Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

Tag: Shunryu Suzuki

Pleno. No momento.

Provérbios Zen

“Este é o verdadeiro segredo da vida – estar completamente envolvido no que você está fazendo aqui e agora. E ao invés de chamar isso de trabalho, perceba que é um jogo.” Alan Watts

“A única coisa que é verdadeiramente real em sua jornada é o passo que você está dando neste momento. E isso é tudo que há.” Eckhart Tolle

“Quando você está presente, pode permitir que a mente seja o que ela é, sem ficar preso nela.” Eckhart Tolle

“Se você perder o momento presente, você perde o seu compromisso com a vida. Isso é muito sério!” Thich Nhat Hanh

“Minha experiência é que os professores que mais precisamos são as pessoas com as quais estamos vivendo agora.” Byron Katie

“Culpa, arrependimento, ressentimento, tristeza e todas as formas de falta de perdão são causadas por muito passado e pouco presente.” Eckhart Tolle

“Durante esta vida, você nunca pode ter certeza de viver o suficiente para respirar mais uma vez.” Huang Po

“A consciência é o grande agente da mudança.” Eckhart Tolle

“Quando você faz algo, deve se queimar completamente, como uma boa fogueira, sem deixar nenhum rastro de você.” Shunryu Suzuki

“A arte de viver não é nem uma deriva descuidada, por um lado, nem o medo de se apegar ao passado, de outro. Ela consiste em ser sensível a cada momento, considerando isso como totalmente novo e único, em ter a mente aberta e totalmente receptiva.” Alan Watts

“O reconhecimento intuitivo do instante, portanto, a realidade é o maior ato de sabedoria”. D.T. Suzuki

“Nada nunca existe totalmente sozinho. Tudo está relacionado com todo o resto.” Buddha

“Tudo se resume a isso: todas as vidas estão interligadas. Todos estamos presos à uma inescapável rede de mutualidades, amarrados em uma única peça de destino. Qualquer coisa que afeta alguém diretamente, afeta todos indiretamente.” Martin Luther King Jr.

“Estamos aqui para despertar da nossa ilusão de separação”. Thích Nhat Hanh

 

Fonte: Awebic.com

Mente aberta: ConcentradaMente

O sentido da vida é ensinar. O sentido da existência é aprender.

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Aprender ensinando. Ensinar aprendendo.

Suponha que você é um idiota. Em seu livro Fooled by Randomness (“Enganado pela Aleatoriedade”), Nassim Taleb escreve: “Eu tento lembrar ao meu grupo a cada semana que somos todos idiotas e não sabemos nada, mas temos a sorte de conhecê-lo.” As falhas discutidas neste artigo são simplesmente um produto de ser humano. Todos nós temos que aprender informações de alguém e de algum lugar, então todos nós temos um mentor ou um sistema que guia nossos pensamentos. A chave é perceber essa influência.

Somos todos idiotas, mas se você tem o privilégio de saber disso, pode começar a abandonar seus preconceitos e abordar a vida com uma mente de principiante. Shoshin (manter-se sempre aberto ao aprendizado)”

 

* Imagem: “Sangen – Um triângulo com seu vértice voltado para cima simboliza o fogo e o linga cósmico; com sua ponta voltada para baixo, ele representa a água e o yoni cósmico. Os três lados do triângulo representam várias trindades: céu, terra e humanidade; mente, corpo e espírito; passado, presente e futuro. Um triângulo significa a dimensão do fluxo de ki. O círculo é o emblema universal do infinito, da perfeição e da eternidade. A natureza se expressa em círculos, circuitos e espirais. O círculo é zero, o vazio que preenche todas as coisas. Ele representa a dimensão líquida. O quadrado é estável, organizado e material. Ele é a base do mundo físico, composto de terra, água, fogo e ar. O quadrado simboliza a dimensão sólida.”

 

Fonte: Impressione – Impressões – Aikido

Primeiramente afinal.

Cultivar uma mente de principiante… desaprendendo conscientemente, estando aberto ao observar, aceitar o mistério, sendo compassivo na vivência, convivência, sendo abertamente receptivo com a vida.

“Na mente do principiante, não há pensamento “Eu consegui algo”. Todos os pensamentos egocêntricos limitam nossa vasta mente. Quando não pensamos em realização, não pensamos em si mesmos, somos verdadeiros principiantes. Então podemos realmente aprender alguma coisa. A mente do principiante é a mente da compaixão. Quando nossa mente é compassiva, é ilimitada.” Shunryu Suzuki

Silencio…

Um

Todo

Vazio

…Silêncio

 

Encontro… “paz interior, a qualquer hora, em qualquer lugar” …ao encontro.

Ainda sobre o caminho.

“Viva neste momento. 
O céu estrelado está ali – 
Onde mais você pode estar?”
Myochi

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Suzuki assinala que “o nirvana deve ser buscado no seio do samsara”. A transcendência para a vacuidade deve acontecer no centro da vida do mundo. Na visão de um dos grandes reformadores da tradição budista japonesa, o mestre Dogen (1200-1253), “aprender a via do Buda é aprender a si mesmo; aprender a si mesmo é esquecer-se de si mesmo; esquecer-se de si mesmo é ser despertado por todas as coisas”.

“O grande Caminho não tem portais: existem milhares de maneiras diferentes.”

“Separados por uma eternidade, e nem um só instante distantes; face a face o dia todo, e jamais vizinhos um só instante.” Daito Kokushi

“Originalmente não 
há poeira para varrer: 
a mente da pessoa 
que segura a vassoura é 
exatamente como a sujeira.”
Ditado Zen

Sobre o caminho.

“Há um complexo e árduo caminho que vai do eu ao si-mesmo”. Simplesmente aqui-agora.

Abordando a perspectiva do zen budismo sobre a questão de Deus, Suzuki assinala que essa tradição não nega nem afirma Deus, nem se apega a qualquer entrave dogmático da teia religiosa. O horizonte de sua busca envolve a ultrapassagem de toda lógica, na busca de uma afirmação mais profunda. Para que isso ocorra é necessário ter a mente livre e desobstruída, também com respeito às idéias de totalidade ou unidade. O que ocorre é um misticismo peculiar, a seu “próprio modo”.

Como assinala Suzuki, o zen “é místico no sentido de que o sol brilha, que uma flor desabrocha”. Trata-se de uma mística que “treina sistematicamente o pensamento para ver isso. Abre os olhos do homem para o grande mistério que diariamente é representado. Alarga o coração para que ele abranja a eternidade do tempo e o infinito do espaço em cada palpitação e faz-nos viver no mundo como se estivéssemos andando no Jardim do Éden”. Na perspectiva do zen,  a verdade está bem próxima do cotidiano, basta saber ver. Não é necessário perder-se em “abstrações verbais e sutilezas metafísicas” para alcançar o seu significado. A verdade “se acha realmente nas coisas concretas de nossa vida diária”.

O que ocorre com o zen budismo é a busca de uma liberdade absoluta, mesmo com respeito a Deus. O que predomina e determina a reflexão é a consciência de que nada permanece de forma duradoura. Não há lugar para apegos, representações ou figuras de retórica. Os nomes são todos imperfeitos e limitados. Rejeita-se mesmo o apego a Buda, como sinalizado na conhecida expressão: “Se encontrares o Buda, mate-o”.

* Fonte: MonjaCoen.com.br

Para onde? Paradoxal.

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“Não há medida para o que haveis feito.

Andando convosco na branda chuva de Buda

Nossos mantos se molham,

Mas nas folhas de lótus

Nenhuma gota permanece.” Richard Baker

 

Quando caminhante e caminho se fundem… A caminhada é repouso…

 

* Poema do livro: Mente Zen, Mente de Principiante – Shunryu SUZUKI 

“Quietude” – Shunryu Suzuki

“Para o estudante Zen uma erva daninha é um tesouro.”

Há um poema Zen que diz: “Depois que o vento cessa, eu vejo a flor que cai. Por causa do pássaro que canta, descubro a quietude da montanha”. Antes que algo aconteça no reino da quietude, nós não sentimos a quietude; só a percebemos quando algo a perturba. Há um ditado japonês que diz: “Para a lua, há nuvem; para a flor, vento”. Quando vemos parte da lua encoberta por uma nuvem, uma árvore ou uma planta, percebemos melhor quão redonda ela é. Quando vemos a lua clara sem nada que a encubra, não percebemos sua redondez do mesmo modo que a percebemos ao vê-la através de alguma outra coisa.
Quando em zazen, você está dentro da completa quietude de sua mente: você nada sente. Está apenas sentado. Mas a quietude que provém desse sentar irá encorajá-lo na vida cotidiana.
Assim, você achará de fato o valor do Zen no dia-a-dia, mais do que quando se senta. Porém, isto não significa que você deva negligenciar o zazen. Muito embora nada sinta quando sentado, se não tiver essa experiência do zazen, você nada encontrará em sua vida diária exceto plantas, árvores ou nuvens: você não verá a lua. Eis por que está sempre reclamando de algo. Mas, para o estudante Zen, uma erva daninha – que para a maioria das pessoas nada vale – é um tesouro. Com tal atitude, o que quer que você faça, sua vida se torna uma arte.
Quando você pratica zazen não deve procurar atingir nada.
Sente-se na completa quietude da sua mente e não busque apoio em coisa alguma. Mantenha o corpo reto sem inclinar-se ou apoiar-se em nada. Manter o corpo reto significa não contar com nada. Dessa maneira, você obterá completa quietude, física e mental. Contar com alguma coisa ou tentar fazer algo no zazen é dualismo; não é quietude total.
Na vida diária, geralmente estamos tentando fazer algo, tentando transformar uma coisa em outra ou atingir algo.
Essa tentativa é, em si mesma, expressão da nossa verdadeira natureza. O sentido reside no próprio esforço. Temos de descobrir o sentido do nosso esforço antes mesmo de atingir algo. Por essa razão, Dogen disse: “Devemos alcançar a iluminação antes de alcançá-la”. Não é depois de atingir a iluminação que descobriremos seu verdadeiro significado. A própria tentativa de fazer alguma coisa já é iluminação. Quando estamos em dificuldades ou em desgraça, aí temos iluminação. Quando afundados na lama, aí devemos conservar a serenidade. Achamos muito difícil viver na fugacidade da vida, mas é só dentro da fugacidade da vida que podemos achar a alegria da vida eterna.
Prosseguindo na prática com tal compreensão, você poderá aperfeiçoar-se. Mas, se tentar atingir algo sem essa compreensão, não conseguirá trabalhar sobre isso de forma adequada. Você perderá a si próprio na luta pelo seu objetivo; nada alcançará e continuará a sofrer em meio a suas dificuldades. Com a correta compreensão, poderá fazer algum progresso. Então, faça o que fizer, ainda que não seja perfeito, isso estará baseado na sua natureza mais íntima e, pouco a pouco, alguma coisa será alcançada.
O que é mais importante: atingir a iluminação ou atingir a iluminação antes de atingi-la? Ganhar um milhão de dólares ou desfrutar a vida aos poucos com seu próprio esforço, ainda que seja impossível ganhar aquele milhão? Ter sucesso ou encontrar algum sentido em seu esforço para ser bem-sucedido?
Se você não sabe a resposta, não será capaz de praticar zazen; se a sabe, terá encontrado o verdadeiro tesouro da vida.

Trecho do livro Mente Zen, Mente de Principiante – SHUNRYU SUZUKI 

Conto Zen: A bola e o zen

Certa vez, enquanto o velho mestre Seppo Gisen jogava bola, Gessha aproximou-se e perguntou:

“Por que é que a bola rola?”

Seppo respondeu:

“A bola é livre. É a verdadeira liberdade.”

“Por quê?”

“Porque é redonda. Rola em toda parte, seja qual for a direção, livremente. Inconsciente, natural, automaticamente.”

 

“Praticar é perceber a mente pura dentro da ilusão. Se você tentar expulsar a ilusão, ela persistirá ainda mais. Diga simplesmente: ‘Ah!, isto é apenas ilusão’, e não se deixe perturbar por ela.” Shunryu Suzuki

“Repetição” – Shunryu Suzuki

“Se você perde o espírito de repetição, sua prática se torna bastante difícil.”

”No início, ele (Buda) estudou o método hindu vigente em sua época e região e praticou o ascetismo. Mas o Buda não estava interessado nos elementos que constituíam o ser humano, nem tampouco nas teorias metafísicas da existência. O que, sim, o interessava era saber como ele próprio existia naquele exato momento.

Essa era a questão. O pão é feito de farinha. A coisa mais importante para o Buda era saber como a farinha vira pão ao ser colocada no forno. Seu maior interesse era saber como podemos nos tornar iluminados. A pessoa iluminada é alguém perfeito, cuja conduta é desejável tanto para si mesma como para os outros.

O Buda queria descobrir como os seres humanos desenvolvem esse estado ideal – como os sábios do passado tinham se tornado sábios. Para descobrir como a massa se transforma em pão perfeito, ele fez o pão repetidas vezes até que obteve êxito.

Talvez se possa achar pouco interessante cozinhar repetidas vezes a mesma coisa, dia após dia. Pode parecer tedioso. De fato, se você perde o espírito de repetição, sua prática se torna bastante difícil, mas não será difícil se você estiver cheio de força e vitalidade. De qualquer modo, não há como ficar inativo; é necessário fazer alguma coisa. Portanto, quando fizer alguma coisa, seja atento, cuidadoso e alerta. Nosso caminho é colocar a massa no forno e observá-la com cuidado. Uma vez que você souber como a massa se transforma em pão, você entenderá a iluminação. Nosso maior interesse, portanto, é saber como este corpo físico se transforma num sábio. Não nos preocupa saber o que a farinha e a massa são, ou o que é um sábio. Um sábio é um sábio. Explicações metafísicas sobre a natureza humana não são a questão.

Assim, o tipo de prática que enfatizamos não pode se tornar demasiado idealista. Se um artista se torna muito idealista, acaba se suicidando, porque há um imenso vão entre seu ideal e sua real habilidade. E ele entra em desespero porque não existe ponte suficientemente extensa para cobrir esse vão. Esse é o caminho espiritual comum.

O nosso caminho espiritual não é tão idealista. Todavia, em certo sentido, devemos ser idealistas – devemos pelo menos estar interessados em fazer pães bonitos e saborosos. A verdadeira prática consiste em repetir sem cessar até descobrir como se tornar pão. Não há segredo em nosso caminho. Apenas praticar zazen e colocar-nos no forno é nosso caminho.”

Trecho do livro Mente Zen, Mente de Principiante – SHUNRYU SUZUKI 

“Zen e Empolgação” – Shunryu Suzuki

“Zen não é uma espécie de empolgação, e sim concentração em nossa rotina diária.”

“(…) Basta continuar a prática de maneira calma e regular e seu caráter irá sendo construído. Se sua mente estiver sempre ocupada, não terá tempo para essa construção e o esforço será estéril, sobretudo quando se empenhar nisso com demasiado afinco. Construir um caráter é como fazer pão – é necessário misturar os ingredientes pouco a pouco, passo a passo, e requer uma temperatura moderada.

Você se conhece e sabe qual a temperatura que lhe é necessária. Sabe muito bem do que precisa. Mas se ficar muito empolgado, acabará esquecendo a temperatura que lhe é adequada e perderá seu próprio caminho. Isso é muito perigoso.

O Buda fez a mesma observação a respeito do bom boiadeiro. Ele sabe qual o peso que o boi aguenta e evita sobrecarregá-lo. Você conhece seu caminho e o estado de sua mente. Não se sobrecarregue. O Buda também disse que construir um caráter é como construir uma represa. Deve-se ter muito cuidado ao erguer o muro de contenção. Se for feito precipitadamente, a água vazará. Levante o muro com cautela e terá uma boa barragem para sua água.

Nossa maneira de praticar sem empolgação pode parecer um tanto negativa. Mas não é. Trata-se de uma forma sábia e efetiva de trabalhar sobre nós mesmos. É muito simples. Considero esta questão difícil de as pessoas compreenderem, especialmente as mais jovens. Por outro lado, pode parecer que estou falando de realização gradual. Tampouco é isso. Na verdade, este é o caminho imediato, pois, quando sua prática é calma e regular, a própria vida diária é iluminação.

Trecho do livro Mente Zen, Mente de Principiante – SHUNRYU SUZUKI