Um Sol Coração

Onde a vida está? Onde tu és?

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Leia a Lei: Baliza a Vida.

Modo como é. Modo como são. Como é são.

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Lei cósmica.

Natureza inerente.

Lei natural.

Princípio universal.

Lei da Vida.

Ordem original.

 

A Lei… Aquela que está e é em nós… Já que estamos e somos nela, viemos dela e voltamos para ela… Não existe algo fora dela, tudo está dentro dela, Um Todo é ela… O caminho do eterno retorno… A Lei… Aquela que provê, sustenta e recicla… Viva a Vida… Perecivelmente perene…

Único: Outro Igual.

O mundo não é de ninguém, nem de alguém. Mas de todo o mundo.

O caminho

A via

A vida

A travessia…

Do labirinto.

 

A tua jornada é unica… mas está entrelaçada a todas as outras jornadas igualmente únicas… Somos múltiplos seres únicos de um ser total… particularmente universal, universalmente particular… Onde o paradoxo se encontra é a síntese – em si, um total.

“Nada é igual, nem ninguém”… mas por princípio, afinal, tu és… senão, único… ou seja, outro igual.

 

 

Rosa Mel Abelhas

DAT ROSA MEL APIBUS…

Rosa dá o Mel às Abelhas…

“As abelhas somos todos nós que, tal como os alquimistas que Robert Fludd evocava, procuramos o centro, mais do que a superfície das coisas.” SUMMUM BONUM, 1629

No ROSARIUM PHILOSOPHORUM, antologia de textos alquímicos editados em 1550, encontramos citações de Platão, de Arnaldo de Villanova, de Senior, o Ibn Umail que já referi como autor do Corpus Arabicum, entre muitos outros que se dedicaram aos mistérios desta Arte ou desta Ciência conforme os pontos de vista.

O autor deste Rosário, que também podia ser um Roseiral, não esconde que lhe agrada a aproximação aos mistérios da Igreja para definir os mistérios da Pedra Filosofal.

O Tratado encerra com uma gravura em que “a vitória da Pedra é representada como a ressurreição de Cristo”. A intenção não contém heresia, pelo menos propositada, pelo contrário, procura o clérigo, ou o monge que foi autor ou copista testemunhar da sua fidelidade e devoção sem mácula a uma causa de absoluta entrega espiritual.

A procura do Centro, para um religioso é a procura de Deus. Não é Deus o Centro e a Circunferência, o Um e o Todo do universo na sua múltipla manifestação?

O místico é o que sente, quando se entrega a Deus na noite escura da alma (como S.João da Cruz). O alquimista é o que sente quando se entrega no seu laboratório à nigredo que não só contempla na “matéria confusa” como vive na ansiedade da sua própria alma, tendo a noção de que é mesmo da sua alma que se trata e não de qualquer outra coisa, preciosa, eventualmente, mas exterior.

Os que buscaram o ouro morreram sofrendo, sem ele. Os que buscaram a pura luz da consciência atingiram a perfeição, ou ficaram a caminho dela.

Herberto Helder em ÚLTIMA CIÊNCIA (1988) anuncia a sua arte da roseira, a travessia que o afunda no real da palavra como o adepto se afunda no real da “imaginação verdadeira”.

“Pratiquei a minha arte de roseira: a fria
inclinação das rosas contra os dedos
iluminava em baixo
as palavras.
Abri-as até dentro onde era negro o coração
nas cápsulas. Das rosas fundas, da fundura nas palavras.
Transfigurei-as.
….
– Uma frase, uma ferida, uma vida selada.”

No Jardim de Reguengos (dedicado à Maria):

“Já pesam as romãs semi-abertas
nas romãzeiras molhadas

Caíram as chuvas da tarde
aguardam-se os beijos fatais
que só os Anjos concedem

Bagos vermelhos
em bocas apetecidas

Jardins de Inverno
onde se perdem as vozes
onde se abrem feridas

Onde secretamente
mais árvores são plantadas”

por Yvette Centeno

 

* Fonte: Simbologia e Alquimia

Dá vida a sua vida.

Aproveite o dia.

Como se fosse

O último e o primeiro.

Pois assim é…

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Há um ponto de equilíbrio… que baliza a vida… Um princípio afinal, que rege os meios… Meios de todo um caminho que é… e somos… Sendo em equilíbrio…

Silêncio… não é esconder, guardar e esquecer aquilo que grita em si… que é senão, a sua vontade encoberta por padrões de pensamentos conflitantes e limitantes… Silêncio é o pano de fundo, um todo que permeia a tudo e todos… Silêncio é a fonte, a ponte e o fluxo… A voz da vacuidade…

Talvez, não se possa acrescentar mais dias a vida… Mas podemos dar mais vida aos dias…

Realizar-se Canção

Íntimo ser. Testemunha de sua existência. Voz do silêncio. Sã consciência.

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Krishna, a voz fraterna do amigo…

Tao, a voz do caminho…

Buda, a voz do silêncio…

Cristo, a voz do verbo…

Canções do coração…

 

Diferentes avatares, mestres, discípulos, guias da humanidade… Estiveram e estão por aí… São arquétipos da síntese, do self, da sã consciência… Exemplos históricos-simbólicos de seres “autorrealizados”, legítimos modelos de como os humanos podem vir-a-ser como são: um-todo… Uma saudável e perene essência realizando-se em conformidade com a ordem da vida… Via autoconsciência e fraterna coexistência…

Faça como o mestre faz… Busca o mestre, Descubra o mestre e Segue o seu caminho…

A mensagem é uma só… Desdobrando-se na consciência… Feito flor de lótus… Como tu és…

 

 

Deixa vir. Deixa ir.

“A vida (o caminho) é como pisar num rio…”

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Gratidão pelas perdas.

Gratidão pelos ganhos.

Nada temos, um todo somos.

 

Legitimamente… Mutuamente…

Como é. Como sou.

 Agradecendo é que se caminha…

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Apesar de tudo, no meio de tudo está. Está no olhar de quem vê. No coração de quem sente corpo e mente livremente. Silencie a mente, eis o silêncio de coração.

 

Sem resistir, resiliente… Sem mais nem menos, inocente…

Uno ao caminho. Uno caminho.

Uma escolha, tantas renuncias.

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Fazem nada:

Zen nada faz.

 

A impermanência das coisas. As coisas como são. “Em última instância, nada é obtido.”

O nu : unO

“Se você, não enxerga o caminho, não o verá. Mesmo que caminhe nele.”

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desnudar é

receber-se…

por entregar

por confiar

por aceitar

por agradecer

por ser como é.

 

“A forma não é diferente do vazio. O vazio não é diferente da forma”. Um e outro é todo.

 

* Imagem: Restaurante Sumiê

Tudo e Todos São Um Todo

Reunidos por uma paixão. Unidos por compaixão.

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ama-te,

amante.

amaste:

namastê.

 

 “Aquele que habita meu coração, saúda Aquele que habita seu coração.”