AnūüéĪwA

T O D O S O U O UM : OM E S M O U T R O

Mês: outubro, 2017

Desilusão ou Salvação!?

para o distraído

a desilus√£o o traiu…

para o desperto

a desilus√£o abriu

novos caminhos…

 

√Č a tua sombra que te assombra.

Silencie e escute-se…

Feche os olhos e veja-se…

D√™ luz ao sombrio, ao oculto em ti…

Tome consci√™ncia do seu mist√©rio…

Teus segredos mais secretos s√£o a tua sombra…

V√™-la, aceit√°-la e compreend√™-la…

√Č iluminar-se… Ser aquele que √Č…

 

“A sombra nos deixa doentes, o encontro com a sombra nos faz sarar. A doen√ßa √© o caminho que nos leva √† cura e √† perfei√ß√£o.”¬†Thorwald¬†Dethlefsen –¬† A doen√ßa como caminho

“Somos dominados por tudo aquilo com que nosso eu se identifica. Podemos dominar e controlar tudo aquilo de que nos desidentificamos.” Roberto Assagioli

An√ļncios

Eclodir no Eclipse

 

Impossível? Somente o impossível.

eclip se

Que os véus, as nuvens do desamor…

Se desfaçam e revelem o céu coração…

Ao possibilitar-se, se permitir…

Amar-se… aceitar-se…

Por simplesmente ser o amor. 

Quando estiVer Ver√°

Todos os caminhos

Levam ao mesmo lugar.

Seja o caminho

No lugar onde estiver.

“Repeti√ß√£o” – Shunryu Suzuki

“Se voc√™ perde o esp√≠rito de repeti√ß√£o, sua pr√°tica se torna bastante dif√≠cil.”

‚ÄĚNo in√≠cio, ele (Buda) estudou o m√©todo hindu vigente em sua √©poca e regi√£o e praticou o ascetismo. Mas o Buda n√£o estava interessado nos elementos que constitu√≠am o ser humano, nem tampouco nas teorias metaf√≠sicas da exist√™ncia. O que, sim, o interessava era saber como ele pr√≥prio existia naquele exato momento.

Essa era a questão. O pão é feito de farinha. A coisa mais importante para o Buda era saber como a farinha vira pão ao ser colocada no forno. Seu maior interesse era saber como podemos nos tornar iluminados. A pessoa iluminada é alguém perfeito, cuja conduta é desejável tanto para si mesma como para os outros.

O Buda queria descobrir como os seres humanos desenvolvem esse estado ideal Рcomo os sábios do passado tinham se tornado sábios. Para descobrir como a massa se transforma em pão perfeito, ele fez o pão repetidas vezes até que obteve êxito.

Talvez se possa achar pouco interessante cozinhar repetidas vezes a mesma coisa, dia ap√≥s dia. Pode parecer tedioso. De fato, se voc√™ perde o esp√≠rito de repeti√ß√£o, sua pr√°tica se torna bastante dif√≠cil, mas n√£o ser√° dif√≠cil se voc√™ estiver cheio de for√ßa e vitalidade. De qualquer modo, n√£o h√° como ficar inativo; √© necess√°rio fazer alguma coisa. Portanto, quando fizer alguma coisa, seja atento, cuidadoso e alerta. Nosso caminho √© colocar a massa no forno e observ√°-la com cuidado. Uma vez que voc√™ souber como a massa se transforma em p√£o, voc√™ entender√° a ilumina√ß√£o. Nosso maior interesse, portanto, √© saber como este corpo f√≠sico se transforma num s√°bio. N√£o nos preocupa saber o que a farinha e a massa s√£o, ou o que √© um s√°bio. Um s√°bio √© um s√°bio. Explica√ß√Ķes metaf√≠sicas sobre a natureza humana n√£o s√£o a quest√£o.

Assim, o tipo de prática que enfatizamos não pode se tornar demasiado idealista. Se um artista se torna muito idealista, acaba se suicidando, porque há um imenso vão entre seu ideal e sua real habilidade. E ele entra em desespero porque não existe ponte suficientemente extensa para cobrir esse vão. Esse é o caminho espiritual comum.

O nosso caminho espiritual n√£o √© t√£o idealista. Todavia, em certo sentido, devemos ser idealistas – devemos pelo menos estar interessados em fazer p√£es bonitos e saborosos. A verdadeira pr√°tica consiste em repetir sem cessar at√© descobrir como se tornar p√£o. N√£o h√° segredo em nosso caminho. Apenas praticar zazen e colocar-nos no forno √© nosso caminho.‚ÄĚ

Trecho do livro¬†Mente Zen, Mente de Principiante ‚Äď SHUNRYU SUZUKI¬†

Formas do vazio. Vazios da forma.

todo dia √© desafio…¬†sempre h√° prop√≥sito.

ser espontaneamente natural…

ser aquele que é, sendo o vir a ser.

nascemos prontos para aprender e crescer…

renascemos ao perceber a pr√≥pria consci√™ncia de ser…

aprender ensinando, ensinar desaprendendo…

tudo que sei não é tudo.

tudo que não sei também não é tudo.

tudo é nada.

nada √© o que h√° para tudo existir…

Pétalas em Si

L√≥tus oriental e a for√ßa do sil√™ncio…

Rosa ocidental e o poder da palavra…

A voz do sil√™ncio nos chama de amor…

E com ela encontramos a paz…

Para vivenciarmos a tao jornada…

Que al√©m de l√°…

√Č sempre agora… em si…

Ando vagalumeAndo

“Escrever nem uma coisa
Nem outra –
A fim de dizer todas –
Ou, pelo menos, nenhumas.

Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar –
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.”

Manoel de Barros

 

* Fotografia de Karo Yuki

Amar e Velejar a Vida

L'Hortus deliciarum e a Roda da Sorte

feito um caramujo, devagar e sempre…

feito um marujo, corajoso sempre…

circulamos por l√° doce l√°…

girando com a roda da vida…

roda do destino, da fortuna…

levando em si a espiral da…

cria√ß√£o, transforma√ß√£o e renova√ß√£o…

amanh√£ √© manh√£, a noite √© o ber√ßo para o dia…

 

* Ilustra√ß√£o retirada do site¬†Clube do Tar√ī

 

 

“A Vida n√£o para. A Vida √© t√£o rara”

rara¬†√© esta¬†oportunidade…

de sermos aquele que somos

aqui no¬†agora…

que ciclicaMente… n√£o¬†se repete

repetidaMente circuLar…

 

*O t√≠tulo √© cita√ß√£o da can√ß√£o “Paci√™ncia” do Lenine.

sOMos UM

presente…

naquele instante qualquer…

entregar-se ao mist√©rio do amor…

√© abrir seu cora√ß√£o, com a consci√™ncia limpa…

e receber o sil√™ncio da ora√ß√£o, uma revigorante energia…

seja bem-vind@ a feliz cidade da reciprocidade…

√© em si a fonte da vida… √© na reciprocidade que se completa… a intermin√°vel¬†flu√™ncia¬†viva… de cora√ß√£o a cora√ß√£o, feito ora√ß√£o que nos unifica…

 

* Inspirado no poema Tipicamente Amor de Cristileine Leão РBlog Depressão com Poesia.