante, condicionado ou já ultrapassado…

até voltarmos a vivenciar o momento presente, ser na presença do agora, pois compreendido o aprendizado, ao discernir as faltas e excessos, tornamos a nossa realidade, o nosso ser… mais vívido, cristalino, equilibrado, mais saudável…

e com um olhar atualizado, uma consciência expandida, no aberto momento sem duração, onde tudo acontece e nada se perde… sincronicamente conectado, tudo se transforma fluentemente… as impurezas se dissolvem pelo movimento circular da espiral da vida, que é naturalmente evolutiva… do qual estamos imbuídos… e dela não se pode escapar… e por vezes nem adiar…

o momento da mudança, o ponto de encontro e de mutação, vem dum chamado interior… eis a consciência do permanente neste impermanente… nem lá nem cá, nem um nem outro, nem antes nem depois, nem dentro nem fora… no todo, em si a autoconsciência…

e é senão, o propósito se realizando… sem expectativas nem promessas… sem apegos e negação… o desafio em si desafiado… com e sem fio… centrando o dispersado, harmonizando o desarmonizado, integrando o fragmentado… sendo o divino humanizado…

“Deus dorme no Mineral, sente no Vegetal, sonha no Animal, desperta no Homem, regozija-se no Sábio.” Parábola oriental e sufi, por Roberto Crema

Paradigma: Especialização X Vocação

normose

 

saber nos aprofunda

ser nos eleva.

saber e ser juntos

expandem nossa consciência.

aprender a ser, educar para ser… eis a missão.